urias para revista noize. por fernanda liberti

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urias para revista noize. por fernanda liberti
Entrevista exclusiva com Charly García publicada na revista Noize #75 Confira a revista aqui: https://bit.ly/32w5rgj
- Exclusivo: Charly García está em paz Texto Ariel Fagundes Fotos Nora Lezano/Divulgação
A maior lenda do rock argentino fala sobre sua relação com o Brasil, Os Paralamas, as drogas e o milagroso lançamento de seu novo disco, Random. Após quase 50 álbuns lançados desde 1972, um prêmio especial do Grammy por sua Excelência Musical, o título de Doutor Honoris Causa da Universidad Nacional de General San Martin, tornar-se Cidadão Ilustre de Buenos Aires, ser o nome mais importante do rock argentino de todos os tempos e ter sobrevivido a décadas de uma escandalosa rotina de excessos, Carlos Alberto García Lange chegou aos 66 anos tendo a vida e a morte como suas amigas íntimas.
A mídia explorou sua imagem à exaustão e foram famosas as brigas, inclusive a socos e pontapés, que ele teve com profissionais da imprensa quando era mais jovem e mais explosivo. Dar entrevistas nunca foi seu passatempo favorito, mas, aqui, publicamos uma exclusiva que Charly García concedeu à NOIZE em uma ocasião rara, talvez motivado pelo fato de a revista ser lançada com o vinil de uma banda que se tornou sua amiga.
Lacônico, mas amável, respondeu a todas as perguntas feitas exceto uma: “Como está sua saúde?”. Desde 2008, o artista enfrentou uma série de internações e seu silêncio aqui apenas demonstra que a questão, no fundo, não era tão importante assim.
Charly García já deu provas suficientes de que, não importa o aconteça, jamais irá morrer.
La suerte del azar
No dia 21/12/2016, Charly foi hospitalizado devido a um quadro de febre e desidratação. Teve alta no Natal, mas, no dia 28, foi internado para novos exames e só saiu do hospital no dia 31. Ninguém imaginava que, semanas depois, em 24/2/2017, sairia o impressionante Random. Esse é o seu 13º disco solo e seu primeiro álbum de estúdio desde Kill Gil (2010). É também o primeiro que traz apenas músicas inéditas e escritas pelo próprio Charly desde o clássico Say No More (1996) e o primeiro feito só com composições posteriores à série de internações pós-2008.
Nele, Charly gravou voz, piano, teclado, guitarra, violão, baixo, bateria, bateria eletrônica e fez os samples, loops e programações. Também criou a ilustração da capa e todo conceito gráfico do disco, que traz na capa o ichthys, símbolo em forma de peixe usado pelos primeiros cristãos, e, nos créditos, agradecimentos “aos fiéis da Igreja do Peixe” (em espanhol, “pescado”). Seria uma alusão a uma das bandas mais clássicas do rock argentino, o Pescado Rabioso, um ataque irônico ao Cristianismo (que também é citado nas faixas “Amigos de Dios” e “La Máquina de Ser Feliz”) ou uma homenagem sincera aos devotos de Jesus?
“Random é um álbum conceitual, assim como La Hija de la Lágrima (1994)”, é a resposta de Charly quando o assunto é o tema do disco. Vale notar que ele se refere ao que muitos consideram seu último grande trabalho antes do álbum atual. Aquele disco foi gravado de forma caótica, explorando a aleatoriedade da criação musical. Agora, Charly conta que extrapolou esse conceito fazendo com que a lista de faixas de Random fosse escolhida for um sorteio de computador. “A inspiração é o 2001: Uma Odisseia no Espaço”, explica.
Tal qual o filme de Stanley Kubrick, que também é citado na música “Ella Es Tan Kubrick”, Random faz uma ponte entre elementos artísticos do passado, presente (e quiçá do futuro) unindo o rock n’ roll a melodias da música clássica e a beats de música eletrônica.
