As juras não vem com juros São fixas, o que prometo no ouvido Cumpro, envolto nas compridas olheiras de sempre Sopro o sofismo para o abismo, longe do teu pecado primário O ser fruta adoça teus lábios Enraizando na fresta do teu amor Semeando anjos caídos sabor glúten Cuidado com orações ao porcelanato, nadas sabes de rachaduras... Meu romance adestrando beija-flores Mergulho de rancor cortejando violetas Amando o próximo amor que ainda não veio Vivendo verbos em um futurismo fugaz Clamo-lhe as sete para às quatro da noite Anteceda a poupa de comitiva Que vomitaria seus deuses no meu útero Usurpando a si, meus casamentos vermelhos Dançaria com tuas filhas Para teu reino fabricar inseticidas Sonhado em conter o inseto e a ferida Curaria-se com água com açúcar atraindo outras bestas O teu festivo calcanhar adormecia Aquiles Como trato de jovens andorinhas de poder aquisitivo Tu ganharia o título de arcebispo As aves, o filo moderno de sua ambição conjunta Bailarinos vestidos de paz Pavimentavam-me o caminho Revés e mais funesto do fizeram Entraria beijos e dilataria pupilas Custaria a tirar-lhe para dançar a Roma Já que toda roupa haveria sido roída Pela sútil vocação anarquista Rivalizando pneumotórax com taxidermia...
Sara Sophia, Pierrot Ruivo











