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SUPER NITENDO É bom vale apena game retrô
Monstania: Fadas e Decepção | Resenha
Olá bando de doidos, a resenha de hoje é de UMA BOMBA! E não, o jogo não é tão bom que parece um estouro, é tão ruim como se fosse uma bomba caindo em você e te explodindo todo! Tá bom, talvez eu esteja exagerando um pouco, mas eu fui guerreiro em jogar esse titulo até o fim e por isso posso me dar o luxo de dar umas exageradas.
MONSTANIA é o nome desta pérola para Super Nitendo, lançado em 1995! Você provavelmente nunca ouviu falar deste jogo, afinal de contas até foto para por na matéria foi difícil de achar de tão desconhecido esse pseudo-rpg é. MAS PORQUE "PSEUDO-RPG"? Porque mesmo tendo elementos de RPG essa bomba passa longe de ser um. Além de ser linear, você não pode fazer escolhas em momento algum da gameplay, apenas falsas escolhas que resultam sempre no mesmo final - independente da opção que você escolher. Além de você não pode comprar coisas... Não pode comprar armaduras ou medicina e muito menos andar livre pelos cenários.
Monstania é um jogo linear em 2D onde você assume o papel de Fron e Tia (um casal de adolescentes) que vivem em um mundo que da o nome ao jogo. É um game de estrategia que lembra vagamente (sério, muito VAGAMENTE mesmo) o jogo Final Fantasy Tatics. Na história (MUITO MAL FEITA, CARA) O personagem Fron vê uma luz brilhante que julga ser uma Fada (seres que segundo a lenda existiam no mundo deles mas hoje em dia são raras). Dai a partir disso ele resolve arriscar a sua vida e de sua namorada Tia simplesmente para perseguir esse maldito vaga-lume, opa, quero dizer, fada!
A história é péssima! E eu falo sério! O conceito da historinha é legal e teria saído okay se tivesse sido bem desenvolvida, mas foi muito mal executada. Os personagens não tem motivos convincentes para correr os riscos que correm e os motivos que os roteiristas criam para irem a tal lugar são muito mal escritos e tem momentos que aparecem furos imensos na história, sem contar que eles criam novas partes da trama só para tapar buraco. A imagem que me passa a cabeça ao jogar esse game é que esse roteiro foi escrito por crianças de 8 anos de idade. Sabe quando crianças se juntam para brincar de aventuras pelo quintal e vão criando uma estoria narrativa enquanto brincam? É exatamente assim o enredo de Monstania, uma enxorada de improvisos. O game conta com personagens que irão ajudar a Fron e Tia durante sua jornada. No entanto eles terão estadia curta, apenas uma ou duas fases e depois vão embora (com exceção de Chitta, que é a terceira personagem principal do game). Durante a gameplay você só poderá manusear dois personagens e as vezes terá apenas o Fron (como na maldita fase dos espíritos do vento).
E a gameplay? O ponto positivo do jogo é a gameplay, ela diverte, vai. O jogo é de longe muito fácil, principalmente quando você aprende a administrar sua mana ao alternar de personagem (enquanto estiver jogando com um personagem a mana do outro irá se restaurando aos poucos), mas mesmo sendo fácil, é bem possível você morrer em diversas das fases se não souber exatamente qual poder deve usar ou o que tem de fazer ali. E isso torna o jogo até que atrativo. Das poucas pessoas que encontrei que havia zerado Monstania, a principal critica foi a duração da gameplay (apenas 4 horas de jogo), eu terminei em 3:45 e achei muito! Sério, a história mal feita e os bugs que existem em alguns leveis fazem esse jogo irritar um pouco, uma gameplay de quase 4 horas é até muito para um game com história tão medíocre.
Se você não se importa com alguns bugs, gameplay fácil e uma história PÉSSIMA, então conheça Monstania, um game rápido e em português! Mas eu não aconselho, tem muitos títulos excelentes para o SNES, Monstania não é um deles.