Outra semelhança entre o filme e o álbum é que ambos trazem uma atmosfera perturbadora e crítica. Na faixa “Primavera”, Charly canta com acidez: “Ahora que estoy rehabilitado / Saldré de gira y otra vez / Me encerrarán cuando se acabe / Y roben lo que yo gané” (em português, algo como: “Agora que estou reabilitado, sairei de novo em turnê, me deixarão fechado quando acabe e roubem tudo que eu ganhei”. Já a letra de “Amigos de Dios” mira nas igrejas neopentecostais que inundam as TVs argentinas com seus programas: “Son brasileros o de otro país / Todos se esconden bajo de un tapiz / Esto con Hitler ya pasó / El milagro de una mala actuación” (“São brasileiros ou de outro país, todos se escondem embaixo de um tapete, isso com Hitler já aconteceu, o milagre de uma má atuação”). O senso de humor sulfúrico de Charly não dá desconto nem quando o assunto é ele mesmo. Em “Otro”, canta: “Yo quería ser fascista / Pero no me fue bien / Después psicoanalista / Pero ahí me asusté” (“Eu queria ser facista, mas não me dei bem. Depois, psicanalista, mas aí me assustei”).
- [Componho] dando pistas diretas ou indiretas que correm paralelamente às canções e “obrigam” o ouvinte a completar a história. [Em Random,] debaixo das músicas, há uma história, que, creio, foi entendida - diz.
Os números apoiam sua tese: Random ganhou Disco de Ouro na Argentina tendo vendido mais de 20 mil cópias, um feito e tanto na era do streaming. “Eu me sinto honrado pela recepção que teve um álbum onde a ordem das canções foi escolhida por uma máquina”, afirma o músico provavelmente destilando outra dose de ironia.
El maestro del rock porteño
O sociólogo argentino Pablo Alabarces resume bem a importância de Charly García no prólogo do livro 100 Veces Charly (2016), de José Bellas e Fernando García:
- [Ele] significou muito para a música argentina. [Fez] a primeira banda de massas, a primeira banda de rock progressivo consistente, a primeira superbanda, a passagem à modernidade pop-roqueira; e, além disso, algumas das melhores canções da história da música popular nativa.
Tudo isso começou quando Carlos tinha três anos e se interessou pelo piano. Logo ficou ficou evidente que tinha ouvido absoluto e um dom sobrenatural para a música. Aos cinco, sua família lhe botou em um conservatório para seguir estudando e, aos 12, já dava aula de teoria musical e solfejo. Para desgosto dos pais, a carreira de pianista clássico foi por água abaixo no início dos anos 1960, quando chegou a adolescência e ele conheceu o rock.
Em 1966, aos 15, Charly formou sua primeira banda de covers, a To Walk Spanish. Em 67, conheceu Nito Mestre e formou o Sui Generis, que se tornaria um marco na Argentina. Seu disco de estreia, Vida (1972), lançou canções cantadas até hoje, como “Canción Para Mi Muerte” e "Quizás Porqué". Já o álbum Pequeñas Anécdotas Sobre Las Instituciones (1974) desafiou o contexto político da época e foi um dos primeiros a ser censurado no país: duas de suas faixas foram cortadas e outras quatro só puderam sair com modificações nas letras.
Apesar do sucesso, em 1975, o Sui Generis se desfez. Em 76, Charly e Nito se uniram a León Gieco, Raúl Porchetto (músicos que já eram famosos na época) e Maria Rosa Yorio, cantora e mulher de Charly que, pouco depois de ter um filho com ele, o deixou para se casar com Nito. O grupo se chamava PorSuiGieco y su Banda de Avestruces Domadas, fez apenas três shows e gravou só um disco homônimo. Ao mesmo tempo, já estava nascendo o projeto seguinte de Charly, La Máquina de Hacer Pájaros, uma banda de rock progressivo que lançou dois discos. Apesar de serem cultuados, esses álbuns não venderam muito e o grupo só durou até 1977.
Naquele ano, Charly estreou como artista solo criando um evento chamado El Festival del Amor, em que tocou sozinho e com vários amigos e ex-parceiros. Parte do show foi lançado no primeiro disco solo de Charly, o ao vivo Música del Alma, que só sairia três anos depois de ser gravado.
