8º capitulo - Para sempre.
Eu não esperava que até a Lola e a Mari fossem me ver no hospital, talvez elas quisessem mais ver o meu filho, mas tudo bem. Minha mãe nem sonhou em pisar naquele hospital, ela não seria nem um pouco louca, mas sabe, eu até que gostaria se ela se esforçasse um pouco para me ver, para meio que fazer as pazes comigo, mas eu sei que ela está pouco se fodendo para mim, como sempre esteve. Se pudesse o Lucas ficava vinte e quatro horas comigo naquele hospital, mas eu não deixava, pedia para que ele fosse embora, eu realmente precisava de um tempo, não só por tê-lo visto com outra mulher, mas sei lá, eu descobri que não sei exatamente o que é o amor, não sei se eu o amo como pensei que amo, nunca amei ninguém do modo que digo ama-lo e se isso não for amor ? Confuso, eu sei.
Depois de uma semana inteira, eu finalmente sairia daquele hospital. Lucas ficou de me pegar, esteve cedo lá e me ajudou com tudo, arrumamos minhas coisas, arrumar as coisas do bebê, que ganhei durante essa semana, pra que um chá de bebê ? Ganhei muita coisa essa semana, principalmente dos pais do Lucas, eles são uns amores, quando não estão bravos claro.
Sair daquele hospital com o meu bebê em meus braços, foi ótimo. Tirando a dor que eu ainda sentia dos pontos, e a sensação de inchada. Fui até o carro do Lucas, que fez questão de abrir a porta do carro pra mim. A cadeirinha do bebê já estava instalada corretamente no banco de trás, mas fala sério, por que eu soltaria essa coisa fofa dos meus braços e colocaria nessa cadeira gelada e desconfortável ? Claro, para a proteção do bebê e para não levar nenhuma multa. Lucas me ajudou na hora de prender alguns cintos, que não foram prendidos direito, sentei do lado do menino (sim, menino, ainda não decidi o nome) no banco de trás. Percebi que Lucas não estava me levando para o meu apartamento e sim para o dele.
— O que estamos fazendo aqui ? –perguntei abrindo a porta.
— Tenho uma surpresa pra você, loirinha. –ele deu aquele sorriso de lado, que consegue me tirar o ar. Peguei o bebê e fomos para o apartamento dele, assim que abri a porta senti uma pequena diferença em tudo, a casa cheirava a um produto de limpeza super gostoso, suave e sei lá qual era o cheiro. Os móveis foram trocados de lugar e deixava o ambiente mais gostoso, mais aconchegante, e não vazio como parecia ser. A cozinha estava toda arrumada, nenhum panela no fogão e nem mesmo um copo para escorrer. Andamos pelo corredor que agora tinha um tapete, a porta do meu antigo quarto estava fechada e assim que ele abriu, meus olhos arregalaram espontaneamente. Uma parede pintada de azul e as outras de azul bem clarinho, um berço branco no meio do quarto, um gaveteiro braço, uma cadeira de balanço, prateleiras com brinquedos, livros, abajur grande do lado do berço, o chão com carpete claro, um sofá que era tipo uma cama no canto, um móbile de carrinhos pendurado em cima do berço e mano, não contive e deixei escapar algumas lagrimas, eu estava tão emocionada. Tinha muito mais coisa, apesar do quarto ser pequeno, Lucas conseguiu aproveitar cada espaço, cada minúsculo espaço.
— Tá chorando ? –perguntou ele se pondo na minha frente.
— Estou, algum problema ? –falei secando minhas lagrimas com uma mão, enquanto a outra mantinha o corpo inteiro do bebê preso sobre mim. Lucas pegou o bebê e o colocou no berço, ele estava tão quieto ali. Me apoiei no berço e fiquei o olhando enquanto dormia de lado, a bundinha grande por causa da frauda e todo os resto pequeno, tão frágil.
— Meg, -começou Lucas, se pondo atrás de mim, e o braço em minha volta, apoiando a mão no berço. Me virei para ele.