Gráficos: 7,5
Jogabilidade: 7,0
História: 0
Desenvolvimento da história: 0
Personagens Carismáticos: 0
Musica: 6,0
NOTA FINAL: 3,4
Chrono Trigger | Resenha
Ola Pixelados, eu disse que quando terminasse Chrono Trigger eu iria fazer uma resenha sobre. Pois bem, 12 dias depois de ter iniciado uma aventura pela Vila Medina eu finalmente terminei o jogo, e em 22 horas de gameplay eu consegui matar o filho da puta do Magus e finalmente encerrar aquela novela mexicana que é o roteiro desse game. Chrono Trigger é um RPG de batalha por turno, lançado lá em 1995 para o Super Nitendo e posteriormente para uma caralhada de outros consoles porque o jogo fez MUITO sucesso, e até hoje, anos depois, ainda é considerado por muitos um dos melhores RPG's já feitos.
Mas ele é um dos melhores RPG's já feito? DEPENDE! Chrono Trigger inovou para a época dele e encantou os jogares com a história de viagens no tempo para salvar o mundo, além de você poder conseguir 10 finais diferentes do jogo. Tudo irá depender das quests que você fizer ou deixar de fazer além de outros fatores. Vale lembrar que o jogo foi feito por uma equipe invejável, até o Akira Toriyama tava metido com Chrono Trigger (criador de Dragon Ball, sabe? Por isso os personagens parecem tanto com o anime). Eu particularmente gostei muito do jogo, mas confesso que em partes da gameplay eu me cansava da enrolação que era a história. Eles não se esforçaram muito para dar um upgrade no roteiro e em algumas partes parecia mais que você estava apenas jogando "fillers", e não, eu não estou falando de side-quests. Mas isso não prejudica muito o jogo não, só arrasta um pouco a história.
Um dos pontos positivos para mim foi exatamente as viagens no tempo. Muito legal você poder voltar para a pré-historia, ou visitar a Vila Medina nos anos 600. Olhar as construções e ver o que mudou e o que continua o mesmo, conhecer os ancestrais dos personagens da cidade, poder fazer quests que precisam que você viaje de um tempo para o outro - e consequentemente mudar a historia dos aldeãos, o modo como pensam ou até mesmo o caráter (sim, dependendo das suas ações com os ancestrais eles podem mudar a forma que veem o mundo e ensinar isso para as futuras gerações). Outro ponto positivo são as técnicas que você aprende. Tu só pode jogar com três personagens na batalha, esses personagens irão aprender técnicas únicas se forem upados juntos, e você pode modificar a sua party como desejar. Eu particularmente preferi encerar o jogo com o Frog, Chrono e Ayla. Pois a Ayla e o Frog tem uma técnica dupla chamada Super Beijo que restaura bastante HP de todos os personagens e isso foi muito conveniente ao enfrentar o Magus que soltava ataques poderosos que tirava metade de sua vida.
[Essa parte pode conter spoilers sobre os laços dos personagens]
Minha experiencia com Chrono Trigger foi muito boa, mas confesso que não via a hora de terminar logo. 22 horas de um jogo que não trabalha tanto assim os laços entre os personagens as vezes pode cansar. Eles meio que forçam uma amizade do Robô com a Lucca, mas o pouco que foi apresentado dos dois como amigos não é o suficiente para convencer. Princesa Marle e Chrono aparentemente são um casal, ata!! Chrono não diz uma palavra durante o game todo e tentam nos vender esse romance sem pé nem cabeça. Até a amizade da Ayla com o Chrono é mais forte do que os laços da princesa com ele. E isso é bastante chato para um RPG onde deveria ter bastante diálogos para nos convencer daquela história ali. Outra coisa chata é que nas "animações" só os personagens que estão em sua party que interagem, perdendo mais ainda a chance de poder criar vínculos.
Chrono Trigger marcou gerações e ainda marcará muitas graças aos ramakes, emuladores e tudo mais de bom que a internet e a tecnologia nos proporciona. Se você estava indeciso de começar a jogar eu aconselho que jogue, os pontos negativos são poucos e vale muito a pena conhecer a historia desse joguinho e fugir um pouco da idade media que jogamos atualmente nos games da geração atual e viver algo mais magico e com gosto de nostalgia.
Gráficos: 8,9
Jogabilidade: 9,5
História: 8,8
Desenvolvimento da história: 7,5
Personagens Carismáticos: 7,9
Musica: 8,9
NOTA FINAL: 8,5
Quem nunca?! Épico