Foi aí que eu corria o risco de tudo, e pensei. Ele me tinha na palma das mãos, a quem eu queria enganar? Ele sabia que a casca era dura, mas o coração era mais mole que tudo. Ele sabia que eu sentia demais, e sabia que o demais era todo dele. Tudo bem, é só ignorar, não atender as ligações, não responder as mensagens, desviar os olhares, disfarçar o sorrisinho. E o quê mais mesmo? Ah, sei lá, ele me faz pensar em mil coisas e o foco é ele. Droga. É isso, ele é uma espécie de droga, e das piores. Pensa. Ele me deixava sorrindo á toa, fazia meu coração acelerar, minha respiração aumentar o ritmo, e me deixava sem defesa. Daí já era mais fácil eu entregar o jogo, por que eu já sabia o quê era amor. Era se entregar de corpo e alma, sorrir das coisas mais tontas que você poderia dizer, te provocar quando ficava com ciumes bobo, era ver todos os teus defeitos e continuar te gostando mesmo assim, gostando de cada um dos teus defeitos. Te irritar, pegar no teu pé, te enfiar juízo, por que sem mim tu era um perdido, folgado, largado. Um bebê que precisava de cuidados que só eu poderia te dar. Aí um dia você apareceu na porta de casa, totalmente com uma cara de "juro, eu não fiz nada, e você vai acreditar em mim, mesmo tendo uma ponta de dúvida de que fiz das piores". Tu me olhou com aquele teu olhar pidão, e me deu um beijo. E teu beijo de alguma forma mexia tanto comigo. Você mexia tanto comigo... E mais uma vez saí com o coração fodido, com a cara achatada no chão, te implorando por um amor porreta. E mesmo sabendo que você era um idiota, canalha, eu te queria, te amava, te esperava, e isso nunca mudou. E ainda jogou tudo pro alto novamente, esperando minha ligação, um "fica". Soltei tua mão, não pedi para ficar, e dei a chance de escolher. Tu escolheu, e uma semana depois bateu na porta da minha casa novamente com a pior desculpa possível, e porra, eu acreditei de novo. Garoto quando tu vai acordar e perceber que a única idiota que vai te amar tanto assim, vai ser eu?
Deluge Loving.













