WEB Diário De Melanie - 2x11 (Temporada de verão)
Começaram então a colocar em prática o plano, mas tiveram que mudar uma parte. Mel não conseguiu alcançar o telhado por pouco, e como não poderia ficar sem segurar na janela, teve que trocar de lugar com Chay, que conseguiu se apoiar. Assim que ela se pendurou na pequena brecha para fuga, contou até três, e como combinado, pularam em sincronia. Por pouco, Melanie não caiu em cima do Chay, o que poderia acabar com o plano de liberdade. Assim que tocaram no lixo, Mel levou a mão ao nariz e fechou bem a boca, Roobert a acompanhou no ato, realmente, aquele cheiro estava pela hora da morte. O impacto não durou muito tempo, em segundos eles já estavam começando a se preparar para sair do monte, estava muito escuro, mas a lanterna que Melanie achou no depósito ainda tinha pilhas boas, e que dava para fugirem dali sem se preocuparem com iluminação. Mel se levantou e com dificuldade pela quantidade de lixo, começou a andar em direção a terra. Sorte que eles puderam ficar de sapatos. Puxou o rapaz junto e assim que se livraram do montante, começaram a correr feitos loucos, mesmo com alguns resíduos grudados no corpo. Chegaram na frente da casa e encontraram perto de lá uma camionete, e sem pensar duas vezes foram em direção à mesma, que por sorte, se encontrava aberta.
Melanie: Me ajuda a procurar a chave. –Ordenou buscando em qualquer lugar o objeto que os ajudariam a sair daí.
Chay: Não tá aqui. Droga! –Sem nem pensar duas vezes, voltaram a correr, tropeçando as vezes um no outro. Era realmente muito difícil correr acorrentados. Com alguns minutos de corrida, chegaram a porteira da fazenda, com mais dificuldade ainda, conseguiram pular, e lógico, sempre com gracinhas de Chay falando sobre o corpo de Melanie, que só fazia cara de tédio e mandava ele se concentrar no que estavam fazendo, feito isso, estavam livres, ou melhor, quase, só faltavam chegar na casa de Lua. Chay não sabia pra onde estava indo, mas como Mel já passara por ali, sabia exatamente o caminho a se seguir, e provavelmente, se tudo desse certo, estariam na Lua no dia seguinte pela manhã.
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Jhon chegou na sua casa e logo ao entrar, viu que na sala seus dois comparsas dormiam tranquilamente no sofá, logo se alertou. Deixara Mel e Chay sem nenhuma vigilância, mas lembrará também que tinha um dispositivo no Iphone que apitaria se um alarme soasse. Respirou fundo e foi pra sala de câmeras. Ao chegar lá, se jogou em uma cadeira e começou a mexer no computador, bisbilhotando cada lugar da casa em procura dos dois. Pegou uma xícara e ali mesmo na cafeteira do cômodo, colocou seu cappuccino, mas foi em vão, pois derramou no chão ao derrubar a xícara quando viu que os dois haviam fugido.
Jhon: COMO? MAS TEM ALARME EM TUDO QUANTO É LUGAR NESSA PORRA E ELES FUGIRAM? –Começou a notar o horário. Pelo o que vira, a última filmagem como eles eram umas 21:10, sendo que agora eram por volta das 22:00. –Impossível estarem longe com 50 minutos apenas. Vou achá-los. RICHARD, JÚNIOR! AQUI! –Em um minuto, os outros dois gays estavam na sala com Jhonatan.
Junior: Sim querido? –Perguntou com voz afeminada.
Jhon: Eles fugiram! FUGIRAM! Vamos encontrá-los. Se vistam e vão pra pickup, eles não devem estar longe. –Apressou-os e os dois subiram juntos, em poucos minutos os três já estavam arrancando pra fora da casa de novo.
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Após uns 10 minutos de corrida, Roobert e Melanie olharam pra trás juntos e repararam que já estavam um pouco distante do cárcere, pararam aos poucos a corrida e colocaram as mãos no joelho para apoiar e normalizar a respiração.
Melanie: Acha que eles vão conseguir nos achar assim, no escuro? –Virou de frente para o outro fugitivo.
Chay: Tem esse milharal aqui, qualquer coisa, a gente tá com sapato e lanterna, deve segurar a barra. –Respirava fundo, tentando se acalmar da adrenalina vivida a pouco.
Melanie: Vem, vamos andar mais um pouco. –Ligou a lanterna e começou a dar passos lentos na beira da estrada, que infelizmente não tinha nenhum movimento. Ao longo de uns 15 minutos, viram uma luz forte à frente, Melanie reparou e imediatamente desligou a lanterna ao ver de quem era o temido carro. Chay olhou para ela confuso, que somente puxou-lhe o braço plantação de milho adentro.
Melanie: CORRE CARALHO, CORRE! –Corria com dificuldade pela quantidade de pés de milho no local, desvia rapidamente de coisas do chão, tinha um ótimo reflexo.
Chay: MAS POR QUÊ? QUEM ERA? –Gritava para que a morena o escutasse.
Melanie: SERÁ QUE VOCÊ NÃO REPAROU QUE SÃO ELES? NÃO TEM MAIS FAZENDA NENHUMA PRA CÁ, A NÃO SER A DELE. PORRA! –Gritava e corria, corria e gritava, a adrenalina começava a surgir de novo nos corpos suados e quentes pelo esforço a ser feito. Tudo pela liberdade.













