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O James, apesar de ser filho único (pelo menos em seu verse principal, eu sempre vou amar se alguém trouxer um irmão ou irmã pra ele), sempre teve um jeito de “irmão mais velho” com seus amigos. Ele se preocupa muito com os outros, gosta de dividir suas coisas e não gosta de ficar sozinho então, ele basicamente adotou todos os outros filhos dos vingadores como seus irmãos mais novos (até mesmo aqueles que por venturam sejam mais velhos).
< continuação | @sothynda
Tinha um medo absurdo de probabilidades, ainda que sua vida literalmente fosse feita delas. Tinha medo de incertezas e de possibilidades, tudo o que poderia pender a uma lado ruim e desastroso o causava arrepios na espinha. O risco de acabar com vidas, assim como acabaram com a sua, isso o deixava em pânico, mas preferia relaxar e fingir que estava tudo bem, que estava super empenhado. “Confiança em excesso faz mal, isso é um incentivo para ser mais cuidadoso.” Sorriu quase forçado e aquilo era estava mais para um aviso do que para um incentivo.
“Inclusive...” Fez uma pequena pausa para o olhar na cadeira e ser o mais evidente possível sobre como aquilo era relaxado e irresponsável para alguém no seu nível. “Sentar direito também ajuda na sua imagem e aprovação.” Estava longe de ser um exemplo, para alguém que comia dentro de uma sala de necropsia, mas pequenos detalhes como este eram irrelevantes e íntimos demais para serem expostos.
‘ i’m gonna stick around and play nurse, so don’t puke on me. ’ (give me alexei or give me death)
@sothynda
Alexei não se lembrava de muita coisa e aquela era a sensação que ele mais detestava. A dor de cabeça somada com o corpo dolorido não era nada perto de estar perdido dentro das próprias memórias. A noite passada era um simples borrão a partir de certo ponto e ele sequer se lembrava como havia se machucado daquela forma, a única coisa que sabia era que agora havia acordado em um lugar completamente diferente do que estava antes. Alexei se levantou devagar, sentando-se, uma das mãos na lateral da cabeça enquanto uma pequena dor ressonava por dentro dela.— Que… merda.— Foi o que disse baixinho enquanto fechava os olhos com força. Ele geralmente não xingava e até se estressava com a boca suja dos amigos que pertenciam a nova geração de heróis, mas aquele momento pediu por um pequeno xingamento, já que a dor que sentia era enorme.
Alexei permaneceu alguns segundos daquela maneira, mas teve de abrir os olhos e levantar a cabeça quando escutou passos. O loiro analisou a situação rapidamente, ele não poderia ter sido sequestrado ou teria acordado amarrado, então a pessoa que havia lhe resgatado era aliada. Quando o homem desconhecido adentrou no local, Alexei focou os olhos nele, ignorando um pouco do incômodo. O silêncio prevaleceu pela parte do herói e este apenas prestou atenção no que o desconhecido tinha a dizer. Um sorriso surgiu no rosto de Alexei quando o estranho terminou seu pronunciamento e ele acenou com a cabeça.— Não posso garantir que não vou vomitar, honestamente falando. Eu posso vomitar para o outro lado, no entanto. — Ele respondeu, mesmo que sorrindo. Sabia que uma concussão podia resultar sim em vômito, mas provavelmente ele sabia daquilo. Sua expressão voltou ao normal enquanto ele soltava um suspiro. — Você me examinou? Eu bati a cabeça, certo? Não me lembro de muita coisa.
💌 or not so secret, hence the obvious taunt scrawled on it that screams it was from elijah
💌 : leave my muse a card from a secret admirer. @sothynda
Já tinha recebido cartões antes em sua vida, Starry era um médico teoricamente bem sucedido então era um tanto comum a ele receber cartões de agradecimento ou admiração, mas mal sabiam aquelas pessoas onde estavam colocando sua “fé”. Infelizmente conseguia sentir pena daqueles que perdiam tempo escrevendo alguma coisa para ele, sendo assim, a única coisa que podia fazer era abri-los e lê-los e foi o que fez aquela vez também.
Ficou surpreso com o capricho e perfeccionismo no cartão e nas palavras escolhidas. Parecia tudo bem planejado e pensado e isso o roubou um singelo sorriso de canto. Aquilo era no mínimo interessante e ficou frustrado com o anonimato, o que antes era algo positivo agora era chato. Estava tremendamente curioso para saber de quem era a autoria do bilhete.
‘ you’ll feel better in the morning. ’ (shep)
love ♥ starters ;@sothynda .
