I’m only brave when I have to be | Ruby & Olaf
Olaf correu animadamente pela cidade em direção ao restaurante no centro. Ele trazia entre os braços um embrulho em papel de jornal, e quase mal podia evitar a alegria. Isso, com certeza, era a melhor coisa que ele tinha encontrado em muito tempo. E só havia uma pessoa que podia ficar com isso.
Ele parou em frente ao restaurante, espiando lá para dentro. Ele sabia que a dona, Granny - ou fosse lá qual fosse o nome dela de verdade - não gostava quando ele entrava. Então ele ficou perto das janelas, tentando ver sua amiga lá dentro, mas não havia nem sinal dela. Ele olhou para o próprio relógio. Era normal ela estar trabalhando a essa hora em um fim de semana. Seu estômago roncou, lembrando que eles não tinham comido o dia todo.
“Será que dá para parar? Você sabe bem que essa não é mais a única razão pela qual a gente vem aqui?” Se bem que, parado nesse lugar, o cheiro das tortas deliciosas da casa o alcançavam. Ele entrou no beco pelo lado do restaurante, até alcançar as lixeiras. Ele se sentou ao lado da saída lateral, abraçando seu embrulho, suspirando. Elas já não pareciam mais tão apetitosas depois de comer comida de verdade na escola e aqui... Mas hábitos antigos demoram a morrer.
Ele estava prestes a se levantar e começar a revirar o lixo quando a porta lateral se abriu e alguém saiu com os sacos de lixo.
“Ah, Ruby! Que bom! Eu queria mesmo te ver!” Olaf saltou do meio dos sacos de lixo.













