O amante - Yuta (Nct)
Notas da autora: Eu estava relendo os livros dos Bridgertons (amo todo o universo deles desde os meus 14 😔❤) e decidi ler o livro do Colin, só que tinha me esquecido completamente dos pegas dele com a Penélope e foi incrível. Hahah Tive um estalo para escrever e cá estou eu, trazendo um smut mais ou menos do Yuta. Ps.: A princípio seria o Kun, mas acho que ele combina com outro papel que trarei futuramente. Espero que gostem! ❤
Avisos: ReaderxYuta, smut leve, menção a masturbação feminina, lactation kink (?), sexo sem proteção (não façam isso, galera.).
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Uma sequência de beijos molhados eram direcionados à nuca da garota, descendo pelos ossos da coluna até chegarem ao centro dela, onde o decote vergonhoso do vestido carmesim se findava.
Os gemidos graves de Yuta eram constantemente apreciados por ela, eriçando os pêlos conforme os dentes mordiscavam a pele desnuda de seus braços.
Ele parecia atento a cada mínimo detalhe da dama diante de si, apreciava com afinco suas curvas, deslizando os dígitos em um vai e vem em sua cintura, seguindo para as costelas e preenchendo as duas palmas com as carnes fartas dos seios femininos.
Os dedos curiosos apalpavam com tamanha devoção, vez ou outra forçando a seda para baixo somente para que pudesse ver com mais clareza o que causava em sua amada apenas com seus toques. Podia sentir os mamilos rijos, correndo entre os vãos dos seus dedos e deslizando pelo centro de suas mãos, tudo aquilo fazia o homem abraçá-la ainda mais e pressionar o seu ventre contra o traseiro que insistia em resvalar em si.
Inquieto, Nakamoto rasgou as duas tiras que prendiam o vestido nos ombros sem precisar de muito esforço, puxando o rasgo para baixo e revelando o corpo nu que desejava apreciar desde o momento que encontrara mulher no jantar.
— Linda. — soprou as palavras, deslizando a língua desde o osso da clavícula, até atrás da orelha; lembrando-se de sugar o lóbulo por fim.
— Yuta, por favor, termine logo com isso. — a garota suplicava, esfregando as pernas e emaranhando os próprios dedos nos fios longos e acastanhados do rapaz, procurando alguma forma de descontar o prazer que sentia.
— Shhh… Não faça muito barulho, prometo que já irei resolver. — puxou-a mais para perto e desceu uma das mãos até a barra do vestido, puxando o tecido para que revelasse um pouco da calcinha rendada.
Por mais que sentisse a pele cálida, praticamente entrando em combustão, ou os pedidos sôfregos da mulher para que finalmente fosse tomada, Yuta, desejava mais. Não queria apenas senti-la em suas mãos, queria também ver o seu reflexo e como ele a deixava com seus toques.
— Eu te darei o que quer, mas com uma condição. — dois digitos deslizaram para cima vagarosamente, circundando o elástico da lingerie e brincando com ele, mas nunca retirando a peça.
— E qual seria? — teve o pensamento cortado ao sentir a mão esquerda, que ainda lhe apalpava o seio, apertar a carne com um pouco mais de força.
— Quero lhe tocar na frente do espelho, ver como se contorce, suas feições, respiração. Quero contemplar a sua beleza de todas as maneiras possíveis. — um chupão fora desferido na pele do pescoço e ela gemeu — Se me deixar fazer o que quero, prometo recompensa-la da melhor forma possível.
A mulher pareceu pensar, e ao notar o cubículo onde estavam a ficha caiu para si. Os únicos locais que tinham espelho eram nos quartos, banheiro e um na sala de visitas. Infelizmente, não poderia usar o quarto do seu filho, seria ridículo e infame de sua parte. A sala de visitas estava ocupada por algumas senhoras que aproveitavam para tomar um chá e conversar, restava somente o seu próprio quarto que dividia com seu esposo, vulgo o anfitrião daquele jantar. Porém, era perigoso, não poderia arriscar a sorte e ser pega fazendo tal coisa.
