A morte do rio Doce deixou evidente para todos, no Brasil e no mundo, a falta de mecanismos reguladores eficazes e fiscalização das atividades de exploração de minérios no país. Alguma lição para o governo? Parece que não. Apesar de pedidos de suspensão da Defensoria Pública, o Pará deu a licença de extração de ouro à empresa canadense Belo Sun a 11km da usina hidrelétrica de Belo Monte. O engenheiro responsável pelo relatório que atesta a segurança e viabilidade da operação que tem uma barragem de rejeitos a menos de 2km do rio Xingu é o mesmo que assinou o laudo atestando a estabilidade da barragem do Fundão, em Mariana. Os povos indígenas, as populações ribeirinhas e a própria floresta, além de cientistas e acadêmicos, continuam sem ser levados em conta pelo governo e na conta dos megaempreendimentos que estão destruindo a Amazônia. Saiba mais: "Defensoria Pública pede suspensão de licença de mina de ouro no Pará", G1 - https://goo.gl/3kRz4W "O que o velho Araweté pensa dos brancos enquanto seu mundo é destruído?" - Eliane Brum, El País - https://goo.gl/86ehdp
https://goo.gl/4YJo8n














