Thalia Rothschild tem 20 anos, se parece muito com Ariana Grande e foi diagnosticada com bulimia nervosa, automutilação e esquizofrenia residual.
Nascida em San Diego, na Califórnia, Thalia Rothschild nunca teve uma família tradicional. Sua mãe, uma famosa estilista, foi abandonada pelo pai da menina quando ainda estava grávida dela e da irmã gêmea, Zoey. Desde os seis anos, as irmãs viajam pelo mundo inteiro, sempre acompanhando a mãe nos eventos de moda, assistindo as modelos desfilar as roupas desenhadas pela mãe. Thalia e Zoey tinham uma vida diferente do que elas viam nos filmes e computador. Moravam em hotéis, tinham aulas com um professor que viajava com elas, sabiam tudo referente à moda mas não viviam a infância como crianças normais.
Com o tempo, Thalia e Zoey foram apreciando cada vez mais tudo o que estavam ao seu redor. As duas queriam ser modelos, queriam fazer parte do mundo da mãe que sempre fora ausente apesar de estar perto. Desde os treze anos, elas praticaram a bulimia e começaram a não comer, ficando anoréxicas em pouco tempo. Isso funcionou durante alguns anos. As duas se tornaram modelos, fizeram mais parte do mundo da mãe, ficaram famosas, tiveram tudo que queriam ter. Então Thalia começou a ficar mal.
As alucinações não eram frequentes no início. Aconteciam poucas vezes e por pouco tempo. Thalia sempre estivera presa no próprio mundinho, sempre fora diferente da irmã apesar delas serem criadas igualmente e conviverem com as mesmas pessoas. Thalia sempre foi especial, mas ninguém esperava que fosse tão especial. A mãe, preocupada com a filha, levou-a para o melhor médico que houvesse em Paris – a cidade em que elas estavam a uma semana. O médico recomendou que consultassem um psiquiatra e assim fizeram. Após algumas consultas, Thalia foi diagnosticada não com uma, mas com três doenças diferentes. Além da bulimia e anorexia, que a menina não considerava doenças, foi descoberto que suas alucinações eram o começo de esquizofrenia. Quando perguntado o motivo da doença, foi constatado que a doença era hereditária, ou seja, o pai também era esquizofrênico. O único motivo de Zoey também não ser esquizofrênica, era porque tinha 50 por cento de chance da doença passar para as duas e quase 100 por cento de passar para apenas uma. Para a sorte da mãe, apenas uma das filhas herdou a doença do pai. E aquela foi a primeira vez que Thalia se sentiu próxima dele.
Foi aconselhado que as viagens constantes fossem canceladas por um tempo e que Thalia tivesse uma casa por algum tempo. Assim foi feito. A mãe abandonou a carreira e comprou uma casa em Louisville, as irmãs começaram a ter uma vida quase normal. Thalia fez um amigo, Toby, seu vizinho, o qual a apelidou de Ariel. Toby e Thalia mantinham uma boa amizade, ele sempre estava lá quando ela precisava e vice-versa, tudo ia bem até o acidente. Toby estava voltando de uma festa, onde havia bebido um pouco, então bateu de frente com um caminhão. Infelizmente, ele não sobreviveu. Ao receber a notícia, a doença de Thalia apenas piorou. As alucinações ficaram mais frequentes, conversava com quem dizia ser “seus amigos”, apresentava pessoas inexistentes à mãe, falava sobre vozes na sua cabeça, tinha constantes crises em que via lugares pegando fogo quando, na verdade, estava tudo bem. Com essas crises, a única coisa que ela tinha a fazer era se cortar. Dizia que quando as alucinações viam o sangue saindo de seu corpo, iam embora.
A mãe, não aguentando mais, levou-a ao psiquiatra mais uma vez e o mesmo aconselhou-a a internar Thalia por alguns meses e ambas concordaram com isso, desde que não fosse por muito tempo. O médico recomendou o lugar mais perto que conhecia e confiava, Waverly Hills, onde Thalia está há dois anos.
Thalia é uma OC, portanto está ocupada.