Caminhada na Paulista pela Casa das Rosas
Na última sexta-feira, 14, voltei à Casa das Rosas, lugar em meio à Av. Paulista que ia muito quando participava do Sarau A Plenos Pulmões, isso tem mais de uma década.
Desta vez, fui à uma caminhada histórica pelos cantos da Mata do Caaguaçu, como era chamada a avenida pelos indígenas guaranis.
Foi massa rever o jardim (e uns remanescentes de Mata Atlântica) no Hospital Santa Catarina, o Masp e seu rio Saracura, os Parques Trianon (e seu jequitibá gigante – e uma explicação e tanto da administradora) e Mário Covas.
Na vibe da COP30 e com o tema Museus Em Clima de Mudança, as casas culturais geridas pela Poiesis (Mário de Andrade, Guilherme de Almeida e das Rosas) promoveram não apenas passeios, mas uma provocação sobre como a natureza, em nome do “progresso”, está sofrendo um apagamento, que, juntamente com a história de povos considerados marginalizados, lutam e germinam em prol de sua regeneração.
Foi massa esse encontro de duas professoras argentinas que fizeram o corre com o pessoal da Casa.
É um olhar diferente e afetivo dessa Paulista onde trabalhei por tantos anos.
Aproveitei para rabiscar uns prédios no caderninho e deitar na espreguiçadeira do Masp e passei no mercado onde tem um mural incrível na Avenida Brigadeiro Luís Antônio. É do artista Mundano, feita com cinzas de queimadas de diversos biomas brasileiros e lama das enchentes no Rio Grande do Sul.