-Não sou difícil as pessoas é que desistem rápido demais
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-Não sou difícil as pessoas é que desistem rápido demais
Oi, desculpa incomodar. Eu prometo que essa mensagem será a última ou só uma das outras que ainda vou mandar pra você. Depende de como você vai interpretar isso. Eu sei que eu também não deveria está te mandando essa mensagem. Na verdade eu não deveria está te mandando mensagem nenhuma. Mas é que… bateu saudades. Faz um tempo já, porém não tive coragem suficiente pra te contar esse tipo de coisa. Afinal, há cinco meses eu resolvi parar de te procurar almejando que você me procurasse de volta. Só mais uma vezinha. Você nem precisava ficar feito um louco atrás de mim, eu entenderia qualquer sinal de fumaça e voltaria pra ficar contigo. Acredite ou não eu tentei te puxar para dentro. Em momento nenhum eu quis quebrar o laço misterioso que nos unia. E ainda sim ele quebrou. Agora cá estou, tentando entender o porquê. Eu fui muito estúpida? Eu parti seu coração? Porque você partiu o meu também. Várias pessoas fizeram o mesmo com você. E aposto que você partiu o delas em algum momento. Então o que vamos fazer? Somos só dois perdedores fodendo um com o outro pra sempre? Ou somos algo melhor que isso? Eu não cansei de você, Alan. Nem das tuas birras e manias. Você quer mesmo que eu desapareça e não dê mais um sinal de vida? Porque eu posso fazer isso. Eu posso fazer o que você quiser. Me diga o que você quer e eu farei. Eu te amo, Alan. E você me deve algumas respostas, até mesmo um olá ou um último adeus.
Eu não sei se você vai se dá o trabalho de ler essa mensagem. Ou se dá o trabalho de respondê-la. Eu também não sei se esse número ainda é o teu. Ou se você ainda reconhece o meu número. Tanto faz, de alguma forma eu tentei. Nathália F
Sob um temporal de afogar até peixe, ela atravessou a rua esperando que ele estivesse do outro lado da calçada. Essa espera, que há meses a fazia sofrer estava chegando ao fim. Sabia que agora não haveria volta e o que ele dissesse seria uma prova de que nada mais faria sentido se ele se negasse. Mas suas preces, por mais que fosse do fundo do coração não a ajudaram. Ao atravessar a rua, a chuva, como por encanto parou, e então ela pode finalmente ver que do outro lado só havia um banco vazio e uma lata de lixo cheia. Inconformada com o que viu, passou suas mãos nos olhos umas cinco vezes para ter a certeza que não havia ninguém ali. E não tinha ninguém mesmo. Ela só estava exausta de sentir a falta dele, e isso a permitia ver alucinações em todos os cantos; que não se contentavam em aparecer só nos sonhos. Às alucinações invadiam também os lugares que ele e ela um dia frequentaram. E isso era um tanto irônico porque quanto mais ela tentava esquecê-lo, era ali que ela o lembrava. Tudo aquilo era como andar em círculos e voltar para o mesmo ponto de partida. Não tinha como esquecê-lo, para onde olhava, lembrava-se dele. Mas olha só que tola, logo ela que sempre arranjou solução para tudo, via-se louca por não querer subtrair o “x” do “y”. Porque o resultado era um número nulo, e ela odiava número nulo. Ela era mesmo a favor de números pares, das comédias românticas, buquê de flores, serenatas e pedidos de namoro em público. Mas ela sabia. Se antes já era difícil ele concretizar todos os seus desejos, agora que não existe um “nós” ou ao menos “ele e ela” seria mais difícil ainda.
Nathália F
Eu não vou dá uma de hipócrita como os outros já fizeram um dia, não vou te fantasiar como uma pessoa perfeita e dizer que te adorei logo de cara. Porque a verdade é que eu te odiei a primeira vista. Eu odiei seu sorriso malicioso, o caramelo que preenche seus olhos e seu jeito grandioso de ser. Odiei a sua voz rouca, os seus lábios rosados e suas palavras sussurradas. Odiei suas as provocações, as suas desculpas esfarrapadas, o modo de como você se vestia e se comportava nos lugares. O seu jeito inteligente, arrogante e irreverente me dava nos nervos, eu tentava me conter a todo custo para não dizer o tão inconveniente você era. Odiei o seus gostos musicais tanto quanto odiei o som da sua risada. Odiei os seus costumes, como sair à noite, se meter em confusões e de ser sexualmente provocativo. Odiei o seu obsessivo interesse pelo sexo feminino e esse seu rostinho angelical que contribuía para que você pudesse ter qualquer uma na palma da mão. Odiei a sua necessidade em trocar meu nome preposicionalmente para que eu te notasse. Odiei os seus insultos, as suas tentativas de conquista e a aproximação que tivemos em tão pouco tempo. Eu te detestei assim que coloquei meus olhos em você, porque eu sabia que caras que nem você saberiam exatamente como me usar. Me conheceria o suficiente para me convencer em um estalar de dedos que seria o melhor para mim.
