vai, pega um café e acende um que a gente precisa conversar something about us
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eis um som que me dá saudade. dum amor de infância que não consigo esquecer, dum amor do início da vida adulta que não consigo esquecer, dum novo amor querendo aparecer e eu não esqueço, mas fujo. eu que sempre fui muito corajosa, sinto medo. todas as pessoas de quem realmente gostei, por quem realmente me vi apaixonada, na maioria das vezes não vinga em nada. ou eu estrago tudo, ou... eu estrago tudo. hoje aquele que na infância foi apaixonado por mim, me visitou em sonhos - talvez ele seja o único cara com quem eu sonho regularmente, pelo menos uma vez ao mês - e sempre é algo que mexe comigo, me deixa o dia todo pensando no “e se?”. meu último amor real, talvez a pessoa que mais me conhece, me disse esses dias “é, eu acho que ele é e sempre foi o amor da sua vida.” nessa ele errou. mas talvez não. nem eu sei, na verdade. meu coração é um coração confuso, selvagem, e muito pulsante. ele vibra quando vê algumas pessoas. e essa vibração, na maioria das vezes, minha cabeça confunde com algo ruim, e tudo se embaralha: sigo fugindo daquele amor que mora bem ali na frente. mas o que mora do outro lado da cidade, o que conhece adulta confusa que sou, o que me suporta, eu não consigo fugir. ele vem até mim a cada rede social que vou, menos nessa. nessa aqui eu posso falar sobre quem eu quiser, sobre o que eu quiser, me declarar, odiar. enfim, fazer o que quero, inclusive desabafar, como tô fazendo agora. fácil é dizer: você precisa deixar o passado pra trás e construir uma nova narrativa para si no presente. o que eu concordo 120 por cento, mas isso não quer dizer que eu esteja pronta. eu tento todos os dias, mas como disse, minha cabeça é uma grande traidora nessa história, ela não me deixa dormir e quando deixa, hehe, ou durmo mal, ou sonho com aquela saudade, aquele beijo na testa e a distância de um amor tão próximo, tão intenso que quando eu vejo me sinto patética e não sei como agir, conheço a pessoa há 15 anos e parece sempre que estou a vendo pela primeira vez, é muito estranho. eu não queria sentir tudo isso, sério. a liberdade é algo que prezo demais, mas na moral, quem não gosta de se sentir amadx? quem não gosta de se sentir querido? quem não gosta de um dengo? quem demonizou o “querer” o outro? porque não consigo me desvencilhar dessas pessoas que falei aqui? porque tudo isso tem que ser um fardo? porque coisas da infância vêm a tona quando paro pra sonhar?
reflexões baseadas numa conversa com uma amiga, misturando meus pensamentos com os dela, as peculiaridades e as mesmices. confusas? talvez. mas fiéis aos sentimentos até o último fio de cabelo.