— Sim. –falei com a respiração ofegante, fazia tempo que eu não me aproximava de alguém assim e ainda mais dele.
— Volta pra mim. –pediu fechando os olhos e aproximando sua boca da minha, seu hálito estava quente, cheirando a café, gosto de café.
— Você me ama ? –perguntei rapidamente, ele abriu os olhos.
— Defina amor pra você. –pedi ainda paralisada, senti que ele se aproximou mais, seu corpo estava a centímetros do meu, ele deu um suspiro. Eu não estava duvidando do seu amor por mim, eu duvidava do meu amor por ele, queria comparar, queria ver se eu sentia a mesma coisa que ele.
— Posso definir o meu amor por você ? Assim é mais fácil. –assenti.
— Megan Scodelario, eu pensei já ter amado outras meninas, pensei que amava demais a Maira, já imaginei não poder viver sem ela.. mas dai você apareceu Meg, e apesar de todas as nossas desavenças, você me mostrou o que é o amor de verdade, sabe. Eu penso em você a cada minuto do meu dia, seja besteiras, ou no seu sorriso, ou você simplesmente aparece na minha cabeça. Seu toque no meu corpo é algo que viciei, não consigo viver sem e quando você se afastou, foi uma das piores sensações de toda a minha vida Meg, senti como se mais da metade de mim tivesse morrido. Não consigo olhar para outra menina e pensar como seria ficar com ela, ou pensar que quero ficar com ela, o máximo que farei é comentar que ela é bonita e gostosa, mas que nunca chegara aos seus pés. Amor pra mim Meg é quando desistimos de nossa fácil –não contive um riso, nossa ultima discussão foi por isso — para viver uma vida difícil, perfeita e gostosa com outra pessoa. Amor Meg, é o que sinto por você, a vontade que sinto de te cuidar, de estar ao seu lado, de sentir teu beijo, de não desejar outra mulher, de ser fiel... me desculpe pela Beth, eu simplesmente fiquei com medo, não sabia..
— Esquece isso Lucas, por favor. –pedi, antes que eu começasse a ficar brava.
— Ok, enfim Meg, amor pra mim é quando um tem necessidade do outro e eu sei que você tem tanta necessidade de mim, quanto eu tenho de você. Ainda mais com um filho agora, quero dividir minha vida com você, quero me sentar uma varanda do seu lado e observar nossos bisnetos, bisnetos mesmo, vamos viver muito ainda, enfim, nossos bisnetos correndo no quintal, sei que ainda vamos brigar muito, vamos transar muito, vamos conversar muito e sei que vamos nos amar mais a cada dia. Eu não saberia viver sem você Meg, e por você eu enfrentaria tudo. –assim que ele terminou de falar, o puxou pela nunca e o beijei. Aquele beijo, aquele gosto, eu sentia tanta falta daquilo, senti meu corpo relaxar e esqueci de completamente tudo a minha volta, eu queria me afundar naquele beijo, me afundar no Lucas. Explorei cada pedaço da sua boca com a minha língua, parando o beijo com uma mordida leve em seus lábios. Eu já estava sem folego.
— Luc, eu sinto muito. Sei que errei em nunca ter falado nada tão lindo pra você, nada que tivesse feito você parar o beijo com aquela nojenta. –respirei fundo e pisqueis algumas vezes, expulsando a imagem dos dois se beijando, — Nesse tempo que ficamos separados eu percebi o quanto preciso de você, e não só da sua presença, mas do seu carinho, das suas conversas, das nossas briguinhas, dos nossos ciúmes, do seu beijo, do seu toque, de você por inteiro. Eu não quis voltar com você antes, não só pela vadia, mas por que eu estava com medo, eu não sabia o que estava se passando, tudo aconteceu tão rápido. Nem ficamos um ano juntos e eu já engravido, senti que você estava comigo mais por obrigação do que por amor, mas sei lá, mesmo se for pro obrigação, eu te quero perto, porque te amo. Porque eu daria a minha vida para salvar a tua, me imaginar sem você é praticamente impossível, não vejo uma Megan, sem Lucas.. não mais.
