UM POUCO DE FESTA NÃO FARIA MAL, CERTO? se mingi não estivesse na mira da arma de ursula, talvez concordaria. a irmã mais velha deixou claro o fato de sua presença ser obrigatória para que pudessem manter a boa imagem da família dentro dos tigers e mingi sentia-se como uma presa prestes a ser caçada. os olhares pesados em suas costas lhe davam calafrios e a sufocante urgência de correr sem olhar para trás na mesma velocidade de seu coração apavorado. porém antes que realmente escolhesse fugir ao invés de lutar, lembrou-se que trouxe sua máquina fotográfica descartável no bolso, parte essencial de seu kit de emergências sociais. a noite fria guardava em si infinitas possibilidades a serem descobertas através de sua lente, e mingi mergulhou completamente em sua nova missão sem delongas. só percebeu que havia esbarrando em uma pessoa e não em um poste quando abaixou a câmera e sentiu a temperatura despencar ao seu redor e o familiar movimento de sua boca se movendo inutilmente enquanto tentava desenrolar as palavras de sua garganta. “ eu não te vi- não te vi aí... você se mach-machucou? ” mingi agradeceu aos deuses por não ter se prolongado demais e prosseguiu rezando para que não tivesse acabado de comprar uma briga.












