Nossa história começou de uma forma meio cômica. Do nada, eu já estava na tua e você dizia estar na minha. O tempo foi passando e eu fui me apaixonando mais, me apegando mais a cada detalhe teu, descobrindo teus defeitos e aprendendo a conviver com eles; e apesar de todo o esforço que eu fiz, de todo o ciúmes que eu segurei, você me enganou. Não fostes capaz de falar a verdade desde o princípio e simplesmente me fez sentir tudo aquilo e me largou, do nada, de uma hora pra outra, do dia pra noite. Eu não entendi direito — para ser sincera, até hoje não entendo muito bem —, mas aceitei; segui minha vida, conheci um novo rapaz, me apaixonei por ele… aí você voltou, pediu perdão por todo o perrengue que me fez passar. “Amigo, quem perdoa é Deus! No máximo eu posso te desculpar”, foi o que eu disse. Mas sabe aquele sentimento, toda aquela paixão? Não existe mais. Ela se foi junto com você e ficou por lá mesmo. Agora eu tenho um cara que me ama, faz o que pode e não pode para me ver sorrir, enquanto você ainda corre atrás de mim… para! Eu não te desejo o mal, muito pelo contrário: te desejo uma mulher foda e que te faça feliz pelo resto de sua vida, mas essa dai não sou eu.