Às vezes a gente só quer que o dia acabe. E pede baixinho para os céus – ou para o teto do nosso quarto – que, por favor, o amanhecer cure os problemas que aqui rodopiam. Sem saber o porquê de tantas derrotas seguidas, a gente continua lutando, dando o coração sem pudor, trabalhando como se precisasse tirar o pai da forca, ficando feliz com a alegria dos outros. E, mesmo estando sempre sorrindo, observa como ultimamente a vida só tem nos poupado seus momentos de alegria. Parece que nadar contra a maré virou uma constante. O ânimo virou luxo. Assim, como se essa conversa ainda fosse com o meu ventilador de teto, espero que as coisas melhorem. E que o próximo motivo para eu não conseguir dormir à noite seja muita alegria.
Só a gente sabe o que sente, – Frederico Elboni.











