in Rafa's kingdom wearing Rafa's merch like the succesful fanboy he is (via x)

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This #Sunday @strictlyvinyl69 and I have some great #new #vinyl to #spin from 4-6pm on Radioactivefm.co.uk so #keepItLocked online and on the TuneIn app #cratediggers #tunesquad #RAFam #musiclovers #house #dance #turnitup #DJ #DJLife #DJcommunity #music #music #choons #indieradio #GirlswhoDJ #GirlsWhoMix #vinyl #vinylcommunity #vinylgeeks #vinyljunkies
At #carrabbas with the #RAFam #simmyshouters
Sun's Out, Bun's Out #RAfam (at The University of Texas at Austin)
Performing "The Great In Me" #HipHopOnTheYard #Plainfield #RAFam
Ele era tudo. Meu porto-seguro, minha vida, minha sorte, meu amor e além de tudo meu. Não sei ao certo o que mais chama a minha atenção a ele. O “ele”. Aquele que esperei por tanto tempo, a mão maior que a minha, a aliança dada na sala escura do cinema, a voz que acalma nas madrugadas, o primeiro e único amor de um coração aparentemente forte, no entanto, frágil. Ele era e é tudo. A inspiração para muitos personagens, o pensamento ao acordar, o pensamento ao deitar, o sonho favorito e o incansável “eu te amo” no meio de uma frase. É ele que lembro quando ouço uma música, quando leio algum texto ou quando vejo algum filme. É ele e vai ser sempre ele que vai me tirar o sono, que vai me fazer dar gargalhadas por coisas bobas, que vai ter sempre o abraço mais seguro e confortável seguido de um demorado beijo na testa. Ele vai sempre estar no meu presente, no meu futuro e no meu passado, nas melhores lembranças, me confortando nas piores e nos meus sonhos. Vai ser ele que vai estar me esperando no altar de uma Igreja, é com ele que irei brigar por uma louça suja e também ele que irei amar depois de cada briga. É ele e vai ser sempre ele que eu amo. E é por ele que ultrapasso meus medos, todos os pensamentos ruins e todas as paranoias. Porque é pra ele que escrevo todos os dias e faço juras de amor. É ele e vai ser sempre ele o meu príncipe cheio de defeitos, mas são os defeitos que faz dele um príncipe perfeito.
Ela sentou-se na cama, relaxou seu corpo e teve o súbito desejo de deitar-se. Ora, ora, uma senhora daquela idade relaxar desta forma? Não, não devia. Levantou-se da cama novamente, ela faria neste dia 32 anos. Trinta e dois anos! Desde que completara trinta anos de idade rugas apareciam quase que todos os dias de manhã em seu rosto, nem mesmo os creminhos italianos para as rugas adiantavam mais.
Estava a dois anos lutando simplesmente pelo envelhecimento do ser humano. “Se estou assim com trinta e dois anos imagine quando eu fizer quarenta Luciana”, repetia para a amiga ao telefone. Ai de quem desejar-lhe um feliz aniversário hoje! Ela pensara ser o comprimento da promessa, quando ela fizesse trinta anos envelheceria tanto, não seria a mesma coisa, ela teria rugas, iria querer dormir cedo, não conseguiria ficar em um show por mais de vinte minutos... E estava acontecendo isto há dois anos, dois anos! Clarice sentou-se novamente na cama, relaxou e teve a pequena ideia de fazer tudo que fazia quando tinha seus vinte anos, tudo. A primeira coisa que fez foi maquiar-se há quanto tempo não se pintava? Pôs o vestido florido que tanto amava e seu salto rosa claro, saiu de casa correndo e tentando se equilibrar no salto. Há quanto tempo não usava saltos?! Entrou no carro, acelerou rapidamente e passou de 90 km/h. Parou em frente à maravilhosa praça de que frequentava tanto quando ainda tinha vinte e nove anos, saiu do carro e sentou-se em um dos bancos. O próximo passo seria flertar com alguém. Um homem de mais ou menos vinte e sete anos sentou-se ao lado dela, ela sorriu encantadora e deixou que ele puxasse algum assunto. Ele sorriu e perguntou qual seria o nome dela, ela respondeu com um sorriso: “Clarice, Clarice Fernandes”. O jovem puxou assuntos diversos e enfim perguntou qual faculdade ela fazia. Ela deu uma risadinha, pelo visto, aparentemente ela não parecia tão velha assim. Respondeu que já terminara a faculdade, o jovem riu e perguntou: “Desde quando uma mulher de mais ou menos 22 anos já terminou a faculdade?”. Sentiu-se tão jovem, mas tão jovem que teve orgulho de dizer que tinha trinta e dois anos, o jovem tinha vinte e oito anos. Se fosse há dois dias ela se sentiria uma pedófila de sessenta tentando agarrar um menino de três. Mas, não, mentalmente ela ainda estava com os seus vinte anos, e ela seria capaz de continuar com vinte durante mais vinte anos. Porque na verdade, não era idade que a deixava velha e sim seu espírito e suas loucuras dos trinta anos.
Ela havia se machucado novamente, havia criado cortes em seu punho e passado a chorar a cada 30 minutos. E é ai que ela descobre que deveria ter se afastado quando começou a perceber que estava precisando de mais dele, como precisava de ar e água, como também precisava de fôlego. Não era a primeira vez que ela se machucava por causa dele, também não era a última. Apesar de saber que ela foi apenas mais uma conquista, ela o ama e o amor dela é sempre maior do que os problemas que ele causa nela. Muito mais doloroso do que os cortes de seu punho e mais forte que um tsunami ou até um ciclope. Ela havia pedido a ajuda de um especialista, ele perguntara desde quando este amor existia, ela dissera: Desde sempre. Era um caso perdido, dissera o especialista, era o primeiro e único amor.