Eu não tenho como julgar a dor do outro, não posso medir se é maior ou menor que a minha. Na verdade, não tem nem como comparar. Logo, eu não deveria tratar mal, ou desejar o mal. Mas não apenas para manter a minha mente tranquila e sim de que, eu não quero ser o motivo da dor de ninguém. Sendo bem sincera com vocês, muitas das minhas cicatrizes tem nome, sobrenome e endereço. Mas o fato de eu ter meus problemas, não pode ser sinônimo de que eu devo causar tristezas nos outros. Então, hoje eu posso dizer que evito tudo que possa se tornar um conflito maior. Não apenas por medo, mas por não saber o impacto que eu posso causar. Palavras tem força e como tem. E muitas vezes o outro não está suportando o peso nem das suas. Imagina das minhas?
Não deveríamos pensar no outro em apenas um único mês, “é setembro, então eu vou tratar aquela pessoa bem, não vou xingar ela hoje”. Não é assim! Novamente, nós nunca sabemos o quão profunda e dolorosa é a dor do outro. E isso deveria valer de no mínimo não querer piorar. Ser empático, não é apenas “compreender” o que o outro sente. É entender que ali, também bate um coração cheio de incertezas, inseguranças, medos e tristezas. Somos seres humanos e muitas vezes esquecemos da nossa humanidade. Então, que não apenas no Setembro Amarelo possamos conseguir refletir um pouco sobre o impacto que temos nas vidas dos nossos próximos, aprender que certas atitudes que não faz bem tanto para si e para o outro também.
S.M.