Terminamos aquele momento com um beijo, mais ardente e cheio de vontade do que com o primeiro, interrompi quando vi que estávamos indo para á loucura.
— Desculpe, ainda não, entendi, entendi. –Lucas sorriu e se afastou de mim, passando a mão pelo cabelo. Eu me ajeitei e respirei fundo, estava morrendo de vontade de ter aquele corpo no meu, mas ainda não estava pronta, acabei de ter um filho, ainda estou com as porras dos pontos e não, melhor não. O médico disse que seria melhor esperar quarenta dias, então que assim seja.
— Só mais uma coisa. –disse o Lucas indo correndo para fora do quarto e voltando com uma caixinha preta na mão. Não podia ser o que eu estava pensando.
— Megan Salvio Scodelario -olhei feio para ele, odiava quando usavam o meu segundo nome, da vaca da Rosa. — Foda-se, -ele disse como se tivesse lendo o meu pensamento. — Você aceita dividir toda sua vida comigo ? Morar comigo ? Me amar para sempre, do mesmo jeito que te amo ? –ele estava começando a se ajoelhar quando meu coração quase saiu pela boca. — Meg, aceita se casar comigo ?
Demorei um pouco para responder, a final casamento é algo mais sério.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
— Para Ana. –pedi enquanto ela tagarelava algo em meu ouvido.
— Parar ? Megan, se casar ? Tudo bem, você tem um filho com ele. Mas acho tudo isso uma loucura.
— Ana, você já me falou isso mil vezes. E eu pensei que você ia ficar feliz, estou me jogando de cabeça, não é esse teu lema mulher ? –falei enquanto terminava de amamentar o Leo, finalmente escolhemos o nome dele, depois de ficar meia hora dizendo nomes para um bebê de apenas dez dias, esperando alguma reação legal, que mostrasse que ele tenha gostado.
— Sim, mas não quando o assunto é casamento Megan. –ela parecia realmente desesperada. Se jogou no sofá do quarto do Leo e colocou as mãos na cabeça. — Desculpe, eu deveria estar te apoiando.
— Tudo bem, tudo bem. Sei qual é o seu problema. –falei pondo o Leo no berço.
— Meu problema ? –ela olhou para mim confusa.
— Vai, você está meio neurótica por causa do Pedro, o que ele fez dessa vez ? –voltei a me sentar do seu lado.
— Ah, ele.. o problema Meg, é que ele não faz nada, exatamente nada. Esta me enrolando faz mais de um ano e não faz nada, não fala que gosta de mim, não fala que quer ficar sério comigo, não me chama pra sair, não faz merda nenhuma.
— Aninha, tu sabe como o Pedro é, apesar de sensível, galinha, pegador é um cuzão. Se você não chegar nele, falar o que sente, ele nunca vai dizer nada também. Tome o controle das coisas, você sempre estará por cima.
— Eu sei, mas sei lá. Ele podia fazer isso.
— Podia, se quer esperar então, espere. Mas não reclame se ele demorar muito. –falei rindo.
— Ok, mas então. Preparada ?
— Não sei, estou com um frio enorme na barriga.
— Vai, para de graça. Hoje é o seu dia mulher. –Ana riu e me puxou pela mão. Antes de sairmos do apartamento me despedi do Lucas e mandei ele cuidar bem do nosso filho, me apertava o coração deixa-lo lá, mas Ana disse que seria melhor ele ficar em casa.
— Te vejo as oito ? –perguntou Lucas dando uma piscadela.
— Talvez eu me atrase um pouco, é de lei. –eu ri.
— Não com a gente. –ele sorriu e me beijou.
Ana me puxou impaciente pelo braço.
— Tem leite na geladeira. –gritei antes de bater a porta.
Estava no horário de almoço já, parei pra comer com a Ana e depois fomos para casa dela, sua mãe me esperava na sala, com a bolsa na mão e um pouco arrumada de mais.
— Onde vamos ? –perguntei.
— Ter um dia especial. Presentinho. –ela sorriu e me beijou na bochecha.
