porque ele é nosso Deus (Js 24, 18b)
21° Domingo do Tempo Comum
Josué 24,1-2a.15-17.18b / Efésios 5,21-32 / João 6,60-69
No post inicial, falamos um pouco sobre o seguimento de Cristo, sobre viver a vida de Cristo e o Mistério Pascal. Está experiencia, no entanto, exige uma adesão por meio da fé, sem a qual não nos é possível compreender a Cruz de Nosso Senhor e nos unir a ela. Sem a preliminar da fé, não temos coragem e não conseguimos compreender como necessária a experiencia de nos unirmos a Cristo na cruz e acabamos por viver fugindo dela.
Neste Domingo, vemos a confissão desta fé dada pelo povo a Josué:
Porque o Senhor, nosso Deus,
ele mesmo, é quem nos tirou,
a nós e a nossos pais, da terra do Egito,
da casa da escravidão. (Js 24, 17)
Eles reconheceram as maravilhas feitas pelo Senhor, que os libertou da escravidão do Egito. Outra confissão? A de Pedro, no Evangelho:
“A quem iremos, Senhor?
Tu tens palavras de vida eterna.”
Meus irmãos, vejo que esta preliminar é importante: há algo, houve um momento em nossas vidas, para além daquela fé que possivelmente recebemos pela cultura, que nos fez concluir “De fato, Deus existe”, ou ainda “Deus me ama, ele está comigo!”.
E é na força deste momento, muitas vezes não muito claro ou indizível, que podemos empreender a caminhada realmente cristã! Sem acreditarmos na presença de Deus, sem termos um relacionamento com Ele, não sustentamos a vida no seu Caminho.
São nestas veredas que dia a dia estamos, na busca de vivermos a vida de Nosso Senhor.
Nosso Deus, outrora, tirou nossos pais do Egito, da casa da escravidão. Na plenitude dos tempos Ele foi mais além: Ele resgatou o gênero humano da escravidão do pecado e da morte, por meio daquele que não dá um maná que alimenta por um tempo, mas por meio daquele que é, ele próprio, Pão da Vida Eterna.
Por isso, São Paulo conclui para a comunidade, sede solícitos (Ef 5, 21), amai-vos, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela,ou seja: adentrai o mistério da cruz (é um amor ao inimigo... Ele nos amou quando ainda éramos pecadores).
É a caminhada da vida do cristão: revestir-se de uma nova dinâmica, que não seja mais a da própria vontade, mas a da entrega e do serviço em vista do outro, pois é neste esforço, feito na comunidade, que o Senhor faz de nós criaturas novas, pelo poder de sua cruz.