Chelsea Angeline Rudd tem 25 anos, se parece muito com Clémence Poésy e foi diagnosticada com Transtorno Dissociativo de Identidade. É Residente de Psiquiatria em Waverly Hills.
Passado: Angeline nasceu na impetuosa família Rudd, em New York, Manhattan, sendo talvez a menina com mais apelidos já vista no mundo, Chels, Chelsy ou Angel. Sendo a criança que era, com os pais que tinha, era uma menininha normal, não fosse por alguns fatores: sonhava acordada e preferia passar parte de seu tempo livre lendo artigos policiais que seus tios lhe traziam e procurando saber o porquê de certas coisas ou pessoas; hábito bastante incomum para a idade. Chels sempre se interessava por conhecer o máximo das histórias das pessoas, o que acabou por desencadear nela um amor extremo pela literatura. O tempo foi passando e, na companhia de sua irmã mais velha, Chelsea foi descobrindo que sua família não andava em uma de suas melhores fases, ao testemunhar brigas de seus pais, no meio da noite. Em uma delas, a primeira e última na qual se meteu, acabou gritando com o pai e, pela manhã, ouvindo algo sobre o relacionamento do Sr. e Sra. Rudd estarem indo longe demais, resultando assim, no também testemunho de um divórcio.
O mistério começou a rondar a vida de Angeline depois do divórcio dos pais. Algo naquela situação triste de cisão acabou por desencadear um problema na personalidade da menina: o chamado “DPM” (Distúrbio de Personalidade Múltipla), ou, também chamado, “Transtorno Dissociativo de Identidade”, no qual a pessoa portadora deste mal desenvolve mais de uma personalidade, podendo desenvolver até dezenas delas. No momento da separação dos pais, a que surgiu foi Fordy, um álteres um tanto quanto promíscuo, que agia quase como uma adolescente desesperada, mesmo que Chelsy tivesse apenas sete ou oito anos de idade. Até então, Fordy nunca fez nada mais do que maltratar alguns animais, gritar com a mãe - tendo um sotaque britânico muito forte - e ameaçar alguns colegas de escola. Todavia, quando um homem surgiu em sua vida, Dylan Fittzgerald, mais conhecido por “novo namorado da mamãe”, as coisas complicaram. Fordy continuou se fazendo presente (por detestar o fato de que existia um homem que queria ocupar o lugar de pai), mas só foram entender que isto era parte de um distúrbio quando a levaram para sua primeira sessão no psicólogo, aos dez anos de idade. Diagnosticada, então, com um DPM de caráter leve, a garota iniciou seu tratamento terapêutico e medicamentoso. Entretanto, após um período não muito longo, quando todos achavam que o “infortúnio” estava resolvido, algo novo surgiu.
Angel tinha um tio paterno, Mario Rudd, que se aproximou dela numa reunião de família com intenções perversas, aos seus doze anos. Não a violou propriamente, mas o episódio fez com que uma nova personalidade surgisse na já tão perturbada Chelsea: Ozzy ou Ox, como ela mesma se apresentava quando chamada ou em um dia em que é “selecionada” para desfrutar do corpo de Chelsea. Fosse como fosse, Chelsea passou a crescer assustada com a ideia de ter “outras” pessoas vivendo dentro de sua cabeça: Fordy Hazel e Ozzy, que nunca havia revelado seu sobrenome. E, em sua inocência, juntamente com sua mente, que arquivou seus traumas e medos em seu inconsciente, não sabia o porquê de tudo aquilo.
Mais algum tempo se passou e Chelsea se fechou ainda mais em seu mundo de sonhos, mais ainda apaixonada pela literatura e, agora, pelos livros de escola também. Chels temia as opiniões que vinham de Fordy (que geralmente se comunicava por bilhetes em guardanapos), pois esta acreditava que a separação dos pais derivava da intromissão que ela cometera na última briga entre os dois. Ox também sentia o mesmo que ela, mas quando se manifestava, era apenas para falar o básico, raramente deixando algum contato com Chelsea, isto é, a não ser a arte (Ox é uma exímia desenhista e pianista).
A custódia de Chelsea estava com a mãe e tinha permissão para ver o pai muito raramente, o que a fazia sentir-se superprotegida, sufocada e presa. A mãe, Lucienne Cavion, nunca entendeu este sentimento da filha, pois, a seu ver, Angel sempre fora uma criança livre, mesmo que, em seu interior, imaginasse o quão inconveniente poderia ser ter álteres vivendo a vida da filha também. Ao que, realmente, Chelsea se referia, era ao fato de sempre ter que ser a garotinha obediente que servia como troféu para as reuniões que, tanto seu pai, quanto a própria mãe, faziam em suas respectivas casas e acabavam por apresentá-la. Apresentá-la como a prodígio, apresentá-la como a menina de ouro, enquanto vez ou outra desmereciam sua meia-irmã mais velha, Marien. Pareciam agir como se o distúrbio de Chelsy nem existisse, o que a deixava um pouco aliviada, mas que irritava ao máximo Fordy e tornava Ox cada vez mais retraída.