Nathália F
"Não gosto da ideia de não poder controlar minha vida, e é isso que o destino está suposto a fazer. Ele manda e desmanda no enredo da história, como se ele seguisse um roteiro de um filme dramático dirigido pelo o homem mais sombrio da cidade. Ele planeja todos os índices para que o nosso primeiro encontro seja brutal; você irá esbarrar acidentalmente em mim, e a blusa da minha banda predileta ficará suja de sorvete de creme. Eu me irritarei contigo, tirarei más conclusões sobre sua pessoa, e você irá me convidar para jantar no restaurante mais caro. Isto soará como uma desculpa esfarrapada para nos conhecermos melhor, você não perderá tempo, quando ocorrer meu primeiro deslize você me tascará um beijo. O diretor incrementará ainda mais essa história; em breve serei surpreendida com um pedido de namoro a moda antiga, eu acharei engraçado, pois não estou acostumada com seu jeito antiquado, e darei a resposta: “e por que não”? Passará um tempo, o diretor não satisfeito com o clichê que trama apresenta resolve dramatizar a história. Os personagens começam a desandar, a se perder, e eu começo a sentir falta do que eu pensei que seriamos. Você começa esquecer os planos que um dia fizemos, dos diálogos já ditos, de como tudo era tão defeituosamente perfeito. Ambos começamos tomar rumos diferentes, mas eu dou um retorno, e insisto em acreditar em destino no intuito de não culpar nenhum de nós. Melhor, de não culpa-lo de nada. Eu não quis admitir que você fosse à única errado da história, porque eu te conheço, você não tolera as coisas assim no fácil. É cabeça dura e imaturo, continua persistir no mesmo erro sempre, e o problema é que eu não tô nem aí. Eu nem me importo. Eu não ligo se quiser gritar para os quatro cantos do mundo o quanto eu sou egoísta e egocêntrica demais para me permitir te querer tanto quando você me queria. No mesmo segundo eu irei te calar com um beijo e confirmar cada frase tua, depois pedirei um basta dessas nossas intrigas para que possamos voltar àquela nossa vidinha. Com uma longa noite de sexo, e mais tarde você me ligando na hora do almoço pra dizer que come pensando em mim. No outro dia você escrevendo cartas para mim, como se nós revivêssemos todo o enredo que o diretor nos proporcionou. Algo meloso, chato, onde os personagens são só personagens fictícios e não seres humanos de verdade. Eu só ligo pro seus sentimentos, aqueles que ficam dentro de você, aqueles que me fizeram apaixonar por ti. Eu não quero abrir mão das suposições, do sorriso bobo em meu rosto apenas de imaginar caso algum dia nossos dedos se tocassem propositalmente com o intuito de se entrelaçarem. Eu não quero abrir mão de você, apesar de um masoquismo persistir em nós dois. Porque hoje só há uma certeza sombria: Nós nunca iremos ficar juntos. E eu sou uma tola por pensar, que por acaso, isso poderia acontecer." Nathália F
“— Calma, com o tempo passa moça…
— Não vai passar, sabe por quê? Porque não foi nenhum drama adolescente no qual todos reclamam por não conseguirem o que querem. Não foi nenhum amor não correspondido que você acha que vai morrer, mas sempre acha um meio de superar. E também não foi nenhuma briga alheia que por mais houvesse estupidez, sempre havia perdão no final. Não foi nada disso. Foi perda. A lamentável perda de tempo. Eu perdi meu tempo vendo sentimento onde não existia. Eu perdi meu tempo esperando telefonemas onde jamais recebi. Eu perdi meu tempo enlouquecida por sentir tanto medo de perdê-lo. Eu perdi meu tempo incluindo ele nos meus planos, e conjugando musicas como se fosse nossas. Eu perdi meu tempo acreditando em tudo que ele já me dissera, todas as promessas já feitas, e pra que meu caro amigo? Memórias me passam à cabeça, boas, médias, e ruins. E essa não passa; ela permanece, ali, na minha frente, como se fosse real. São as lembranças dele. Por um momento, assim do nada, eu me lembro dele, compreende? E sinto uma falta enorme. Uma saudade depois de meses de despedida, algo que não deveria ter acontecido. Às vezes, eu fico tentando puxar ele lá do fundo do baú. Trazê-lo de volta, trazer de volta tudo o que éramos antes. Mas percebo que ele já tomou seu rumo. Isto só resulta em lágrimas, o vazio da perda é insubstituível. E, além disso, a frase “com o tempo passa…” nunca será um fato real. Seja qual for à frequência que você ouça isso e queira acreditar, isso não vai acontecer. Porque, por mais que seja difícil, a verdade é que não passa. O tempo ameniza, mas não cura totalmente.
— Por gentileza, a senhorita poderia me dizer quem era esse sujeito?
— Ele era meu melhor amigo.” Nathália F
“Na terra existem anjos disfarçados de humanos, não possuem cachos dourados, asas nas costas e não ficam flutuando em uma nuvem ou tocando harpa o dia inteiro. Eles andam por nosso meio, eles se fazem simples, porém com um significado tão grandioso, com uma missão tão grandiosa. Não com o intuito de viver para si mesmos e sim para o bem de outras pessoas. Eles arrancam sorrisos e curam dores sem a intenção de receber algo em troca. Eles estão conosco em todas as quedas e sempre que for necessário pra ajudar você á subir, eles fazem. Nem que eles tenham que carregá-lo (a) nas costas. Assim como um guardião, está ali, permanentemente contigo, protegendo-te e sendo uma fonte de carinho e segurança. Não possuem asas, mas seu pensamento voa sempre em minha direção. Não possuem cachos dourados, mas é de uma beleza indescritível. Não tocam harpa, mas sua voz macia e segura me parece música aos ouvidos. Não flutuam em nuvens, mas está sempre perto de Deus pelo seu coração generoso e sincero. Esse doce anjo da qual todos temos pelo menos um perto de nós. Esse anjo sem asas, a quem chamamos de melhor amigo(a) a cada dia nos confirma que anjos existem.” Nathália F
Meu cérebro está queimando por causa dessa vida de nostalgias, monótona e sem motivos pra sorrir mais. Meus olhos ardem por conta das lágrimas frenéticas emergidas de seus olhos, nos quais os mesmos ardiam de modo incessante e eram predominados pela vermelhidão de horas perdidas de sono. Meu coração está pulsando devagarzinho, cansando de carregar tanta dor, de se maltratar. Por eu está fingindo tudo sempre.
Nathália F