Chuva no telhado
Às duas horas o calor é insuportável e você sua como se estivesse a ponto de derreter. A maioria das pessoas descansa depois do almoço, se possível, na frente de um ventilador. A expectativa hoje é de chuva, mas nunca se sabe, no entanto, se as formigas forem para casa, pode saber, a chuva virá. Hoje a distribuição da energia no Timor-Leste está um pouco melhor do que o que relataram meus amigos um tempo atrás: eles disseram que a distribuição de energia chegava a poucos distritos, hoje, porém, aqui em Ramaskora, Maliana, você pode comprar “pulsa” (eletricidade) nas vendinhas na rua, como se fosse uma recarga de celular. Você pode recarregar dois dólares, cinco, vinte, conforme seu bolso permitir naquele dia. Uma casa normal (sem geladeira, sem eletrodomésticos, apenas com uma pequena TV, talvez uma panela elétrica ou fogareiro elétrico para o arroz e dois ou três ventiladores) gasta cinquenta centavos de dólar por dia. Isto é, a energia é muito cara comparada ao preço que pagamos no Brasil. Enquanto escrevo, escuto as gotas de chuva nas telhas de alumínio. A chuva é benção de Deus e é possível que a gente vá para cama com temperatura entre 28 ou 30 graus! Será uma noite fresca! No quintal, as beringelas e os mamãozeiros dançam ao vento. Atrás da casa, o arrozal se renova a cada chuva! Como sempre, as crianças rolam nas poças de água até que suas mães fiquem bravas. Não, a terra não cheira à molhada, ela é dura e arenosa, formam-se poças, mas a água não cala a terra. Não há muito barro por aqui, pelo contrário, a chuva deixa as pedrinhas e as pedronas escorregadias para as motocicletas passarem. Os dias têm sido diferentes. Não dá para saber o que se esperar de um outro país. Somente um Deus soberano sobre todas as coisas poderia colocar em meu coração amor por uma terra que meus pés nunca tocaram. Como é bom conhecer o Timor! Tudo me assusta. Às vezes, nada me assuta! Os comportamentos inesperados, o desafio de aprender a língua, as longas viagens em microvans ou caminhões, os preços absurdos... ora me assustam, ora não. Se, de fato, temo alguma coisa, é algo dentro de mim, minha incapacidade de pôr em prática os sonhos que tenho sonhado com Deus. Sim, Deus tem planos para o Timor, coisas que ainda não se concretizaram, e nenhum deles será frustrado. Mas eu quero ser ferramenta preciosa nas mãos do Senhor, sem me desviar do caminho, sem dizer não para nada que ele colocar à minha frente. Ser fiel! E não é isso o que todos nós queremos? Meus medos não fazem sentido. Ainda assim preciso ser corajosa e tenho sido, surpreendendo até a mim mesma. A graça de Deus tem sido amiga companheira, sempre colocando minha mente e coração em sintonia com o Pai. Acompanhe minha viagem pelo facebook. Espero que você curta e compartilhe. Quem sabe você pode ser meu parceiro para a implementação do Projeto Baruque. Não deixe de falar comigo [email protected] Até logo,














