Segurava sua cintura já com tanta força que não era mais capaz de definir. Veio dobrando seu corpo sobre o meu, encostou os lábios em meu pescoço e o beijou fazendo-me sentir os pelos de meu corpo eriçarem. Tento alcançar sua boca, ela não deixa. Levanta-se me deixando ali deitado. Aproxima-se novamente da janela e começa a dançar lentamente ao som de uma música inexistente.
Vejo suas mãos passearem por suas coxas, e muito calmamente levantarem parte de seu vestido. Ela rebola. Minha cabeça gira. Alcança a alça de sua calcinha e começa a abaixá-la, ainda com seu vestido, me impedindo de saciar minha visão de seu corpo nu. Ela deixa a peça cair e dá um passo deixando-a para trás.
Recomeça sua dança, dessa vez levando suas mãos às alças de seu vestido. Ela sobe e desce devagar, faz meus olhos passearem por sua pele morena. Começa a abaixá-las vagarosamente. Podia ver seu colo, cada vez mais. Minha boca estava seca, estava respirando devagar, o ar parecia não querer entrar. Sentia as batidas do meu coração cada vez mais fortes, bombeando cada vez mais sangue. O sorriso não lhe saía da face.
Meu coração acelera quando Ela deixa o vestido escorregar de sua pele para o chão. À luz da lua consigo distinguir os contornos de seu corpo. Seus seios, empinados e firmes deixam explícita sua excitação, seu sorriso, já mais aberto, adianta o que está por vir. Seus olhos me devoram agora, tanto quanto os meus a Ela.
Levanto-me e vou ao seu encontro. A camisa fica pelo caminho deixando os rabiscos sobre minha pele expostos. Agarro-a pela cintura com força e puxo-a. Beijo-a com força, com ganância, com desejo. Todo o desejo que reprimi durante o trajeto, durante a dança. As barreiras morais iam aos poucos desabando. Ela mordia meus lábios com força. Eu enroscava minha mão em sua nuca e puxava seus cabelos.
Sua mão escorrega por meu abdômen e chega ao meu cinto, desafivela-o. Livro-me da calça e volto a beijá-la. Ela aperta meu membro com mãos sedentas, se desvencilha de meus beijos, de minhas mordidas e começa a explorar meu corpo com seus lábios.
Vai, aos poucos, descendo por minha pele. Passa a ponta da língua, úmida, pela minha barriga, passa para minhas coxas e começa a subir cada vez mais. Sinto o calor de sua respiração e suas mãos apertando minhas pernas. Começa a abaixar minha boxer, com uma calma desumana. Segura meu membro com gana e de uma forma desejosa começa a explorá-lo. Centímetro a centímetro o umedece. E a cada segundo duvido um pouco mais de minha sanidade. Seguro-a pelos cabelos quando Ela começa a sugar com fervor. Meus músculos se retesam como pedras. Sinto cada fibra do meu corpo ficando cada vez mais dura.
Eu a puxo de volta para cima e ergo segurando-a pela parte posterior de suas coxas, Ela se prende à minha cintura enquanto morde meu trapézio. Carrego-a ainda presa a mim de volta para a cama. Desvencilho seu corpo do meu e a deixo deitada. Viro-a de costas. Observo por um ou dois segundos o desenho de seu corpo. Avanço sobre ele.