Oi,moça!Gostou do novo comercial da Dior?
ele ainda vai me dar um ataque cardíaco......
rob ta lindo, como sempre

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Oi,moça!Gostou do novo comercial da Dior?
ele ainda vai me dar um ataque cardíaco......
rob ta lindo, como sempre
[PARTE III]
Quando o vi à minha porta fiquei eufórica, um tanto menina, um tanto tesão. Involuntariamente dei um salto e contive um grito com a mão na boca. Eu queria ter alguém pra sacolejar e dizer “Deu certo! Olha ele aqui! Olha ele aqui!”, mas antes que pudesse comemorar o que eu considerava até então ser uma vitória contra meu vizinho, um súbito tremor enfraqueceu minhas pernas.
O que diabos ele queria comigo?
Dei uma segunda analisada pelo olho mágico. Ele ainda estava aqui.
Tentei me recompor para parecer mais natural e ousada assim como na noite anterior para não perder o encanto. Mas meu encanto chamava-se vodka. E, na verdade, eu estava destruída, cheirando a sêmen e suor de homem. Tão descabelada quanto uma mulher merece estar, porque sexo não é muito diferente de academia: se você acabar e se vir bonitinha, arrumadinha, volta e faz de novo. Tem alguma coisa errada nessas garotas que mantem a postura e preocupam-se demais. Elas, provavelmente, nunca tiveram um orgasmo.
Respiro fundo e me flagro desejando que ele me agarre quando eu abrir. Que finque as mãos no meu cabelo e me dê um beijo de sugar minha alma. Que me arranque a camisa de botão em curtos puxões e, me deite no chão da sala. E comece a lamber cada centímetro do meu corpo, me deixando inebriada de desejo quando vagarosamente roça sua barba rala na minha virilha. Então, que tire a calça e me mostre seu pau enrijecido, vistoso pela cueca boxer branca. E me mande ficar de joelho e chupá-lo, um prazer que também seria um tanto meu. Que se contorça de fissura e me chame com o nome de puta que quiser. Quanto mais eu o vir enlouquecido, mais fico embevecida de excitação. Mais o quero dentro, mais o quero pra mim. E quando eu lhe pedir que meta em mim e me abrir diante dele, então que judie. Deslize a cabeça de seu pau por todo meu corpo e não enfie. Bata na minha buceta com seu pau, mas não enfie. Deixe-me senti-lo pulsar, vendo as veias saltarem, mas não enfie. E quando eu não puder mais aguentar de tesão, quando minha respiração estiver ofegante, minha voz estiver aguda, minhas mãos estiverem trêmulas, então enfim, que me coma. Mas meta com todo gosto que só desfruta quem se eleva ao limite, quem se desfaz em preliminares.
O som da campainha me traz de volta à realidade de encará-lo à proteção da madeira. Giro a maçaneta me sentindo em um filme pornô, desses que o entregador de pizza está seminu pronto para começar o strip-tease. Comprimo minha boca seca, nervosa. Disfarço meu olhar cansado, mal dormido, e abro a porta.
- Oi.
- Oi… – meu coração está batendo acelerado, posso senti-lo pulsando na garganta. Aperto os lábios pra que não salte. Mantenho o olhar firme e o cenho levemente franzido. Estou me esforçando o máximo que posso para ser sexy sem qualquer cacife para isso.
Consigo sentir mais forte do que nunca seu cheiro de noite, de sexo. Está com uma blusa surrada, amassada, com alguma estampa gasta na frente. Sua bermuda periga despencar em um só passo, me parece segura pela curvatura da bunda em um equilíbrio que desafia a física. E a minha sanidade mental, claro. Não suporto a ideia de que sequer tenha se dado ao trabalho de pôr um cinto. Eu poderia puxá-la agora mesmo, sabia? Que audácia a dele!
Ele tira uma das mãos de trás das costas, estende-a na minha frente e abre, aproveitando-se de cada segundo em que eu continuo sem entender, sem me mexer.
- Acho que isso te pertence… – a palma da sua mão revela minha calcinha preta de rendinha, a que eu estava ontem à noite. A que eu tirei às pressas. A que eu tirei por ele, e ele nem sequer sabe.
- Obrigada. – Sinto meu rosto queimar. É tudo que eu consigo dizer. Não consigo evitar um risinho nervoso que se faz presente, misto de prazer e vergonha.
Ele me solta mais um desses sorrisinhos que acompanham um desonesto movimento no pescoço, do tipo que debocha de toda criatura sã. E de repente, sinto uma raiva subida pela arrogância dele em achar que foi intencional. Quero me justificar, xingá-lo, bater o pé e lhe apontar o dedo na cara, mas não consigo. Estou muda, intimidada. E me punindo em cada gesto, lentamente entra no seu apartamento assobiando. Enquanto a mim, ainda estou parada com a calcinha em uma mão, a pegada forte na maçaneta com a outra e a porta entreaberta. Estarrecida com o que acabou de acontecer, sem palavras.
São verdes. Os olhos dele são verdes. Por essa eu não esperava.
Gente, me socorram. Não vou responder tudo isso, mas olha. Vou postar, juro. Assim que eu puder eu posto. Cara, eu amo vocês.