"Se uma pessoa dizer que tu és louco, ignore. Se disserem duas, desconfie. Se três disserem, tenha certeza." Começo o texto com a frase da terceira pessoa que me chamou seriamente de louca na mesma semana. Eu nunca afirmaria que sou louca. Posso explicar que às vezes estou "sempre" com sono e por outras sou meio indecisa. Mas por outro lado pode ser motivo de orgulho ser chamada assim, já que me identifico com personagens literários que foram mandados ao hospício apenas por terem uma ideia e acreditarem nela. No fundo, todo mundo é um pouco louco. Essa loucura se deve ao fato de que não existe um padrão e um normal para todos, por mais que a mídia tente fazer isso, tente nos uniformizar e retirar nossa individualidade perante a sociedade. De certo, e parecendo contraditória, ser normal, assumindo quem você realmente é, acarreta um pouco de solidão perante a sociedade, pois é necessário desviar o olhar das propagandas na linha dos nossos olhos, e olhar para dentro de si próprio. É um ato de rebeldia contra si e contra todos, pois não te permite agradar por atenção, e sim fazer o que tem que ser feito sem um fim como vaidade - que é vazio -, mas um fim que faça sentido para você e seu próprio universo. Logo ser normal é ser diferente. Enquanto querer ser diferente é algo normal em meio a tantas pessoas iguais. Ainda prefiro ser louca do que seguir uma vida entre os supostos "faça para destacar" e os "faça para esconder". Antes não faço nada! Ok, é necessário fazer. Fazer o que é preciso ser feito! É simples, por que complicamos tanto? Suzana Santos