Software Livre: O posicionamento dos veículos de divulgação tecnológica
O texto é um artigo enviado para o INTERCOM, por Jefferson Sérgio Paradello. Ele é “jornalista formado pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). Enquanto estudante foi repórter do Diário do Campus (2007) e editor-assistente do ABJ Notícias (2008), ambos jornais eletrônicos do curso de Comunicação Social do Unasp vinculados à Agência Brasileira de Jornalismo (ABJ). Em 2009 assumiu as editorias de Mídia e Cultura da revista eletrônica de crítica de mídia Canal da Imprensa, na qual atuou entre 2008 e 2010. Também foi colaborador de revistas sobre educação e sistemas operacionais baseados em Linux” segundo o site Escavador.
O artigo trata sobre software livre, focando na divulgação deles nos veículos de comunicação que tratam sobre tecnologia. Inicia falando da importância do software livre competindo com softwares proprietários, sendo esta uma opção menos capitalista, mais voltada para a tecnologia em si que para o lucro. Frisa, no entanto, que o software livre não é necessariamente uma opção de graça, diferenciando do software gratuito. Possui um código aberto que programadores podem editar e assim não se fica totalmente dependente dos interesses empresariais dos softwares proprietários, porém existem opções pagas.
Cita, é claro, o Linux, o software livre mais conhecido e bem sucedido. Fala do seu surgimento, como já foi explicado em outros fichamentos desse blog, das vantagens dele em relação a proprietários e de como este tem ganhado mais espaço em computadores públicos, apesar das dificuldades e da pouca divulgação. Aliás, esse é o foco da pesquisa, a pouca divulgação. No artigo, Jefferson analisa várias revistas e cadernos de jornais sobre tecnologia, constatando a pouca e tendenciosa divulgação de softwares livres, que são citados quase sempre apenas com interesses comerciais, em propagandas de cursos de informática, por exemplo.
Divide o artigo em três capítulos, o primeiro explicando o surgimento do software livre, o segundo relacionando à pirataria, criticando a falha iniciativa do governo “PC para todos”, e, por fim, o terceiro com a análise dos jornais e revistas.
Em sua conclusão, ressalta os problemas que dificultam um maior uso da tecnologia do software livre. Para citar suas próprias palavras, “É lamentável perceber que certas ações são apenas reconhecidas mediante algum
interesse, seja econômico ou social. O Software Livre, desde sua criação, apresenta bons argumentos para conquistar os computadores pessoais, assim como há alguns anos domina o setor de servidores e estações de trabalho. Ao longo do tempo tem se reinventado para melhor atender os usuários, porém, acaba não ganhando voz diante da mídia, que abafa seus discursos seja na não divulgação de seus eventos ou pelo não retorno financeiro que o tema lhe daria. O Brasil tem potencial para ser um país
virtualmente livre, mas os reflexos do que é rodado nos computadores do mundo todo são vistos aqui, não havendo espaço para competições.”