é fato que tem muito álcool circulando pelas veias da espadachim, mas ela ainda tem noção do que acontece ao seu redor. a noite está fria, grilos cricrilam de moita em moita && e a rua está deserta. maya ouve o som de uma buzina ecoando distante, mas o som mais audível naquele momento é das batidas compassados de ambos os pares de sapatos - dela && de seu acompanhante - ecoando contra o chão conforme eles andam. o braço dela está apoiando em torno do pescoço de jamie que, com sua mão grande, segura o pulso dela do outro lado do corpo. eles riem, se entreolham e gargalham meio desajeitados. quase tropeçam nos pés um do outro pelo menos meia dúzia de vezes enquanto cruzam as esquinas silenciosas da capital.
entre trocadilhos && piadas sem sentido nenhum, a pedido dele, maya vai apontando as direções que os levariam a um hotel onde ela normalmente fica quando não quer voltar está muito longe de casa. ele diz que a acompanhará, para ter certeza que ela ia ficar bem, uma vez que a noitada tinha sido bem pesada. ela sabe && está habituada a beber, mas hoje, naquele dia em especial, em que silenciosamente lamenta o aniversário de morte de seu irmão mais velho, caprichou no álcool. queria esquecer, calar as vozes nostálgicas que ecoavam em sua cabeça. ela sabe de quem são as vozes, todos os seus fantasmas emanam da nodachi amaldiçoada que ela carrega nas costas.
‘ porque, maya, porque você faz isso com você mesma? ’
‘ maya, você vai ficar ao meu lado até o fim? ’ […] ‘ eu vou matar qualquer um em quem você se apoiar, em quem você confiar. ’
seu corpo endurece por reflexo, mas o álcool inebria todas as partes do seu corpo. A lateral de seu seio direito - farto, brilhando dentro da camiseta negra - roça contra o peito de jamie. não é proposital, ele sabe, é o tipo de coisa que ela não pode controlar. maya se divide entre as migalhas de seu bom senso && os ecos do passado que a aterrorizam só de pensar em confiar em alguém, em simplesmente— acreditar na bondade alheia.
o dono do hotel os deixa passar sem muitas perguntas ( ele a conhece, o quarto é permanentemente alugado há quase cinco anos ) && ambos sobem as escadas. ela cai na cama antes que jamie possa largá-la ou perguntar qualquer coisa, recolhendo-se sobre a colcha empoeirada como um náufrago ao bote salva-vidas. maya se encolhe de frio, sente, entretanto, logo em seguida, o casaco de jamie repousar sobre seu corpo && a voz dele ecoar baixinho:
‘ você vai se sentir melhor amanhã. ’
ela ri - meio morta, meio bêbada - enquanto o ouve se largar sobre a poltrona ao lado da cama. não há muito tempo para discutir, já que o sono chega voraz, mas não antes que ela possa murmurar:
“ … obrigada. ”
at the end of the day, people really are disappointing, aren’t they? (do luth uvu)
you on lifetime/netflix sentence meme.
Teve que erguer bem a cabeça para olha-lo. Uma pessoa daquele tamanho com certeza o deixaria recuado, mas ao invés de demonstrar isso claramente Avery segurou uma mão com a outra sentindo as palmas suadas e umedeceu os lábios com a língua. Não entendeu o sentido do comentário e nem o porque ele tinha sido voltado logo para si, o que mais queria era passar despercebido e continuar com a cabeça enfiada em um livro sobre botânica que estava lendo de trás do balcão da cafeteria. “Ao meu ponto de vista, depende muito.” Disse baixo após analisar um pouco sobre aquela reflexão. “Normalmente, é decepcionante porque estamos inseridos em um padrão repetitivo, então… Depende dos adicionais dos padrões, como por exemplo, entusiamos, egocentrismo, preconceito…” Estava um pouco nervoso por realmente expor o que pensava sobre o tópico, mas se esforçou um pouquinho e estava orgulhoso disso. “Digo, alguns padrões até valem a pena e conseguem surpreender.”
❛ i know that it makes it easier for you if you make me the enemy, but i’m not. ❜ (you know -v-)
@sothynda
Ele não queria olhar para a cara do sujeito, mas infelizmente foi obrigado a isso.
Narin não podia acreditar no que tinha escutado, toda a revolta adormecida dentro de si estava sendo despertada aos poucos toda vez que escutava o nome do homem a sua frente. O gênio, no entanto, deu graças a todos os deuses - incluindo os de sua origem babilônica - que William não estava por perto para presenciar o encontro entre os dois. De um lado era bom, assim William não precisaria olhar para o rosto daquele homem e por outro era ruim, afinal Narin poderia perder o controle a qualquer minuto. Ele tinha que segurar um pouco o ódio, por William.
— Você mesmo escuta o que diz?— Narin decidiu perguntar, recostando-se em uma das paredes ali por perto. Não queria chegar mais perto do que aquilo.— Depois de toda a história que escutei, eu não acredito que tenha a coragem de falar uma coisa dessas para mim.— Era uma clara questão de princípios e Narin já sabia que ele havia perdido os dele.— Eu conheço a história, Luther. William me contou tudo há um tempo já. Na verdade, eu venho estando curioso sobre isso desde que o conheci.
Narin sempre tivera curiosidade para conhecer quem era o homem que mexia com a cabeça de Will, apenas por saber. Não gostava do que estava vendo naquele momento.— Diga o que quer e vá embora. William não aparecerá por aqui hoje, se é sua verdadeira intenção.