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시크릿넘버 수담
Sudam e Embrapa assinam convênio para fortalecer bioeconomia do açaí e produção sustentável de camarão no Amapá
As pesquisas e ações de transferência de tecnologias da Embrapa para produção de açaí seguro e produção sustentável de camarão, junto a comunidades ribeirinhas do Estuário Amazônico (ponto de encontro entre o Amapá e o Pará), serão fortalecidas com a execução de dois projetos custeados pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Como parte da programação da 53ª Expofeira…
2021 august 01 - mountain view
2021 May 17 - palo alto
Es gibt wieder Neuigkeiten für alle die nach Material zur Erweiterung der eigenen Musiksammlung Ausschau halten. Dabei handelt es sich ab...
“Amazônia. Depois da Lua, o maior desafio à espera do homem”.
Um lugar à espera de conquistadores, de pioneiros, que levarão a civilização para onde não há nada além de um vazio indômito. A foto da capa mostra um projeto de estrada atravessando uma densa cobertura florestal, recém desmatada. No imenso cenário em vez da Apollo XI, um trator. É a Amazônia em uma primeira aproximação.
A SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) fez esse convite no início dos anos 1970 em um prospecto dirigido a empresários. Passados quase 50 anos, a Amazônia não evoluiu como previa o planejamento da Superintendência, nem no ritmo que se desejava.
Não há identificação da estrada na foto. Mas o folheto cita as rodovias que farão a ligação da Amazônia: “a Cuiabá-Porto Velho-Acre, com seus 3000 quilômetros, já ultrapassou Rio Branco e vai em direção ao Peru, onde se ligará com a Estrada Panamericana” [a conexão com o Peru só ocorreu em 2010]; “está sendo construída a BR-163, Cuiabá-Santarém, que ligará o Centro-Sul com o maior porto fluvial do Pará, permitindo assim o escoamento dos produtos para o exterior” [a estrada conecta dois portos Miritituba e Santarém para a exportação de soja].
Ainda se acreditava que a borracha nativa, já suplantada pela sintética, voltaria “a ser importante, deixando de ser uma simples atividade extrativista”. Havia um plano para “racionalizar o plantio da seringueira, transformando o extrativismo primitivo em produção regular de seringais tecnicamente cultivados”. Até então já havia as experiências frustradas de Fordlândia e Belterra e ainda na década de 1970 haveria novo fracasso com plantio regular de gmelina no Projeto Jari para produção de celulose.
Os projetos não abrangiam somente o cultivo planejado, mas também a extração de madeiras; usando como falsa premissa a perenidade do bioma, “porque a floresta da Amazônia contém espécies de madeira em quantidade suficiente para suprir a procura, sem esgotar as reservas e o futuro estoque em crescimento”. O mogno foi uma das espécies florestais que mais extraídas no sudeste do Pará nos anos 1970-80, beirando a extinção. Mais daninha que a sobreexploração, foi a assunção de que os recursos florestais são infindáveis; isso plasmou um discurso repetido até hoje por aqueles se utilizam de meios escusos para a exploração ilegal: ainda há muita madeira.
Após apresentar um cardápio de possibilidades de investimento com matéria-prima ao alcance das mãos e mão-de-obra barata e abundante, o prospecto finaliza com um apelo (contracapa): Venha logo para a Amazônia. Metade do Brasil espera isso de você. E não só isso, metade do Brasil quer metade do seu imposto de renda.
A metade do imposto não chegou, a integração rodoviária veio aos poucos, mas em vez da exploração racional trouxe o atropelo da pilhagem. O apelo de vir para Amazônia foi atendido e quem chegou foram os despossuídos da outra metade do país.
Amazon. After Moon, the biggest challenge waiting for man
A place waiting for conquerors, pioneers that will bring civilization to where there is nothing but tameless void. The photo above depicts a projected road crossing a newly cleared forest cover. In the immense scenario instead of Apollo XI, a bulldozer.That’s the Amazon at first sight.
SUDAM (Brazil's Superintendency of Development for the Amazon) made this invitation in the beginning of 1970s in an advertising to businessmen. Fifty years later the Amazon did not evolve as planned or at the desired pace.
The ad mentions the roads that will connect the Amazon: road Cuiabá-Porto Velho-Acre with its 3000 Km already passed Rio Branco and goes straight to Peru linking to the Panamerican Road [the connection with Peru only ocurred in 2010]; it is under construction the road BR-163, Cuiabá-Santarém, linking middle-south with the biggest harbour in Pará and allowing the flow of products abroad [the road connects two harbours Miritituba and Santarém both export soja beans].
It was still believed that native rubber, already surpassed by synthetic materials, would be important again and no longer a mere extrativist activity. There was a plan to give efficiency to rubber planting, transforming primitive extractivism into a technical rubber planting. By this time there were two unsuccessful tries: Fordland and Belterra. Even in the 1970s there would be a new failure, the planting of gmelina to produce cellulose in Project Jari.
The projects not only covered the planned planting, but also logging. The premise was the perpetuity of the biome, “because the Amazon Forest has enough wood species to supply the demand, without depleting present and future stocks”. Mahogany was one of the most explored woods during the 1970s-1980s in southeastern Pará, almost facing extinction. More damaging than overexploitation was the assumption that forest resources are infinite; this gave rise to a discourse that has been repeated until today by those who are illegally logging: there is still a lot of wood.
After presenting a menu of investiments possibilities “with raw material at hand” and “cheap and abundant labor”, the ad ends with an appeal: “Come to the Amazon. Half of Brazil expects this from you, half of Brazil wants half of your taxes”.
Half of the taxes did not arrive, the road connection came in parts, but instead of rational exploitation came looting. The call to come to the Amazon was answered and those who arrived were the dispossessed of the other half of the country.