Temendo a repressão da ditadura argentina, Charly alugou uma casa em Búzios (RJ) onde passou meses com amigos e sua nova mulher, a bailarina brasileira Marisa “Zoca” Pederneiras, com quem foi casado até o fim dos anos 1980. O que faziam lá? “Compor, pescar e tomar ácido, entre outras coisas. Depois, nos mudamos para São Paulo em uma camionete”, contou Charly em entrevista publicada Rolling Stone da Argentina em 1º de junho de 2002.
Foi nessa viagem que surgiu sua nova banda, Serú Girán, que logo seria um estouro na Argentina. Questionado sobre sua passagem por Búzios e sua relação com o Brasil, disse apenas que ama nossa música: “Sempre gostei do seu ritmo e da sua harmonia tão rica em acordes e doçura, que eu associo com o tango”.
Em 1982, quando acabou, o Serú Girán estava no seu auge. A partir dali, Charly se tornou oficialmente um artista solo, ainda que tenha se reunido com Sui Generis e Serú Girán em algumas turnês, tenha até gravado com eles nas décadas seguintes e também com outros parceiros musicais.
Solito y feroz
O primeiro álbum solo de estúdio de Charly foi o Yendo De La Cama Al Living (1982), que saiu como um disco duplo acompanhado do ao vivo Pubis Angelical. Charly então passou a soar ainda mais pop e ainda mais experimental do que era nos grupos anteriores. Em 82, já usava a recém criada drum machine Roland TR 808, cujo som e usabilidade redefiniriam os rumos do pop mundial nos anos seguintes.
Seu segundo disco, Clics Modernos (1983), lançou “No Me Dejan Salir”, faixa feita com o sample de “Please Please Please” tornando esse o primeiro álbum do mundo a trazer um sample de James Brown. Hoje, James Brown é considerado o artista mais sampleado de todos os tempos. Seu terceiro disco, Piano Bar (1984), além de contar com o jovem Fito Páez na banda de apoio, lançou “Rap del Exílio” quase dez anos antes de o hip hop chegar na Argentina.
O disco seguinte, Parte De La Religión (1987) também tinha um rap, o “Rap De Las Hormigas”, e Os Paralamas do Sucesso gravaram essa faixa como convidados do disco. Paula Toller, do Kid Abelha, tinha uma relação com Herbert Vianna na época e gravou com Charly “Buscando Um Símbolo De Paz”. Os brasileiros haviam feito amizade com o argentino um ano antes.
“Conheci eles através do seu empresário e imediatamente surgiu uma amizade que espero que seja duradoura”, diz Charly, que segue: “Quando estamos tocando juntos, há uma cumplicidade e uma empatia que vai além do simples fato de estarmos tocando juntos”. No ano seguinte, Charly gravou o piano de “Quase Um Segundo”, do álbum Bora Bora d’Os Paralamas. Em 1989, Herbert voltou a gravar com ele a faixa “Zocacola”, do disco Cómo Conseguir Chicas.
Nesse momento, Charly García já estava mais do que consagrado, fazendo shows em estádios e vendendo muitos discos. Porém, o sucesso veio com um crescente consumo de drogas e o artista passou a ser conhecido por um comportamento violento.
A cidade argentina de Mendoza que o diga. Em 1983, Charly teve um ataque de fúria lá e destruiu o quarto em que estava no Hotel Plaza, o que inspirou a composição de “Demoliendo Hoteles”, um hit de Piano Bar. Em 1987, lançando o Parte De La Religión, Charly viveu vários incidentes. No voo para lá, brigou com um passageiro e jogou um copo de uísque na sua cara. Quando chegou ao hotel com sua equipe, houve uma discussão e todos foram expulsos. No show, irritado com parte da plateia que lhe gritava “puto”, Charly abaixou as calças e ficou nu no palco, o que lhe fez ser detido pela polícia depois.
