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99. Tereu, Procne, Filomela e Ítis
Tereu, enlouquecido, ora tenta abrir o peito e extrair o horrendo manjar, ora tenta matar as irmãs. E os três se transformam em pássaros: Tereu em poupa, Procne em andorinha, Filomela em rouxinol.
(Filippo Falciatore - Tereus, Procne and Philomela)
98. Tereu, Procne, Filomela e Ítis
Ao ler a mensagem, Procne, desvairada de dor, corre pelo bosque para libertar a irmã. Chegadas a casa, Procne planeia a vingança. Entra o filho, que é parecido com o pai e decide o que fazer. O seu coração de mãe fraqueja quando o menino a abraça e mima mas, olhando para a irmã que não pode falar, arrasta o filho para uma parte distante do castelo. Não se condoeu das súplicas do menino, que percebeu o seu destino, e a abraçava e gritava:“Mãe! Mãe!” Matou-o com uma espada, de um só golpe e sem desviar o olhar. Filomela degola o menino, cozinham-no e dão-no a comer ao pai que “atafulha o estômago da sua própria carne.” Quando Tereu chama pelo filho, Procne diz:“Quem procuras tens aí dentro.” E Filomela atira a cabeça de Ítis à cara do pai.
(Peter Paul Rubens - Tereus’ Banquet)
97. Tereu, Procne, Filomela e Ítis
Tereu e Procne casaram e tiveram um filho, Ítis. Cinco anos depois, Procne pede ao marido, como prenda, que lhe vá buscar a irmã, Filomela. Ele acede e, de barco, vai a casa do sogro, pedir que o deixe trazer a cunhada para visitar a irmã. Assim que a vê é tomado de paixão e luxúria. No regresso, arrasta-a para um curral num bosque, onde a enclausura e viola. Ela ameaça contar tudo e Tereu, com a espada, corta-lhe a língua. Quando volta para casa, diz à mulher que a irmã morreu. Passa um ano e Filomela continua prisioneira. Ocorre-lhe, então, utilizar um velho tear e bordar o crime de que foi vítima. Através de uma serva, envia o tecido para a irmã.
(Edward Burne-Jones - Philomela)