“are they dead? did you kill them?”
Não esperava encontrar Louisa ------ depois de dez anos sem sequer olhar para a rainha, Maxim pensara que talvez o destino tivesse sido grato a ele, e não precisasse olhar para a mulher ------, mas, efetivamente, esperar não era a mesma coisa que os frios fatos da realidade. Tampouco esperava encontrar com soldados de escalão baixo enquanto bêbado, cambaleando entre os corredores do palácio de Angeles. Não se lembrava dos exatos detalhes, a bebida era a melhor forma de amnésia que Maxim poderia encontrar, mas voltou a si assim que a morena lhe interpelou, olhos arregalados ante a visão do romeno ensanguentado e, aos seus pés, uma confusão de panos encharcados de sangue e soldados desacordados. Maxim meramente trincou o maxilar, escolhendo engolir a responder à rainha na primeira oportunidade. Não mais era um reles militar, era fato que agora era capaz de discutir em pé de igualdade com todos os soberanos que transitavam dentro e fora de Angeles, no mundo inteiro. Arqueou uma das sobrancelhas depois de um longo tempo, levantando a garrafa de vinho tinto ------ quebrada, as extremidades ainda eram ungidas pelo líquido escarlate viscoso. Assentiu levemente; bem, ao menos aquilo explicava alguma coisa, então deu de ombros, buscando pisar um pouco longe do círculo de desastre que causara, na direção da rainha. Jogou fora a garrafa antes de se aproximar suficientemente para machucá-la. Fato era que Maxim nunca fora das pessoas mais estáveis, psicológica ou emocionalmente, e provavelmente Louisa corria risco naquele momento, mas o moreno meramente acariciou uma das bochechas antes de sorrir, respondendo-a por fim. “Não posso dizer que estão vivos.”










