o altar
assim como a lua se entrega, quero fazê-lo. seu ritual de tanger sua borda deliberada e demorada, e depois vir inteira, se deixa engolir e entrar cálida no mar. quero te dar a serenata do Noturno girassol, me encontrar com o gancho pesado nos teus olhos e deixar meu tato ser teu vassalo, profanar teu templo a teu pedido e com teu amor terreno, canibal hedonista, junto de paciencia medida, imergir nas ondas, gritar do meu lugar sitiado, e enterrar-me nas bordas. quero teu espaço e teus arredores quase um sacrifício, todo em teu nome, ecoando o meu.









