TÓPICOS DA ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA: Mapeando o comum na RMGV
PREMISSAS e HIPÓTESE
O mapeamento do comum é um projeto cartografia. Neste sentido, coloca métodos processuais para entender e acompanhar processos do comum na metrópole – Região Metropolitana da Grande Vitória: RMGV.
O comum é compreendido como mixagem da produção material e imaterial promovido na metrópole, expresso na produção de ideias, de afetos, de relações sociais e de modos de vida.
A noção de commons/ comum tem suscitado crescentemente interesse na última década, devido à turbulência política e econômica criado pelo capitalismo tardio. A crise de 2008 é um marco na cronologia do curso.
Se por um lado a gestão da riqueza comum não tem sido satisfatória a cultura digital abre a perspectiva de uma economia da partilha entre comunidades que produzem, gerenciam e compartilham conhecimento e informação livre e abertamente.
Algumas questões guiam as discussões:
Quais são os ‘bens/ produtos’ comuns? Como criá-los? Como podemos categorizá-los e/ou entendê-los? Como podemos mantê-los e protegê-los? De que forma eles distinguem-se da propriedade privada? Como o comum se distingue na/ da “esfera” privada e da pública?
O curso foi proposto por Pablo Soto (e outros) e está apresentado no blog http://mappingthecommons.net/es/ será replicado e ampliado neste curso ‑ as oficinas já realizadas: Atenas, Istambul, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo duram poucas semanas e neste caso termos 60 h de trabalho para realizá-lo. Há a proposta de realização de uma oficina com Pablo Soto no início do semestre de 2014/02 via Labic.
A metodologia proposta pelo mapeamento do comum é:
Parte 1 introdução a metodologia/ Estudo sobre o termo comum;
2a parte: parametrização e cartografia (território das Chuvas de 2013 e Vitória);
3a parte: produção de documentários curtos.
Esta proposta articula ensino, pesquisa e extensão.
OBJETIVOS
Estudo do termo comum e suas relações com a metrópole, produção (material e imaterial), trabalho imaterial, abordando ainda as relações entre a metrópole e o capital e entre metrópole e movimentos sociais.
Revisão bibliográfica sobre a metrópole sob o capitalismo tardio: compreendendo os anos de 1990/ 2000/ 2008/ 2011-14.
Revisão bibliográfica sobre as transformações do espaço público neste período.
Levantamento dos atores envolvidos e dos conflitos (e sinergias) na RMGV entre habitação e produção corporativa; entre capital incorporador, ambiente natural e espaço habitado (e dos meios de resolução dos conflitos), sobretudo no território mais afetado pelas chuvas de 2013 na RMGV.
Além disso, podem constar entre os levantamentos mapeamento de: manifestações culturais, espaços etnográficos: jovens, idosos, negros, migrantes, trabalhadores.