Sua primeira internação devido ao abuso de drogas foi em 1991 na Clínica Psiquiátrica Villa Guadalupe. Em 1994, sua mãe lhe internou contra sua vontade provocando um rompimento com filho que nunca foi reparado. O nome de batismo de Charly era Carlos Alberto García Moreno, mas ele trocou o sobrenome materno “Moreno” pelo paterno “Lange”. No disco El Aguante (1998), há uma faixa chamada “Kill my Mother” (em português, “mate minha mãe”).
Em 1995, o jogador Diego Maradona, amigo de Charly, participou de uma campanha governamental chamada Sol Sin Drogas (“Sol Sem Drogas”), lema que fazia referência ao sol estampado na bandeira argentina. Em 1996, Charly lançou um show chamado Drogas Sin Sol.
Perguntado sobre a relação que manteve com as drogas ao longo do tempo, Charly cita sua maior inspiração musical:
- O melhor grupo de rock, The Beatles, fez Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, considerado o melhor disco da história, sob a influência de substâncias. [Mas] as drogas não fazem de ninguém um gênio. É uma opção pessoal.
Apesar das polêmicas e de ser atormentado pela mídia, sua carreira ia bem. Em 95, gravou em Miami o elogiado disco ao vivo Hello! MTV Unplugged; e, em 97, gravou com Mercedes Sosa o álbum Alta Fidelidad, em que a maior cantora da Argentina interpreta composições dele. Mas tudo isso em meio a novos escândalos. Em 98, aos 47 anos, ele namorou uma menor de idade chamada María Florencia; no ano seguinte, após a relação acabar, Charly perseguiu a garota chegando a ir a sua escola tentando lhe convencer a reatar com ele. Na ocasião, houve uma discussão entre eles que envolveu o pai de María e, no fim, Charly acabou sendo detido pela polícia de novo.
No ano 2000, em uma noite após tocar com Mercedes Sosa em Mendoza, Charly recebeu uma garrafada na cabeça de uma mulher em um bar e, por isso, fugiu para seu hotel (pelo menos, essa sempre foi sua versão). Na manhã seguinte, a polícia foi à porta do seu quarto para lhe levar preso acusado de agressão e assédio sexual. Ao invés de recebê-los, o músico preferiu se atirar da janela do quarto para cair, nove andares abaixo, na piscina do hotel. Seu salto foi filmado pelas TVs locais (procure o vídeo no YouTube, vale a pena) e o mais surreal foi que Charly não sofreu nada com a queda. Pelo contrário, saiu nadando tranquilamente.
A lista de confusões é enorme. Em 2002, foi detido pela polícia equatoriana após quebrar os equipamentos do palco de um festival; em 2005, causou um grande tumulto em Bogotá quando disse ao público que estava feliz de estar na “Cocalômbia”; em 2007, foi acusado por cinco prostitutas de não ter pagado seus serviços e teve que fugir dos seus cafetões em Mendoza; em 2008, na mesma cidade, teve outro ataque e destruiu mais dois quartos de hotel.
Depois disso, foi internado por uma pneumonia e, em seguida, foi para uma clínica de reabilitação. A partir de então, se agravaram seus problemas de saúde. Em 2012, sofreu uma queda de pressão e desmaiou no piano no meio de um show em Córdoba. Em 2015, foi internado duas vezes por estar com febre e desidratação e, após quebrar o quadril, precisou botar uma prótese, que infeccionou no ano seguinte.
Apesar de tudo isso, perguntado se tem algum arrependimento em sua vida, Charly García é categórico:
- No.
El artista es de su pueblo
Desde que tocou no festival Cosquín Rock 2014, foram poucos os shows que Charly fez. Houve algumas apresentações pequenas, mas o primeiro show oficial em três anos foi o lançamento de Random, em março de 2017, quando tocou todas faixas do disco. Anunciado de surpresa no mesmo dia do evento e custando 1000 pesos o ingresso, o show lotou.
Perguntado sobre a idolatria que existe ao seu redor hoje, Charly não é nada modesto. “Não me sinto idolatrado de uma forma comum, eu me sinto mais bem compreendido”.
No seu último aniversário, em 23/10/17, Charly chamou Fito Páez e Juanse (ex-líder da banda Ratones Paranoicos) para um pequeno show festivo. Em janeiro de 2018, participou de um show do argentino Zorrito Von Quintiero no Uruguai.
