O chocolate é um dos vilões do refluxo gástrico, mal que afeta até 45% da população - IlustraçãoAlimentação adequada pode auxiliar no combate ao desconforto causado por esse mal.O refluxo gástrico, também conhecido como doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Essa condição ocorre quando o ácido estomacal retorna ao esôfago, causando sintomas como azia, regurgitação e até mesmo dor no peito. A adoção de uma dieta balanceada e a escolha dos alimentos certos podem contribuir significativamente para o controle dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida.Segundo o médico gastroenterologista Dr. Paulo Sakai, a DRGE é uma condição crônica que pode ser exacerbada por fatores como tabagismo, obesidade, sedentarismo e também pela alimentação inadequada. "Os alimentos desempenham um papel fundamental na prevenção e controle dos sintomas do refluxo gástrico", explica Sakai.De acordo com a Sociedade Brasileira de Gastroenterologia, estima-se que 12% da população tenha refluxo diário e até 45% tenha episódios mensais. Além disso, a doença tem sido associada a um aumento na prevalência de câncer de esôfago no país, o que torna a adoção de medidas preventivas e de controle ainda mais importantes.Alimentos que não afetam ou pouco afetam o refluxo gástrico-Frutas com baixa acidez: Maçã, pera e banana são opções que podem ser incluídas na dieta de quem sofre com refluxo gástrico.- Vegetais: Alface, cenoura, ervilha e espinafre são boas opções, pois têm baixo teor de gordura e são de fácil digestão.- Grãos integrais: Arroz integral, aveia e quinoa são fontes de fibras, que auxiliam na digestão e reduzem a pressão sobre o esfíncter esofágico inferior.- Proteínas magras: Peixes, frango grelhado e laticínios com baixo teor de gordura podem ser consumidos sem agravar os sintomas do refluxo.- Raízes e tubérculos: Batata-doce, inhame e mandioca são opções versáteis e de baixa acidez.- Frutos secos: Amêndoas, nozes e castanhas são fontes de gorduras saudáveis e podem ser consumidas com moderação.- Sementes: Chia e linhaça são ricas em fibras e gorduras boas, auxiliando no processo digestivo.- Leguminosas: Lentilha, feijão e grão-de-bico são opções nutritivas e com baixo teor de gordura.- Azeite de oliva: Uma fonte de gordura saudável que pode ser utilizada no lugar de óleos vegetais com alto teor de gordura saturada.- Água: A hidratação adequada é fundamental para a saúde do sistema digestivo e ajuda a prevenir o refluxo gástrico.Alimentos e modos de preparo que devem ser totalmente evitados ou consumidos com moderação- Alimentos ácidos e cítricos: Limão, laranja, abacaxi, tomate e suas variações, como molhos e sucos, podem agravar os sintomas do refluxo.- Bebidas com cafeína: Café, chá preto, chá mate e refrigerantes à base de cola devem ser consumidos com cautela, pois a cafeína pode aumentar a acidez estomacal e relaxar o esfíncter esofágico inferior.- Bebidas alcoólicas: O consumo de álcool pode aumentar a produção de ácido estomacal e relaxar o esfíncter esofágico inferior, favorecendo o refluxo gástrico.- Alimentos gordurosos: Carnes vermelhas, frituras, manteiga, queijos amarelos e embutidos devem ser evitados ou consumidos com moderação.- Alimentos picantes: Pimenta, curry e outros temperos picantes podem agravar os sintomas do refluxo gástrico.- Chocolate: O chocolate contém teobromina, uma substância que pode relaxar o esfíncter esofágico inferior e agravar os sintomas do refluxo.- Frituras: Evite frituras e opte por métodos de cozimento como grelhados, assados, cozidos ou no vapor.Ajustar o tamanho das porções, evitar refeições volumosas e realizar várias refeições menores ao longo do dia pode ajudar a reduzir os sintomas do refluxo gástrico. Além disso, é importante evitar deitar-se logo após as refeições, manter um intervalo de pelo menos duas a três horas entre a última refeição e o horário de dormir e elevar a cabeceira da cama em 15 a 20 centímetros.“Cada organismo reage de maneira diferente aos alimentos e às medidas adotadas para controlar o refluxo gástrico. Portanto, é fundamental contar com a orientação de um profissional de saúde, como médico ou nutricionista, para estabelecer um plano alimentar individualizado e adequado às necessidades e condições específicas de cada pessoa”, finaliza Sakai.Conheça nossas mídias sociais:Facebook: https://www.facebook.com/pirapopnoticiasInstagram: https://www.instagram.com/pirapop_noticiasWhatsApp: https://chat.whatsapp.com/IbhgJV9OmuPGafDggyAZyxYoutube: https://www.youtube.com/channel/UCrWfubY4QWA68LP_soBpLygMais notícias da SaúdePara saber o que acontece em Piracicaba e Região Metropolitana, acesse nosso site e os outros canais!Site: https://pirapop.com.brFacebook:https://www.facebook.com/pirapopnoticias Instagram: https://www.instagram.com/pirapop_noticiasWhatsApp: https://chat.whatsapp.com/GsJ6s2s1tR6JD65zFm6bk5Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCrWfubY4QWA68LP_soBpLyg