Gridlock || Bartolomé & Summer
@summerbel
Por que Bart não fazia aquilo mais vezes? Ver a loja cheia lhe aquecia o coração, ainda mais em uma ocasião como aquele, que envolvia música e artistas e apreciadores. Na verdade a resposta era bastante óbvia: os tempos não eram propícios para desenvolvimento artístico e qualquer forma de aglomeração parecia cada vez mais uma possibilidade de alvo. Bartolomé mantinha-se alheio ao que chamavam de guerra, confortável em manter a Dominic Maestro um território de paz e diversão. Ele sabia que aquilo não podia durar para sempre, mas estenderia a existência daquele pequeno safe haven o máximo possível. E naquele final de tarde, quando abria as portas da loja para receber Emmi, um cantora goblin de renome nos EUA, Bartolomé não podia estar mais em casa. Havia conhecido a artista em sua primeira viagem às terras norte-americanas, já quando os bares eram abertos e podiam vender bebidas alcoólicas sem restrição; na época Emmi já era uma cantora de renome no mundo bruxo, mas compartilhou histórias sobre os anos 1920, quando ainda em início de carreira e suas apresentações era praticamente secretas. Bart falou sobre sobre sua pretensão de seguir a carreira de músico e ofereceu a loja como referência na Escócia em nome do tio, para quem trabalhava na época. Todos aqueles aqueles anos depois e ela havia se lembrado da proposta. Bartolomé, agora dono da Dominic Maestro, sentiu-se mais do que honrado em recebê-la para uma sessão de música e autógrafos e ter a casa cheia.








