Saúde Pública
Olá pessoal!
Na publicação de hoje iremos falar sobre as políticas de redução de danos, assim como o trabalho feito nos Centros de Atenção Psicossociais Álcool e Drogas (CAPS ad). Sabemos que hoje existem milhares de pessoas que fazem o uso abusivo e prejudicial de álcool e outras drogas, que se encontram em situação de rua ou até mesmo com uma família estabelecida, pessoas essas que se estão em um sofrimento psíquico cruel. Como ajuda-las? De que forma as políticas públicas atuais contribuem para uma vida melhor dessas pessoas? Esperamos que ao final dessa publicação todas essas questões sejam respondidas de forma clara! Boa leitura.
Os CAPS são instituições destinadas a acolher pacientes com transtornos mentais, estimular sua integração cultural, social e familiar, apoiar suas iniciativas por busca de autonomia e oferecer atendimento médico e psicológico. Devem funcionar como articuladores estratégicos da rede de atenção à saúde mental, promovendo vida comunitária e autonomia dos usuários (Ministério da Saúde, n.d.).
As pessoas atendidas nos CAPS são aquelas que apresentam intenso sofrimento psíquico, que lhes impossibilita de viver e realizar seus projetos de vida. São, preferencialmente, pessoas com transtornos mentais severos e/ou persistentes, ou seja, pessoas com grave comprometimento psíquico, incluindo os transtornos relacionados às substâncias psicoativas (álcool e outras drogas) e também crianças e adolescentes com transtornos mentais.(Ministério da Saúde, n.d.).
Falando agora do CAPSad, que pode-se considerar como uma extensão dos CAPS, destina-se exclusivamente a pacientes com transtornos psicológicos consequentes do uso prejudicial e abusivo de álcool e outras drogas, criado em março de 2002 tem como objetivo atender esses pacientes diariamente, oferecendo serviços e tratamentos diversos, o atendimento nessa rede pode variar entre diário, intensivo, semi-intensivo ou não intensivo.
Os CAPSad desenvolvem uma gama de atividades que vão desde o atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação, entre outros) até atendimentos em grupo ou oficinas terapêuticas e visitas domiciliares. Também devem oferecer condições para o repouso, bem como para a desintoxicação ambulatorial de pacientes que necessitem desse tipo de cuidados e que não demandem por atenção clínica hospitalar.(Ministério da Saúde, n.d.).
Atrelado à atuação dos CAPSad está a política de Redução de Danos, que pode ser definida como estratégias que se orientam para a minimização dos riscos e danos biológicos, psicossociais e econômicos decorrentes do uso ou abuso de drogas sem que seja preconizada a abstinência imediata (Andrade TM)
Os CAPSad são, fundamentais para o desenvolvimento das propostas da Política do Ministério da Saúde para a Atenção Integral aos Usuários de Álcool e outras Drogas, e precisam ser qualificados para garantir ação efetiva e resolutiva sobre o fenômeno do consumo problemático de substâncias psicoativas. (Ministério da Saúde, 2004.)
Na política de Redução de danos, não se envolve o julgamento de valor sobre o usuário da rede, não está em questão se a ação do indivíduo em usar ou não álcool ou drogas é certa ou errada, o uso é um fato, a RD se propõe nesse contexto a diminuir os prejuízos causados por essa ação, sem condená-lo. A redução de danos não se limita ao abandono do uso de drogas, mas preza sobretudo por garantir melhor qualidade de vida para esse indivíduo. Assim como toda a rede CAPSad.
Referências usadas no texto:
Andrade TM. Redução de danos: um novo paradigma? In: Tavares LA, Almeida ARB, Nery Filho, A, organizadores. Drogas: tempos, lugares e olhares sobre o consumo. Salvador: EDUFBA; 2004. p. 87-95.
Ministério da Saúde. (n.d.). CAPS. Recuperado 21 de novembro, 2009, http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=29797&janela=1
Ministério da Saúde. (2004.). A política do Ministério da Saúde para Atenção Integral a Usuários de Álcool e outras Drogas. Brasília, DF: Ministério da Saúde; 2004a.















