✉ (troy)
[TEXT] I’ve expanded my IOU that you owe me to two drinks.
[TEXT] Because I just realized you didn’t compliment my painting
[TEXT] Which is just rude.
[TEXT] So now I deem that worthy of a second drink.
seen from Iraq

seen from Netherlands

seen from United States
seen from Brazil
seen from Yemen
seen from United States
seen from South Korea
seen from Brazil

seen from United Kingdom
seen from Germany
seen from Canada

seen from Netherlands
seen from United States

seen from Canada
seen from United Kingdom

seen from Malaysia
seen from Singapore

seen from United States

seen from United States

seen from Italy
✉ (troy)
[TEXT] I’ve expanded my IOU that you owe me to two drinks.
[TEXT] Because I just realized you didn’t compliment my painting
[TEXT] Which is just rude.
[TEXT] So now I deem that worthy of a second drink.
Fightless bird || Gangmason
Os romanos hesitavam minimamente à passagem pelas defesas gregas do acampamento em ruínas, como se fosse um momento solene esse de ultrapassar a linha divisória. Menos para Wolfgang. O garoto passou como se nada visse, cego pelo ódio daqueles que pensara ser algo melhor. Ok, não chegara a pensar tão bem assim deles e este talvez sejam o motivo dele ter entrado no acampamento Júpiter sem nenhum rancor das experiências passadas. As vozes que alguns reclamaram não existiam na cabeça do filho de Nêmesis, de tão assimiladas e aceitas eram a entoada infindável da escória grega. Wolfgang empurrou alguns com os cotovelos, se adiantando nas fileiras muito bem organizadas e se afastando pela lateral onde teria mais chances de encontrar algum desavisado. Algum tão inocente grego pronto para ser abatido com um golpe preciso de seu florete dourado e brilhante. Os pretores e Lupa, os deuses e sabem-se lá mais quem, podiam ficar com a formação ponta de flecha e a característica marcha grega. Podiam ficar com as glórias, não se importava. Gates queria sangue. Queria algo mais físico e intenso do que a proteção branca reforçada da esgrima lhe oferecia.
Ele desceu pela colina, vendo aquela resistência próxima ao patético de seus adversários. Como um acampamento poderia ter durado tanto tempo vivendo daquela maneira? Não era a toa que a força defensiva gritava e caía com a surpresa do ataque maciço. De vez em quando seus sentidos formigavam, captando a dor e o sofrimento alheio das batalhas próximas. Não conseguiria desligar o poder assim tão fácil, tão repentinamente. Queria, de algum maneira, sentir a intensidade da dor que provocaria, provocando mais e mais caso não fosse suficiente para satisfazer seus desejos. Claro, ele sentiria numa escala bem menor, mas proporcional ao real. O que aconteceu entre a chegada e a localização de seu alvo se perdeu na memória, um borrão indistinto de sangue e flashes da arma metálica cortando o ar. Wolf podia sentir os pingos vermelhos engrossando e ressecando no rosto desnudo e na armadura feita para ele. O pulso reclamava um pouco pelo uso mais forte e brutal, e estava desacostumado pelo treinamento excessivo adotado no ‘novo’ velho acampamento.
Os olhos escuros como carvão pegaram os castanhos chocolates no meio do ato, o sorriso diabólico erguendo a lado direito de seu lábio. Wolf sentia um gosto adocicado e amargo conflitante na ponta da língua, fruto dos mesmos desejos conflitantes que lutavam dentro de si. Como era difícil resistir a tentação daquela presença, como era tentador abandonar o plano e tornar aquilo pessoal e torturante. Não. Atenha-se ao que planejara, cumpra os sonhos acordados que se via tendo na espera de algo mais emocionante do que um discurso mental sobre coisas que já sabia sobre gregos que já ganharam seu toque vingança. Gates pulou o corpo sem vida de algum ser não identificado, dando mais atenção ao fato que o chutava levemente do que os gritos ao redor. “Nos encontramos novamente, professor, para uma aula que você não poderá fugir.“ A espada brilhou no ar ao ser levantada, novas gotas sanguíneas se juntando a constelação que se formava no pescoço e rosto do garoto. Seus passos eram lentos, mas determinados, mostrando e avisando para todos ao redor que aquela luta era dele. Assim como a vida de seu oponente.
