No ano passado, o açaí movimentou 1 bilhão de dólares na Amazônia, mantendo a floresta em pé. O açaí de extrativismo já garante o dobro da rentabilidade por hectare/ano que o gado mais produtivo da Amazônia, que só rende US$ 100 por hectare/ano. "Se for pegar a média dos pecuaristas da região, esse valor fica entre US$ 50 e US$ 70”, explica o cientista Carlos Nobre. "Usando sistemas agroflorestais da Embrapa, a lucratividade do açaí chega a US$ 1.000 por hectare. É dez vezes maior que a melhor pecuária e cinco vezes a melhor produtividade da soja". Isso sem contar que na região Norte o produtor ainda vende o fruto in natura para a agroindústria de Belém, que processa, congela e revende. Em São Paulo, o açaí se transforma em 30 produtos, na Califórnia, em 50. Na visão AMAZONIA 4.0, ancorada no Instituto de Estudos Avançados da USP, a ideia é fomentar uma escola de negócios sustentáveis na floresta capacitando as populações amazônicas para a geração de indústrias ecológicas de produtos da biodiversidade de vários tamanhos, em parceria com universidades.
Saiba mais:
"Indústria 4.0 chega à Amazônia: projeto quer salvar a floresta levando tecnologia de ponta" - Mongabay, 02/2020: https://bit.ly/3ma0lP6
"Amazônia 4.0" - https://arapyau.org.br/amazonia-4-0/
"Projeto mantém a floresta em pé e gera renda com agricultura na Amazônia" - Estadão: https://bit.ly/3kmfnRx
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