Tenho que admitir que até que estava sendo legal ser arrastada por essas duas no shopping, compramos uma lingerie preta, a cor preferida do Lucas em mim, algumas bijuterias, tomamos um sorvete e voltamos para casa umas três horas, elas só brigaram comigo, pois eu ficava ligando pro Lucas de meia em meia hora para saber se o Leo estava bem, ele quase me bateu pelo telefone.
“Está tudo bem aqui Megan, pare de me encher o saco, minha mãe está me ajudando a tomar conta dele.” Ele disse bravo. Eu ri e desliguei, se a mãe dele estava lá, estava com Deus, não que eu não confie no Lucas, mas trocar frauda, com certeza não é com ele. Não demorou muito e uma mulher vestida de branco, com algumas malas chegou lá.
— Essa é a Carmen, ela vai cuidar de você hoje. –disse a tia.
— Cuidar de mim ? –perguntei confusa.
Só depois fui entender, massagem, maquiagem, depilação, penteado, que ficou bem simples, uma trança com o meu cabelo enrolado no baby liss, ficou um tanto cheia, e depois na festa do casamento eu irei solta-la e prender um topete, vou confiar na Carmen, ela me mostrou uma foto e disse que ficaria perfeito.. também fez na Ana e na Tia, elas estava lindas, era sete e pouco quando fui por o meu vestido, que eu havia pego na semana que vem, mas ficou na casa da Ana, para não correr o risco do Lucas ver.
Um vestido simples, branco (como de costume), decote na frente, decote nas costas, uma alcinha fina, cinturado, com uma calda bem pequena atrás. A Tia quase chorou quando me viu pronta, ela me abraçou de leve e segurou a minha mão.
Faltava dez minutos pras oito, eu estava a caminho do apartamento dos pais deles, onde seria o casamento, na cobertura. No lugar onde tivemos a nossa primeira vez. Paramos na floricultura e pegamos o buque que havíamos encomendado, Lírios com rosas vermelhas.
Quando chegamos no apartamento dos pais dele, o frio na barriga se intensificou.
— Venho lhe trazer um bolinho depois Beto. –falei para o porteiro. Ele sorriu e me disse que estava linda, agradeci e subi no elevador. Minha madrinha Ana estava deslumbrante, um vestido rosa, ela ama rosa. É bem clarinho, estilo o meu, só que mais fechadinho e um pouco mais reto, assim é o da Julia também, madrinha escolhida pela parte do Lucas, Pedro vai estar com um terno preto e alguns detalhes rosa, meu padrinho e o Pablo igual.
Assim que o elevador parou, meu coração parou junto. Eu estava com medo, entrei no apartamento que estava vazio, mas eu podia ouvir a musica que vinha da cobertura, eu não fazia a mínima ideia de como estava a decoração, deixei tudo na mão da Ana, e da mãe do Lucas, mas dei algumas opiniões e claro, dinheiro. Não ia deixar eles pagarem tudo sozinhos, e ai se vai a minha faculdade...
— Espera ai. –pediu Ana pegando o celular da bolsa e subindo.
— Vai ficar tudo bem menina. –disse minha tia.
— Vai mesmo ? Isso não é um erro tia ?
— Filha, erro seria se você não casasse, confie em mim.
— Eu confio tia. –falei a abraçando. Apesar dela ser meio louca, instável, e tudo o mais, ela sabe ser séria e dar conselhos como ninguém, além de suas premonições básicas. Já até acostumei agora, mas continua sendo um tanto sinistro.
Logo Ana apareceu no topo da escada com o meu pai, ele deu um sorriso largo quando me viu e eu fiquei feliz em vê-lo ali, só espero que vacadia da minha mãe não tenha vindo, ou espero. Ah, não sei de mais nada. E o filho não era do meu pai mesmo, mas ele aceitou, trouxa.
— Você está linda filha. –ele disse ao se aproximar.
— Obrigada. –sorri envergonhada.