Talvez nunca mais vejamos outra turnê apoteótica de Charly García, mas a maior lenda do rock argentino não parece preocupada com isso. Perguntado sobre qual é o seu objetivo de vida hoje, ele diz apenas: “Deixar as pessoas felizes”.
Pela primeira vez na vida, Charly García parece estar em paz.
urias para revista noize. por fernanda liberti
via ig libertife
Vídeo institucional - NOIZE Record Club (2018)
Apresentação: Ariel Fagundes Captação e edição de imagens: Humberto Ferreira Vídeo completo: https://www.instagram.com/p/BquzMYgDKWD/
O disco que todos querem ouvir Longe de se tornar obsoleto, o vinil retoma seu espaço, supera em vendas o antigo rival a laser e deve bater US$ 1 bilhão em 2021. Texto André Sollitto 30/07/2021 A aposentaria dos LPs foi decretada quando a indústria fonográfica estabeleceu o Compact Disc (CD) como padrão de mercado, ainda na década de 1980. A era do disco a laser, porém, foi menos longeva do que se supunha. Desde 2011, quando serviços de streaming de música como o Spotify começaram a se popularizar, a venda de CDs entrou em queda livre. Até que, ano passado, pela primeira vez desde 1986, foram vendidos mais vinis do que Compact Discs, segundo a Recording Industry Association of America (RIAA). E assim como o LP, esse fenômeno tem dois lados. Um toca a sensibilidade de quem valoriza o prazer da audição.
Por muito tempo, o vinil ficou restrito à condição de artigo exclusivo para colecionadores. Custava caro e era difícil de achar, devido às tiragens limitadas. Redescoberto por uma geração que não quer ouvir música apenas em arquivos digitais (que comprimem os dados e eliminam boa parte da qualidade de uma gravação), o vinil virou objeto de desejo. E aí entra o outro lado: o negócio. A venda de vinis irá superar a marca de US$ 1 bilhão ainda este ano, segundo a revista americana Billboard, responsável pelas principais paradas de sucessos do mundo. E só não será maior por um motivo: a capacidade de produção global é de 160 milhões de álbuns por ano, mas a demanda está estimada em 400 milhões de unidades.
Essa procura se deve a uma mudança no perfil do consumidor. Até pouco tempo, quem preferia vinil tinha clara preferência por gêneros como rock, jazz e música clássica. Hoje, o mercado é muito mais diverso, bem como os títulos prensados em vinil. O cantor inglês Harry Styles e os americanos Kendrick Lamar e Billie Eilish estão entre os mais vendidos de 2020. Todos de música pop.
A onda do vinil gerou novos negócios, caso do clube de assinaturas brasileiro Noize Record Club. O projeto começou em 2014 como uma revista e incorporou a entrega de discos. Com a pandemia, o número de assinantes triplicou. A grande sacada é fazer a curadoria dos títulos mesclando clássicos e novidades. “São sugestões de relevância e documentação para a posteridade”, disse Ariel Fagundes, editor do clube, que já lançou LPs de Tim Maia, Elza Soares, Gal Costa e Céu. O disco deste mês é Drama, de Rodrigo Amarante. As edições, exclusivas, são em vinis coloridos. A assinatura custa R$ 85, e não inclui o frete. https://www.istoedinheiro.com.br/o-disco-que-todos-querem-ouvir/
Em vez da moçada na balada bater cabeça para indie inglês agora vai bater para Exu, Ogum, Iansã, Xangô... Acho é pouco!
Juçara Marçal em entrevista exclusiva publicada na revista Noize #68.
Confira a matéria completa aqui: https://bit.ly/32topnY
Gosto de tudo, na cama faço tudo e acabou. O resto, foda-se. Consegui atravessar a onda da AIDS e me manter vivo. Porra, eu sou um herói, bicho. Eu sou um dinossauro colorido!
Edy Star em entrevista exclusiva publicada na revista Noize #72.
Confira a matéria completa aqui: https://bit.ly/3hymc0R