Kicks off with #SarahB and her #podcast @saynomasss_ She bringing about 10 female artists with her so be ready fellas ff..... #Sandiego CA support is crazy 😜 @congooss https://www.instagram.com/p/B55diq2gM5R/?igshid=5cs36wojdq6c
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Kicks off with #SarahB and her #podcast @saynomasss_ She bringing about 10 female artists with her so be ready fellas ff..... #Sandiego CA support is crazy 😜 @congooss https://www.instagram.com/p/B55diq2gM5R/?igshid=5cs36wojdq6c
#happy #SarahB at #upick #mandarins #calpolyslo #feedingtime #newvegan (at California Polytechnic State University (Cal Poly))
Saudades.
Bom, depois de 3 meses resolvi escrever, falando um pouco do que sinto em relação a sua ausência, uma ausência sem fim.
Zanettinho, você faz falta meu amigo, falta das suas idiotices no snap, das nossas conversas, falta de muita coisa, muita coisa mesmo.
Amanhã vai fazer 3 meses, e ainda não consigo aceitar a sua partida, você simplesmente se foi, e mesmo partindo me ensinou uma coisa muito importante: A VALORIZAÇÃO DE CADA SEGUNDO AO LADO DE QUEM AMAMOS.
Nós temos a mania de viver como se fossemos durar pra sempre, como se fossemos imortais, mas não, as coisas não são assim, o amanhã pode não existir mais, a pessoa que amamos pode não estar mais ali amanhã, e aí? o que foi que você fez todo esse tempo em quanto teve ela ali?
Nunca deixe de falar o quanto você ama seus pais, seus amigos, sua família, nunca, nunca deixe, pois pode ser tarde demais.
Você se foi, e o que fica hoje são lembranças, lembranças do quão abençoada eu fui por ter tido você como meu amigo, meu irmão, meu companheiro, meu conselheiro.
Eu te amo, pra sempre! <3
NUMEROLOGY @sarahdonnealia 🌹in @numerorussia February 2017 in my make up using @narsissist with power team 💫💫💫 @marieschuller @styleofmaul @krokogheya @felixfischerhair @numero_glavred @lbahr and my baby girl @jackiesaulsbery #makeup#makeupartist#beauty#redlipstick#nars#narsissist#numerorussia#model#sarahb (at New York, New York)
Eu só queria que você soubesse que ainda é dia 11. Mais um dia 11.
Eu deixando esse amor morrer
Esse é o quarto de número 10
Pagou o táxi no crédito, colocou a bolsa no ombro direito e pisou firme no chão de uma rua sem saída, em um dos becos do interior de São Paulo.
Cheirava a álcool, mas o salto preto lhe dava um ar de superioridade. Mais à frente, sua companhia daquela noite adentrava em uma pensão medíocre. Bete foi atrás. Já passava das 2 horas da madrugada, fazia frio e o senhor do estabelecimento tinha acabado de acordar com o barulho de suas vozes que discutiam sobre alguma coisa banal. Ele calçou os chinelos e mostrou-lhes o quarto de número 10.
Era de casal, mas tinha uma cama de solteiro encostada na parede. A cama maior, toda amarrotada, estava coberta por um lençol cretino desprendido nas pontas e um edredom surrado, com uma estampa encardida. Nojento. Uma toalha usada, jogada por cima, completava o visual nada atrativo daquele ambiente.
Bete forçou a visão, já turva, e olhou aquilo tudo com desgosto enquanto o senhor balbuciava algumas palavras “a próxima vez, vocês avisem antes, que eu peço pra mulher arrumar o quarto”. Buemba! O quarto não estava arrumado, que novidade! Parecia um prostíbulo, mas ainda não cheirava a sexo. Por um minuto, pensaram. A decisão deve ter sido difícil, mas ficaram ali mesmo, no número 10.