— Acho que esse é o momento perfeito para eu lhe pedir desculpas. Sei o quanto a presença da sua mãe meche com você, devia ter sido mais racional, me desculpe filha. Eu a amo tanto, que não suportaria perde-la outra vez.
— Eu sei pai, só achei que o senhor me amasse mais. –falei cabisbaixa.
— Parem com isso, vocês tem que entrar lá, agora. –disse minha tia enquanto subia as escadas. — Quando a música começar. –ela disse sumindo.
Segurei no braço do meu pai, e quando a música começou fiquei paralisada. Meu pai teve que me puxar um pouco para frente e praticamente me ensinou a andar de novo.
— Um pé depois do outro. –ele disse rindo.
Quando chegamos no topo da escada, dei uma olhada em tudo rapidamente, os banquinhos brancos, o tapete vermelho, panos brancos e rosas para cobrir o ambiente. O altar ficava no mesmo lugar onde fizemos o piquenique, perto da maior arvore. Por ultimo meu olhar foi para o Lucas e vê-lo todo arrumado, me fez querer rir, ele percebeu e fez cara de zangado, o dedo do meio subiu discretamente para mim enquanto coçava a bochecha. Eu ri mais ainda, devem ter me achado louca.
Os meus passos eram mais apressados do que o normal, meu pai tentava me prender mais dele e me forçava a andar devagar. Finalmente cheguei até Lucas, segurar sua mão foi como se eu tivesse me entregando a ele, procurei pelo nosso filho e estava no colo da mãe dele, na primeira fileira.
A cerimonia começou, vi que Ana estava chorando, tentei fixar meu olhar apenas no de Lucas, eu estava com vergonha de estar ali e todos me olhando, olhando para mim e para Lucas. Quando o padre (sim, casamos perante a igreja) perguntou se eu aceitava Lucas Cardoso como meu legitimo esposo, eu demorei a responder, mas demorei brincando, ele apertou a minha mão para eu dizer algo, então eu sorri.
— Eu aceito. –falei. Ele pareceu relaxar.
— Eu aceito. –ele disse por fim, e antes mesmo que o padre autorizasse o meu beijo e o dele, nossas bocas já estavam coladas. Um beijo calmo, um beijo que estava selando aquele contrato, sem pressa, sem fogo, um beijo simples, calmo, gostoso e inesquecível.
As pessoas começaram a aplaudir, e eu o empurrei de leve. Minha aliança já estava no dedo e a dele também, não preciso nem comentar que eram lindas, do jeito que gosto.
Depois da cerimonia, nos dirigimos para a outra parte da cobertura, atrás do altar, que continha mesas, cadeiras, e mais panos, flores, fotógrafos que eram amigos do Lucas.
E foi só na festa que eu prestei atenção nas pessoas, muitos rostos conhecidos, amigos de infância, amigos perdidos no tempo, alguns primos distantes, e assim por diante. Claro que havia mais parentes do Lucas, já que os meus parentes eram muito distantes. Mas as pessoas mais importante para mim estava ali, e isso que importa.
Tivemos que dançar a nossa primeira valsa, Lucas quem escolheu a música.
For your Love, de Stivie Wonder.
Me acomodei no peito do Lucas, e estávamos dando passos lentos, a música era tão linda e significativa. Eu olhava para ele sorrindo toda boba e ele fazia carinho nas minhas costas, de vez em quando me apertava mais contra ele e foi impossível não começar a chorar.
— Não chore. –ele pediu afagando meu rosto. Ouvi alguns comentários idiotas, mas não me importei.
— Eu, eu.. ah Lucas, está tudo tão perfeito. –falei rindo por estar chorando.
— Somos perfeitos, juntos. –ele disse me dando um selinho.
— Te amo. –falei entre os beijos que ele me dava.
— Para sempre Meg. –ele sorriu e me abraçou forte, me rodando no ar. A música já estava no final, as pessoas aplaudiam e tudo que eu queria naquele momento era ir para casa, ficar com ele e o com e o Leo.
--> capitulo extra. (breve)
Ainda não acabou minha gente, mas creio que o próximo é o ultimo. Eu acho, não sei. rs