Não é um espetáculo para olhos pudicos

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Não é um espetáculo para olhos pudicos
Shadow
- Os deuses nos invejam. Eles nos invejam porque somos mortais. Porque todo momento pode ser o último. Nós estamos fadados a isso! Você nunca mais ficará linda como está agora. E nós, nunca mais estaremos aqui de novo!
" Don't underestimate the allure of darkness, even the purest of hearts are drawn to it. "
“This sentence has five words. Here are five more words. Five-word sentences are fine. But several together become monotonous. Listen to what is happening. The writing is getting boring. The sound of it drones. It’s like a stuck record. The ear demands some variety. Now listen. I vary the sentence length, and I create music. Music. The writing sings. It has a pleasant rhythm, a lilt, a harmony. I use short sentences. And I use sentences of medium length. And sometimes, when I am certain the reader is rested, I will engage him with a sentence of considerable length, a sentence that burns with energy and builds with all the impetus of a crescendo, the roll of the drums, the crash of the cymbals–sounds that say listen to this, it is important.”
― Gary Provost
Comecei a chorar baixo e ela desfez gentilmente o nó apertado de mim, até deitar minha cabeça em seu colo. E murmurou com a voz tristonha, afastando meu cabelo da testa, as mãos sobre meu rosto quente:
- Eu sei. Ás vezes é ruim, não é? Você tem uma pedra no coração e há dias em que ela fica tão pesada que não há nada que se possa fazer. Mas você não precisa ficar sozinho por causa disso. Devia ter-me procurado. Eu compreendo.
Afagou meigamente o meu cabelo, o que só me fez chorar mais.
- Eu sinto saudade dela - falei antes de me dar conta de estar falando. Aí, mordi o lábio, antes que pudesse dizer mais alguma coisa. Trinquei os dentes e balancei furiosamente a cabeça, como um cavalo lutando contra as rédeas.
- Você pode falar - disse, com ternura.
Tornei a balançar a cabeça, e, de repente, as palavras jorraram de dentro de mim:
- Ela dizia que eu cantei antes de falar. Dizia que, quando eu era só um bebê, ela tinha o hábito de cantarolar quando me segurava no colo. Não era nada parecido com uma canção. Só uma terça descendente. Apenas um som para me tranquilizar. E aí, um dia, ela disse que estava passeando comigo pelo acampamento e me ouviu ecoar seu som. Duas oitavas acima. Nós a cantávamos de trás para frente um para o outro. Durante anos.
Engasguei e trinquei os dente.
- Pode falar - disse, mansinho. - Tudo bem se você falar.
- Eu nunca mais vou vê-la.
Desengasguei-me. E aí comecei a chorar de verdade.
“Sei muito bem o que os homens pensam de mim e sei também de todo o mal que procuram dizer da loucura, mesmo entre os loucos.”
“Elogio da Loucura” Erasmo de Rotterdam