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Galgos. Yat Yuen entregou terceiro plano de realojamento
Galgos. Yat Yuen entregou terceiro plano de realojamento
A Companhia de Galgos Yat Yuen fez chegar ao final da tarde ao Governo um terceiro plano relativo ao realojamento dos animais. Desta vez, a empresa endereçou o documento à Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos e não ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais. O organismo – que garante que vai continuar a zelar para que a Lei de Protecção dos Animais seja respeitada – assinou um…
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Canídromo. Yat Yuen tem mais uma semana para responder ao Governo
Canídromo. Yat Yuen tem mais uma semana para responder ao Governo
O presidente do Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, José Tavares, considerou esta inaceitável o pedido feito pela Yat Yuen de prolongar o prazo de saída do Canídromo por mais um ano. O organismo exige até 8 de Junho uma plano viável tendo em vista o realojamento dos animais.
O presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, José Tavares,…
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Canídromo. Governo faz ultimato à Yat Yuen
Canídromo. Governo faz ultimato à Yat Yuen
O Executivo instou a Companhia de Corridas de Galgos Yat Yuen a entregar, até ao final do mês, um plano detalhado relativo ao realojamento dos animais após o encarramento do Canídromo. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais aconselhou a empresa a cooperar com as associações de defesa dos direitos dos animais e a aceitar os programas de adopção por elas sugeridos.
O Governo fez na…
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CENAS DA FOZ: ALGORITMO E EXTINÇÃO
Ao longo da Rua do Passeio Alegre: Bocca East & Drink, Wish Sushi, Al Forno, Adega da Cantareira, La Brasserie de Entrecôte, Casa de Pasto da Palmeira; oferecem designações e esplanadas que confortam a legibilidade de alguns dos transeuntes, provavelmente chegados ali saindo na última paragem do Porto Tram City Tour.
Isto da legibilidade universal afasta-nos da aventura.
Quebrando a consecutividade das nomeações dos guias de lazer, um único espaço aberto ao público carece de designação: tem outras formalidades, é reconhecido pelo nome de quem lá trabalha. Há outro estilo e público. Aqui, conforto e legibilidade tem outras narrativas: “hoje há biqueirão” - diz o giz a todos; informando da disponibilidade de iguaria muito apreciada, rara nas mesas, normalmente para conserva ou devolvida ao mar quando acoplada à faina da sardinha.
Diz quem lá trabalha que não há mais nenhum lugar ali onde se possa “comer à conta”. Afirmação não de júbilo de quem aniquilou a concorrência, mas de temor pela sua própria existência.
É difícil por aqui hierarquizar continuidades, embora adivinhe a que vai prevalecer. Atravessada ao longo da Rua há a das novas ofertas gastronómicas e chalets renovados. Perpendicular a essa, do “biqueirão” em direcção à língua de areia da Foz do Douro há outra: dos jovens desempregados, dos parados pelas quotas, dos que ambicionam outros estímulos, das redes de pesca escondidas numa estrutura de metal moderna, das dezenas de barcos de pequeno porte a balançar no Douro que não são apenas uma encomenda para a paisagem (embora pareça). Nada do suposto acontece e já nem se quer é distintivo, apenas despercebido. E não... este exercício de estilo não é uma ode à produção primária, apenas pretende revelar que não se construiu alternativa e que a emergência da primeira continuidade dá-se à conta da extinção da segunda e da despersonalização dos seus membros.
Uns metros acima, na colina, o exercício é mais simples. Uma bela vista, um silêncio condimentado pelo som dos usos do espaço público. Tudo muito difícil de descrever a não ser recorrendo ao barroco e nem assim se oferece o mínimo desse espaço a outros. Uma solenidade que convém ser experimentada mais que descrita e comentada.
Foi nesse local, na década de cinquenta do século XX, que foram edificados os Blocos do Bairro Rainha D. Leonor, realojando famílias das ilhas da Constituição. Naquela época, os moradores sentiram-no como um desterro, a quilómetros das suas relações sociais e económicas. Há muito que o bairro foi engolido pela cidade. Se há décadas foram deslocados para vingar determinada cidade, hoje volta a acontecer para se fazer outra.
Após décadas de promessas de reabilitação, este ano a Câmara Municipal do Porto selou o destino do Bairro aprovando a construção no seu local de um condomínio de luxo que, em contrapartida, constrói nas traseiras, um prédio único para realojar os habitantes.
No fim de Oeiras, na encruzilhada com Sintra e Cascais; fica o Bairro dos Navegadores, reencontrado como Talaíde #TLD por ser a povoação mais próxima. Uma forma de enganar o isolamento, votado pelo Plano Especial de Realojamento que encontrou espaço para esta população longe das moradas originais: Húngaros e Santa Catarina, mais próximos do Eixo Algés/Miraflores/Carnaxide/Linda-a-Velha.
Mais fotografias do bairro: http://photo.stress.fm/tagged/talaide