— Yuta, não faça isso comigo. — virou-se para ele, os olhos assustados ao imaginar a cena do seu marido descobrindo sobre a sua traição — N-não podemos ser pegos fazendo algo tão impuro e… — o japonês a calou, repousando a falange em seus lábios e pressionando até que formasse um pequeno bico.
— Não vejo nada de impuro aqui, você mesma me disse que faz tempo que não se deita com ele. Então que mal faria procurar prazeres com outro homem, já que o que esta em casa não lhe satisfaz? — sua sobrancelha se ergueu e o lábio se repuxou em um sorriso ladino.
— É diferente, por mais que eu não suporte a presença dele, não posso dar um exemplo ruim ao meu filho. O que ele pensaria de mim? O Ayato nunca me perdoaria se eu traísse o seu pai.
— Ele não irá se magoar, se nunca descobrir. — pontuou e ela o encarou duvidosa — Se formos extremamente sigilosos nisso, o Ayato e o Yuri jamais descobrirão sobre nós, resta a você colaborar também.
— Mas…
— Você é quem deve decidir, não lhe forçarei a nada. — dito isso, o homem se afastou da jovem e se apoiou em um dos armários daquele pequeno depósito de alimentos — Se quiser continuar com isso é só deslizar o vestido pelo corpo e me entregar esse pedaços de renda que você chama de calcinha, mas se não quiser, a porta está aberta e livre para que possa voltar ao jantar tranquilamente.
— Não tanto, você rasgou as alças do meu vestido. — lembrou e ele segurou um riso convencido, levando o olhar para os próprios sapatos lustrosos.
— Você conseguirá resolver. Sei que é uma mulher muito habilidosa, não duvido do seu potencial. — a língua afoita deslizou por dentro da boca e ele voltou a fulminar a garota com o seu olhar — O que me diz?
Ela pensou por alguns minutos que pareceram horas, os saltos baixos vacilando vez ou outra e olhar seguindo para a porta todas as vezes que imaginava a cena em que seu marido descobria tudo. Yuta, por outro lado, estava tranquilo. Ainda brincava com a língua dentro da boca, um costume que fazia com frequência e que a mulher julgava sensual o suficiente para lhe tirar dos eixos.
Mesmo que ainda estivesse receosa, ela deslizou o tecido avermelhado pelo corpo, revelando primeiro os seios, logo após a barriga, quadril e por fim as pernas, deixando que caísse no chão próximo aos seus scarpins. O Nakamoto acompanhou a queda, mas prendeu o seu olhar no centro dela indicando que ainda faltava retirar o que tinham combinado.
— Promete que fará o possível para não descobrirem sobre o nosso caso? Pelo menos até o momento certo. — sua voz saiu entrecortada, por mais que desejasse ardentemente se entregar ao homem, ainda sentia medo do que poderia acontecer a sua família.
— Nunca lhe deixarei desamparada, isso não é papel de um homem que se preze. — o olhar afiado encontrou o dela e ela sentiu o corpo tensionar — Quer que eu a ajude?
— N-Não, eu…
— Eu ajudo. — tampouco esperou que ela terminasse de falar e partiu para ajudá-la, ajoelhando-se e deslizando a calcinha pelas suas pernas.
Um beijo sutil fora depositado no monte de Vênus, o nariz resvalou pelos poucos pelos presentes e ela o sentiu sorrir em meio ao ato. Conforme se levantava, o Nakamoto fizera questão de levar a peça até as narinas somente para inspirar seu odor natural, logo após guardou em seu bolso e estendeu a mão direita para ela.
— Vamos? — a chamou, vislumbrando mais uma vez o seu corpo desnuda, onde um simples colar de pérola restara em seu pescoço.
— Precisamos ser rápidos, meu quarto não fica muito longe daqui.