Pediram para trocar a roupa de cama. Bete deixou a bolsa no quarto e desceu a escada em busca de um lençol, quem sabe, um edredom. Infelizmente, naquela altura da madrugada, só havia um cobertor, que se dane a rinite, os termômetros batiam uns 15 graus. Estava gelado e Bete não tinha cara de quem andava com pijama na bolsa. Provavelmente dormiria nua. Aproveitou e perguntou se ali havia algum banheiro. Qualquer que fosse. O senhor subiu a escada atrás dela e entrou no quarto de número 10.
Era um quarto simples, não deveria estar sujo, mas aparentava. Das quatro paredes, uma era forrada com um guarda-roupa branco, cheio de portas e gavetas. Ali estava o banheiro, escondido atrás da última porta. Um banheiro em Nárnia. No lixo, uma embalagem de Diamante Negro, aquele chocolate meio amargo. Bete fitou o plástico por alguns segundos enquanto fazia xixi, que estava segurando desde que pagou a conta de várias cervejas em um boteco que tocava música boa.
A mulher que a acompanhava estava lá, deitada na cama com lençol, cobertor e o mesmo edredom surrado. Eu disse, fazia frio aquela noite. Ela tinha cabelos e olhos negros, uma pele branca, muito clara, digna do inverno e, mesmo de olhos fechados, esperava por ela. Ao sair do banheiro, Bete tirou o salto e a roupa, vestiu uma blusa cinza, que coube na bolsa e deitou próxima daquela outra pele. Ali, fez calor. Ali, os corpos ficaram nus e pode-se dizer que naquela madrugada e manhã, o quarto de número 10 ganhou um cheirinho de sexo. Saíram e largaram a cama amarrotada, com um lençol cretino desprendido nas pontas. Bete colocou o salto, ajeitou os cachos e deixou a pensão naquele rebolado.
Chamei de Bete
Era um tal de plaft plaft que se repetia a cada passo apressado de Bete, uma morena esbelta, voluptuosa, dos cabelos encaracolados bem escuros. Nada de luzes. Apenas um batom meio cintilante cobriam-lhe os lábios carnudos. Os pezinhos de Bete vestiam um tamanco azul royal, com um salto plataforma pouco resistente, ou até demais, eu não soube calcular ao certo a idade daquele sapato, talvez fossem mais velhos que eu. Era dali que vinha o barulho insistente do plaft plaft. A sola ia, voltava e se arrastava pelo chão imundo dos arredores da estação República, em São Paulo. Há poucos dias, tinha rolado um carnaval ali, umas centenas de pessoas se amando, mijando pelos cantos, bebendo cerveja quente e essas coisas, que alguns católicos alegam como libertinagem. O que vale é que, mesmo depois dos garis, o lugar ainda era uma mistura de cheiros e o chão em que Bete pisava, grudava. Nele, dois miseráveis escoravam na parede de um prédio antigo. Um deles tinha um papelão, o outro não. Bete nem olhou pra eles, muito menos doou alguns poucos centavos. Apenas continuou andando. Já estava escuro, mas nem eu, nem Bete tínhamos hora. Adentrou a estação de metrô e começou a se olhar no reflexo fajuto do vidro da bilheteria. Olhei-a por trás. Que bunda que Bete tinha. Enquanto admirava aquela silhueta, um cheiro de naftalina chegou sem pedir licença ao meu nariz. Uma senhora bem senhora, baixinha, tinha um semblante de perdida, meio doida. Usava um lenço rosa no cabelo ralo esbranquiçado e passou por mim, bem lentamente. Foi em direção de Bete, tocou em seus cabelos encaracolados e disse: "estão roubando cabelos aqui em São Paulo e no interior". Sem pausa, prosseguiu: "eles pegam nessa altura aqui e passam o facão, às vezes cortam a cabeça, sorte que você não esta de rabo de cavalo, senão fica ainda mais fácil". Bete se esquivou e, com tom de serenidade replicou: "a senhora vai arrancar meu cabelo aqui no metrô?". A senhora do lenço deu risada, voltou alguns passos, retornou por mim e foi embora. Bete ajeitou os cabelos, chacoalhou o tamanco nos pés e continuou reto. Eu fiquei a olhar Bete ir embora, rebolando com aquela bunda. Que bunda!