Aos desabafos que me encontram no meio da noite, aos sentimentos e neuras que são pilares do meu ser, as dúvidas que sempre tive e terei.
Hoje mais uma vez, escrevo pra arrancar do peito o que novamente não compreendo.
Em especial venho pedir desculpas, aos sorrisos pacientes e falas mansas que me foram dadas por pessoas maravilhosas e que não soube, muito menos consegui, retribuir.
Aos amores que me apresentaram, ao sentimento que não soube agradecer, não soube sentir.
E todos que se dispuseram a me guardar em seu peito e como um ser de pedra os afastei ou simplesmente ignorei por não saber a amplitude disso tudo, uma vez que não aprendi a sentir.
Aos amores que chamei de medíocres, aos sentimentos fracos, a todos os que abandonei.
Não aceitar que quero sentir isso é minha maior sina, uma vez que por mais que eu tente não consiga.
Aos que se foram e aos que virão, peço desculpas.
Por não saber lidar, sentir ou amar.
E egoísta como sou, deixo um apelo ao que talvez virá (se existe afinal); Não vá quando eu te disser para ir, não me odeie quando eu lhe mostrar as razões para odiar, me ensine, me salve, me leve, me conduza.
Mais que nunca preciso, ao mesmo tempo saberás se for recíproco.
Racionalizando, não insista se for vago e inútil, ache quem mereça seu tempo, não o gaste comigo.
Mais uma vez, escrevo sem parar apenas me deixando levar e sinceramente, não sei se faz sentido, mas posso afirmar que aqui dentro já me sinto mais leve, obrigada por escutar.
-Siqueira, Eu.