Pop op.
Recentemente, o curso que estou fazendo (Audiovisual, Ressoar Multimeios) pediu para que nós, alunos, realizássemos algum tipo de trabalho que mostrasse quem nós somos, um tema que gerou vários pontos de interrogação na cabeça de todos, acredito eu, - até mesmo de quem tem certeza de quem é. O primeiro passo foi se perguntar: Quem sou eu? O segundo, foi: Como transmitir isso de maneira clara e objetiva? E um terceiro, opcional, para alguns foi: Como fazer algo fácil e ao mesmo tempo de ótima qualidade, sem muito trabalho?
Bem, a primeira coisa a fazer foi o briefing de como o projeto seria, bem parecido com o questionário que fiz ali em cima com alguns adicionais como material necessário, algumas perguntas sobre humanidade e, por último, a inspiração, descrever em que você tomou de base para o seu trabalho. Mas, e agora? Quem sou eu? Quem sou Eu? Em que vou me basear e o mais difícil, como mostrar isso de maneira fácil, sem gastar muito ou queimar muitos neorónios, já que está muito quente?
Bom, o Guilherme sou eu, ou; Eu sou o guilherme. Não tem muito o que falar; até porque não existem narradores mais incríveis e precisos que o Sr. Tempo e a Sra. Convivência. Mas eu teria que ir mais além, ser mais subjetivo - porque eu adoro isso, jogar uma pedra no lago e deixar que cada pessoa observe cada onda e tire uma sonoridade diferente, que tenha uma experiência diferente, de um mesmo acontecimento. Então pulei direto pro tópico final, a referência.
A Arte Pop (ou mundialmente conhecida como Pop Art) foi um movimento artístico criado no final da década de 1950 no Reino Unido e na Inglaterra; ela tinha como objetivo definir o que era a cultura pop, se era comprável e até que ponto ela era uma manipulação massiva do sistema capitalista. Usei como referência as tantas obras do Andy Warhol com o tema Marilyn Monroe, em que a mesma - sendo a 'diva pop' da época - aparecia em seus primeiros trabalhos com cores estouradas, saturadas ao extremo e muito viva e, com o decorrer do tempo, vou apagando, diminuindo, ficando clara, preta e branca, até sumir por completo. Minha explicação ao mesmo foi que é isso o que acontece com a sociedade de ontem, de hoje e provavelmente com a de amanhã; ninguém sabia realmente quem era Marilyn Monroe, porque a mídia fez dela um ícone de beleza moldável a cada ocasião e situação, como a propaganda faz com nossas cabeças; a cultura pop é totalmente manipulável para satisfazer os espectadores. Mas ela tem um imenso problema que é o fato de não ser duradoura, de ser passageira, esquecida. Com o decorrer dos anos a Marilyn Monroe do Warhol foi sendo esquecida em cores pelos seus tão chamados fãs e o meu medo é esse; o esquecimento. O medo inumerável de que todo o meu conhecimento, de que tudo que eu aprendi e vou aprender não serviu ou servirá de nada, se ficar no gosto popular, por isso essa minha inquietação constante com novelas, com a TV e com o rádio populares; eu acredito que a sabedoria está além do que nos é estipulado e infelizmente, para aprender mais, é preciso sair da zona de conforto e não se deixar entrar em outra zona de conforto, que é a do conhecimento. Por isso é muito importante dividir e compartilhar tudo aquilo que você aprende e conhece com os outros, porque de nada adianta ter tanto conhecimento, se guardado somente para ti; é até egoísmo! Também usufrui das cores e sentimentos, para isso, montei uma playlist com quatro músicas que estão totalmente ligadas a cor da foto e a sonoridade de cada sentimento (infelizmente não consegui colocar isso na exposição, por isso vou colocá-las aqui), o legal foi que para as músicas também busquei referências em filmes como Maria Antonieta e O Fabuloso Destino de Amelie Poulain e uma cantora totalmente conceitual chamada iamamiwhoami, filmes e banda que gosto muito. Bem o resultado foi o art work chamado 4x4:
{{{Som para Imagem 1, 2, 3 e 4}}}
Tive uma dificuldade enorme em me expressar na exposição e parece que, mesmo tentando melhorar meus argumentos, ainda me perdi em meio a tanta tentativa de ser, de tentar dizer, quem eu sou. Espero que tenham gostado, eu amei realizar esse trabalho, por mais simples que ele tenha ficado, espero evoluir com o tempo e aprimorar todo o meu repertório... Além de responder a pergunta "Quem sou Eu?".









