Do Aperreio ao Aconchego
Aperreio é aquele aperto no coração, aquela agonia, aflição que te tira o sossego.
Há vários tipos de aperreio, mas esse que me torce o peito é daqueles que parece não ter razão. Entro em modo alerta, atenta a qualquer movimento em falso, uma paranóia discreta e os dias passam abafados.
Esquecer um aperreio, ou ao menos pô-lo de lado não é tarefa fácil, das piores guerras que se trava, são nos silêncios nublados.
Para vencer esses momentos, esses dias tão nublados, preciso do seu aconchego e da segurança do seu abraço.
Aconchego é aquele beijinho no pescoço, é acordar com preguiça e se enroscar no atraso para o trabalho.
A cura do aperreio é o aconchego.
Quando você segura minha mão de mansinho, e pergunta se eu quero café. Percorre as minhas costas acalmando meu coração com a ponta dos dedos e uma dose de carinho.
Do aperreio ao aconchego de mansinho, assim calado, você sabe quando meu coração dorme inquieto, agitado, encontra meu meio no ninho, dá-me a volta e tudo é claro.













