Eu acredito no abismo dos teus lábios Agredindo-me com o éter pacífico Leveza contra tiner, despedace-se Através de greves, queimadas e infiltrações Eu vou, e tu ficas Mas de brinde, deixo minhas crias Que lhes expurgarão, assim como tu fizera Veremos-nos no turvo inferno, como ração de Cérbero Lasca de Narciso Ovaciona seus próprios ovários Concebe personas que lhe idolatram Pura paranoia após crises de existencialismo Eu desacredito no teu absinto Amassando o pão aos teus irmãos Fornecido por teu circo Banhado no decreto do alvejante Pinta-me como uma de suas framboesas Adocicada como o mel que desejara Escorrendo em pós-morte aos convidados Também batizados no doce da seiva de ferida Ceia natalina na poupa de Carolina Servidão na pompa de Coppola Construindo tendências de consumo Ao caput entediado de varanda Seis, seis seis serás o meu nome Arrotando hecatombes Enquanto implora-me a fé sovada Para calar-te dúvidas e fomes filosóficas Para sempre meia-noite Entre o meio termo e o festejo da cidade Assim como os amores que tenho Um para sempre datado ente dedos transpassados...
Sangue-Gelatina, Pierrot Ruivo