— Como desejar. — esboçou um dos seus sorrisos mais cafajestes e puxou a mulher para fora do cubículo, a levando em direção as escadas.
Ao passo que caminhavam pelo corredor, a mulher sentiu a necessidade de se livrar dos saltos que faziam barulhos desnecessários, o jogando em um vão qualquer e voltando a caminhar silenciosamente.
As vozes animadas de seu marido e convidados fizeram-na tremer e parar no local onde estava, ele parecia feliz ao falar sobre sua família, em como a esposa era linda e o filho estudioso. Ela sentiu uma pontada no peito e o peso da culpa lhe atingiu mais uma vez.
— Basta lembrar daquele simples colar de jade, presente dado a sua colega de trabalho. Se lembra? — Yuta a forçou a lembrar sobre o presente que Yuri dera a sua amante, a mesma mulher que se dizia amiga e a apunhalou pelas costas, sem dó alguma
"Ele não pensou duas vezes antes de se deitar com outra, então por qual motivo deveria se preocupar com isso?" — o diabo em forma de gente voltava a contaminar a mente enfraquecida dela, convencendo-a de que aquela era a melhor opção. — Veja, estamos a cinco passos da escada e eles não estão notando sequer a nossa presença. Se fizer isso, poderemos ir até o seu quarto. Lá você decidirá se quer continuar com o que estamos fazendo, ou se irá vestir outra roupa e voltará para o jantar.
Uma proposta tentadora. Ainda existia uma forma de fugir de tudo aquilo, tinha que existir. Convencida, ela caminhou o que faltava e subiu os degraus com pressa, sendo seguida pelo Nakamoto que mantinha um sorriso de escárnio nos lábios.
Ao adentrar no quarto, Yuta enxergou a mulher com mais clareza, em como suas nádegas balançavam conforme ela andava, ou como o cabelo estava emaranhado devido aos beijos selvagens que deram assim que entraram no depósito.
O japonês não era tão apressado como aparentava, era um homem muito paciente, por incrível que pareça. Esperou os minutos necessários para que ela pensasse corretamente e quando se deu por satisfeito, sentou-se na poltrona mais próxima, esperando a sua resposta.
— Eu quero você, Yuta. — a forma como ela falava soava quase como um pedido de socorro, um último fio de esperança em seu coração. — Eu quero você. — repetiu e ele bateu em suas próprias coxas.
— Venha, sente-se aqui.
Ela caminhou até que estivesse próxima o suficiente para sentar, e quando o fez, o homem pôde sentir em sua perna o calor que emanava de seu ventre. Aquele contato fez Yuta perder a noção da realidade, ela estava tão próxima, tão quente e agora era tão sua. Queria pular para a parte em que a tomava para si, mas ainda desejava vê-la entregue aos seus toques, ele precisava disso. Com o auxílio dela, a garota fora virada para frente de uma forma que pôde enxergar o seu reflexo no espelho diante de si.
As palmas largas e cheias de veias do homem a tocavam gentilmente na pele próximo ao estômago, acariciando inocentemente a região até que ela se sentisse mais calma.
— Você vai ficar desse jeito, quero ver como age todas as vezes em que eu te toco. — selou a tatuagem de lírios na nuca feminina e notou que ela se arrepiou com o ato tão simples. — Se seus olhos se reviram quando toco aqui. — circulou um dos dedos no mamilo, pinçando vez ou outra — E se seus lábios se abrem em um gemido quando te toco nesse ponto.
O contato gélido do dedo contra as carnes fora algo que a mulher não esperava naquele momento, sendo incapaz de segurar o gemido assustado e tapando a boca assim que notara a altura do seu barulho. Yuta prosseguiu com as carícias, apalpando os seios com as duas mãos, fazendo delas o seu novo sutiã de carne e osso. O homem gostava de vê-los erguidos e cheios, mas gostava ainda mais quando estavam soltos, sem nada os mantendo no lugar, a forma como eles balançaram quando ele se enterrou dentro dela e em como um pouco do líquido o esbranquiçado escapava aos poucos dos seus bicos, obrigando-o a recolher o que era expelido e lamber tudo em seus dedos.