A postura dos pais, porém, não enfraqueceu a relação entre as duas irmãs, aconteceu muito pelo contrário; ao entrar no ensino médio e ser selecionada para a mesma escola que Marien, dois anos mais velha, nunca houve um instante em que Chelsea se sentiu sozinha. Sempre tinha a outra por perto, defendendo-a dos estudantes mais velhos e maldosos, que por vezes riam de seu comportamento que parecia alterar-se a cada instante dentro do ambiente escolar. Até o último ano do ensino médio, tudo estava bem, tanto é que Chelsy acabou por esquecer-se das intrigas em sua família e voltou a ser a garota sonhadora que sempre foi. Arranjou também um namorado, melhor amigo de Marien. Chelsea também aprendeu a conviver com seus álteres e até mesmo Fordy passou a lidar melhor com Dylan. Ox continuava quieta, apenas demonstrando seus dotes artísticos quando lhe convinha.
Acontece que ao entrar no ano em que terminaria o ensino médio, tendo seus dezessete anos, as brigas do lado Rudd se tornaram ainda mais frequentes. Marien, que também namorava e que nunca se deu muito bem com o pai, Jonathan, acabou ficando grávida e, diante das ameaças do homem, tanto para com ela, quanto para seu namorado, precisou sair da escola, assim como das proximidades de Manhattan, deixando a irmã mais nova completamente sem rumo.
Não demorou muito para que Chelsea se visse sozinha novamente. Nos dias que se seguiram sem a proteção da irmã, percebeu que seu temperamento sonhador, fantasioso e receptivo, não era nada mais, nada menos, que a síndrome de despersonalização que ela sempre sentira, mas que se agravou com a separação dos pais. Vendo-se como doente mental ou coisa do gênero, passou a se esforçar em coisas nas quais sempre foi boa, assim como nas que nunca conseguiu bom rendimento, para provar ao mundo que ela poderia sim, ser uma grande pessoa.
Querendo aproveitar o novo gás da filha antes que ela enxergasse a separação de Marien de maneira negativa e também temendo algum novo conflagrar de uma personalidade, Lucienne, a mãe, decidiu se mudar. Num pensamento radical, quis deixar a América e depois de um consentimento pacífico com o ex-marido para que pudesse levar Chelsy com ela, a mulher decidiu voltar para as terras de suas origens: a França.
Uma vez tendo estudado francês, juntamente com alemão e latim quando mais nova, não foi difícil para Chelsea se acostumar. O trabalho de corretora de ações da mãe (que havia terminado com Dylan recentemente) garantiu-lhe o melhor estudo e a melhor vida possível naquele novo “mundo”. A pensão gorda de seu pai também só fazia ajudar, não que ela visse tanto interesse no dinheiro. Foi então que, agora já formada, a garota decidiu entrar para a faculdade de Medicina, já atraída pela Psiquiatria, em uma ânsia de se entender melhor. Fosse como fosse, a vida estava, ao menos, tornando-se mais suportável com aquela loucura toda acontecendo na vida de Chelsea.
Presente: Uma vez em Paris, Chelsea adaptou-se rapidamente, mesmo que a cidade fosse, visivelmente, muito diferente dos territórios americanos. Na faculdade, não teve muitos problemas, já que Fordy e Ox pareceram manter-se calmas, raramente dando sinais de vida. Isso possibilitou que ela se formasse tranquilamente e com a dedicação que jurou ter. Continuava sendo a menina bondosa, sempre perfeitinha e muito dependente, o que acabou por incomodá-la em certo sentido. Foi então que, logo depois de formada em Medicina, o professor Laurent, um de seus favoritos, ofereceu a ela a oportunidade de fazer sua residência em Waverly Hills. A proposta caiu como uma luva para Angel, que viu aquela como sendo sua chance para passar três anos longe das asas de quem quer que fosse: mãe, pai, irmã. Seria um grande desafio, claro, levando em conta seu transtorno. Agora, a loira está em Waverly Hills já há 1 ano, atendendo pacientes de toda e qualquer espécie, lutando, nesse processo, para controlar suas duas personalidades extras e qualquer outra que ameace surgir.
Este personagem é um OC, portanto está ocupado.