Eu tô levando tudo de mim Que é pra não ter razão pra chorar.
Los Hermanos.
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Eu tô levando tudo de mim Que é pra não ter razão pra chorar.
Los Hermanos.
Adeus
você.
Vê se te alimenta E não pensa que eu fui por não te amar.
Los Hermanos.
✈️
E com cinco dedinhos pra você faço um sinal Tchau, tchau, tchau
2017
Hoje é o último dia do ano e eu realmente preferiria estar digitando no meu notebook porque seria muito mais prático.
Hoje é o último dia do ano e eu estou bem longe de casa.
Hoje é o último dia do ano e eu não estou triste.
Todo ano eu faço uma retrospectiva em vídeo sobre o que aconteceu durante esses 365 dias, esse ano vai ser um pouco diferente, vai ser digitado.
Eu já perguntei para alguns dos meus amigos o que eles tinham achado desse ano, a maioria me respondeu que foi um ano ruim. E quando eu parei para refletir sobre como esse ano tinha sido pra mim, eu percebi, com um tom de surpresa, que eu não considerava esse ano como um ruim. Obviamente, ele não foi o melhor da minha vida, mas também passou longe de ser o pior. Acho que a última metade dele fez tudo valer a pena. É uma sensação diferente, devo dizer… Eu estou animada na verdade, tranquila, apesar dos pesares.
Esse ano foi sem dúvidas, palco de muitos aprendizados, dores de cabeça, perdas, medos se tornando realidade, e crescimento pessoal.
Agora que paro para pensar nas coisas que aconteceram eu consigo me lembrar melhor das sensações do que dos acontecimentos de fato. Se tivesse que fazer uma analogia diria que eu comecei o ano no fundo do poço, amargurada, triste, vazia. Parece que estava sempre me colocando em segunda posição em relação à tudo e todos. Não consigo descrever a sensação com palavras, eu apenas me lembro. Apenas me recordo do sentimento de nunca ser suficiente. De nunca me sentir suficiente. Acho que isso se sucedeu por alguns meses. Tive períodos depressivos meio intensos. Não tinha vontade de sair de casa, nem de ver ninguém. Dias na cama, horas dormindo.
Mas claro que durante esse tempo, tiveram coisas legais. Fui ao cinema com alguém que sempre gostei muito aka crush do cursinho. Fui ao show do Luan. Fiz viagens no carnaval pela primeira vez na vida e…GOSTEI.
A faculdade não teve as melhores matérias, mas teve uma que fez uma diferente gigante na minha vida: PSICOLOGIA SOCIAL. Eu me apaixonei muito e trouxe (tento trazer) para minha vida.
Comecei a ir para baladas também, ganhei um senso de liberdade dançando com música alta que nunca tinha sentido antes. Fiquei bêbada pela primeira vez (e contínuo ficando ocasionalmente).
Aí chegou junho e foi o pior mês do ano. Doeu doeu doeu. Eu chorei chorei chorei. Alguns dias depois eu decidi que não iria chorar mais. E foi aí que tive um dos aprendizados desse ano: nunca coloque outra pessoa acima de você. Nunca chame isso de amor. E continuou doendo claro. O sensação de traição dilacerando meu coração. As lembranças que me atormentavam. A cena ficou na minha cabeça de repetindo se repetindo se repetindo durante dias e dias e dias. Todo esse sentimento se juntou com tudo que eu já sentia e eu pensei que fosse morrer. Que tola, obviamente eu não morri.
Junho passou. Faculdade voltou. Minhas amigas estavam lá. Cada dia uma luta interna diferente.
Me faltava um senso de direção. Algo em que acreditar. Algo para fazer. E aí eu encontrei a DCM e foi a melhor coisa que aconteceu esse ano. Eu fiz palestras, eu me envolvi, eu conheci pessoas sensacionais. Eu vi o mundo através dos olhos de outras pessoas e isso fez eu me apaixonar pelo terceiro setor e mais ainda por Psicologia Social.
Dei pt no meu aniversário é minha mãe cuidou de mim. E minhas amigas também. Saí para festas com minhas amigas e nos divertimentos demais.
Segundo semestre na faculdade quase me levou a loucura: trabalhos, apresentações, provas, eu lutando para acreditar que uma nota é apenas uma nota.
O cenário mudou. O plano de fundo que era marcado pela tristeza recorrente se dissipou. Eu posso não estar extremamente feliz, mas eu não estou mais distimica. Uma sensação de liberdade e bem-estar tem se apoderado de mim. Parece que tenho cada vez mais adquirindo um senso de direção. Tenho gostado mais da vida e mais de mim. E isso é incrivelmente bom.
Claro que teve muitas outras coisas que ocorreram que agora eu não me recordo, mas que com certeza contribuíram de uma forma ou de outra para que eu chegasse nesse atual estado.
2017 foi um ano louco. Eu chorei, eu sorri, eu odiei, eu gostei. Que ano que vem não exista nada de tóxico em minha vida.
2018 eu quero você!
Ps: foi o ano em que eu vi o comeback de snsd pela primeira vez. Foi o ano em que vivi momentos emocionantes com elas. Chorei demais e fui feliz demais. Essas meninas me proporcionaram muitos bons momentos e eu sei que vão continuar me proporcionando. Que tenha muito mais SNSD em 2018!
- Isa, I am extremely proud of you! ❤
afasta
Se afasta Se não quer me amar Se afasta Já esperei de mais Se afasta Vou procurar outro Se afasa
Acho que a sensação mais libertadora do mundo é perceber que aquelx amigx que você amava mais que tudo e nunca deu muita bola pra você não tá fazendo falta nenhuma, e você na verdade não se importa e não leva mais nada a sério