Uma das mãos deslizou pela barriga enquanto a outra fazia o possível para manter a perna erguida, as estocadas eram fortes e certeiras, e a mulher não sabia como reagir além de chamar pelo seu nome e tapar a própria boca. Após mais alguns impulsos o japonês se desfez dentro dela e com um enorme sorriso no rosto ele tocou com carinho a barriga de sua mulher, sentindo-se paternal pela primeira vez naquela noite.
— Ele já sabe? — perguntou ofegante e a mulher não conseguiu responder, discordando com a cabeça em silêncio e tentando se manter em pé com a ajuda dele.
Yuta a levou para a cama e a fez descansar, enquanto a ajudava a limpar o próprio estrago. Com a língua recolheu mais uma vez o líquido que escorria dos seus seios, descendo até o umbigo e depositando um selar sutil ali. Ao chegar naquela região do corpo feminino Yuta pareceu mudar, sorria alegremente e escrevia algo sobre a pele com seu próprio dedo.
— Shiho. — falou com uma doçura inexplicável.
— O que disse? — ela o questionou, agora já com os seus sentidos mais relaxados.
— Quero que ele se chame Shiho, o nosso filho. — respondeu ainda sorridente e aquilo a deixou nervosa.
— Ele ainda não sabe sobre nós dois, meu marido pensa que esse filho é meu e dele.
— Mas logo saberá. — gargalhou baixinho e beijou mais uma vez a barriga que já demonstrava uma elevação considerável — Será o presente perfeito para ele, não é verdade? Quem diria que seria apunhalado nas costas pelo próprio irmão. Mas não tenho culpa, ele fez isso primeiro e seria ridículo da minha parte não ajudar minha cunhada a se vingar. — roubou um beijo quente e ela o retribuiu — Agora vamos, ainda precisamos manter as aparências por um tempo.
Com a ajuda dele ela se levantou da cama e se vestiu, nos pés colocou pantufas mais confortáveis e amarrou o cabelo para que não notassem o que fizeram minutos atrás.
Desceram as escadas calmamente, Yuta segurando uma de suas mãos como se a impedisse de cair se machucar enquanto a outra segurava a sua cintura com o mesmo intuito. O seu irmão pareceu feliz ao ver a esposa com um vestido de algodão e pantufas nos pés, a julgar pelo seu rosto muitos diriam que era um esposo preocupado com sua esposa grávida, mas ela e Yuta sabiam muito bem que ele estava apenas querendo esconder a traição a todo custo.
— Minha querida, deixe eu lhe ajudar. — carregou a esposa em seus braços e a levou até a cadeira, tal qual recém casados fazem em noite de núpcias. — Quer um pouco de carne? Suco? Biscoitos? — ofereceu tudo o que viera em mente, mas ela não conseguiu responder. Levou um dos dedos até a têmpora e fingiu massagear.
— Irmão, deixe isso para outra hora, hm? — ofereceu seu melhor sorriso e o mais velho concordou — Ela estava passando muito mal, então a ajudei e pedi para que colocasse roupas mais confortáveis.
— Ah, sim, sei bem como é essa fase da gestação, aliás já sou um pai de segunda viagem. — brincou e todos da mesa riram, menos Yuta e a garota — Obrigado, meu irmão, não sei o faria sem a sua ajuda.
— Por nada! Não faço nada além da minha obrigação e estarei disposto a sempre estar presente nas horas boas e ruins. — terminou e seu olhar voltou para ela, informando que em breve a notícia iria ser revelada e que ambos deveriam estar preparados para a ocasião — Descanse um pouco, querida, prometo que não iremos fazer muito barulho — fora a última coisa que disse antes morder os próprios lábios e comer um enorme pedaço de carne disposto em seu prato.