I put a spell on you || Gangmason
Memórias são pequenas criaturas esquivas. Pequenas, covardes e rápidas, bastando um movimento brusco para desaparecerem no mais límpido ar. Nem o movimento harmônico, lento e sensual de Wolfgang ao se aproximar das presas era suave o suficiente para agarrar essas memórias esquivas. As pontas dos dedos roçavam, parecia, em suas bordas, mas na verdade se afundavam e apertava partes do corpo que não pertenciam ao seu corpo bem construído. Não tinha pensamento, não achava que poderia ter depois dos triplos e quádruplos desafios que ele e Arthur tinham se submetido. Oh, o gosto doce do álcool, o doce viscoso dos lábios pintados, o sabor salgado de pele e membros que se jogavam num frenesi alcançado pela música. Era sensação. Wolf não era nada mais que um receptáculo para os cinco sentidos sem que estes passassem pela mente que podia ser seletiva demais quando queria. Mesmo que em são consciência não tivesse recusado ou inibido três ou quatro vezes em que o meio da pista de dança não era suficiente nem em espaço, nem a privacidade, nem chegasse ao patamar que queria ao jogar alguém contra a parede – como se o banheiro fosse um lugar muito grande. Por isso, o sol pontuava e iluminava esse trajeto que ambos resolveram percorrer. O poente em suas costas, avermelhando e inflamando os instintos que cresciam dentro de si só com a expectativa, e o nascente. O cálido brilho pálido suave demais para não ferir os olhos ofuscados pela noite eterna e brilhante. Seguiram a passos trôpegos, rindo sem falar porque ou palavras para situar de quem o quê falavam. Não precisava. Nesse quesito eram tão semelhantes que podiam muito bem ler a mente um do outro.
O chalé chegou, o frio da orla marítima arrepiando a pele sensível, e os resquícios da bruma de água salgada trabalhavam de maneira estranha sobre o filho de Nêmesis. Se perdeu no espaço confinado de Arthur, ficando em pé no meio do recinto desorientado. Confuso. Excitado. Bolhas e salpicos. Água corrente. Fonte. Wolf se encaminho para a bacia de algas no canto e acariciou as moedas douradas que trazia no bolso como a uma amante, em local não visto por olhos não autorizados. Com as mãos em concha, encheu as palmas de água e levou ao rosto, molhando desde os cabelos até o colarinho da camisa meio aberta. A água salgada pinicou em seus olhos, mas o frescor desanuviou a espessa névoa que embotava seus sentidos. What should I do? Tamborilou os dedos na borda, o som ressonante do chalé indicando somente a presença de um de seus ocupantes – e que ficaria assim por um bom tempo. Estendeu a mão e pousou a cortina para o lado. Maravilha.
Os raios solares fracos refletiriam nos borrifos de água e fizeram um arco-íris frágil. A ideia surgiu no momento seguinte. Pegou um dracma e segurou-o na mão, ao lado da bruma. “Íris, eu fodi seu filho na primeira vez dele e ele amou. O mínimo que pode fazer é me dar essa ligação de graça.” O dracma desapareceu mesmo assim. Não precisou falar quem era, não chegava a ser mistério em quem os pensamentos de Wolf giravam. A imagem se formou, mas ele não entendeu o que estava acontecendo. “Isso aqui está funcionando?” Colocou os dedos na borda da projeção e a sacudiu de leve fazendo a conexão falhar e chiar. Logo, estabilizou e o rosto conhecido (e penas familiares) apareceu em seu campo de visão. “Troy, Troy, Troy. Onde você está? Quero retribuir o seu favor com o soco no rosto.” Apoiou-se com as duas mãos na bacia e se inclinou para frente, diminuindo a visão do cômodo revelador por trás. “Perguntaram para mim o que era e eu falei que foi uma briga. Que eu venci.” Os lábios repuxaram num sorriso irônico, o rosto descendo um pouco e os olhos subindo, buscando os dele. “Eu venci, não foi? Você foi o primeiro a recuar e puf tchau Wolf” Acenou para ninguém em particular. “Quero agradecer por esse gesto gentil, o de me mais um fato verídico para me gabar.”