possuía uma humaneza estrondosa
e em benefício de nada e nem de si mesma
sustentou-a até o fim da vida.
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possuía uma humaneza estrondosa
e em benefício de nada e nem de si mesma
sustentou-a até o fim da vida.
sou alvo da impermanência o meu sepulcro são culpas criando asas minha cruz são os passos que não soube dar aterrei todos os sonhos do mundo, Pessoa não temo a certeza que me resta, essa grande e absurda solidão.
Você não sabe mas depois de você eu desenvolvi uma espécie de falta de ar onde em nenhum exame clínico consta alterações em meu organismo para diagnóstico, ela apenas existe, dorme e acorda comigo, vive comigo, é uma dança arriscada qual não posso me desvencilhar. Como todo e qualquer ser vivo, já não sou a mesma, na verdade, hoje você não gostaria de mim porque até para mim é um sacrifício, me tornei uma mulher detestável, pessimista e descrente de tantas coisas, coisas simples como acreditar que mereço amor e que ainda sou uma criatura graciosa, que sempre fez das tripas coração ignorando o despreparo me travando a garganta, essa coisa toda de dualidade, de um ser muito bom mas humano, exposto e deteriorável. Meu coração maior que cidade não me salvou da avalanche, mas te salvou de mim e isso eu caracterizo como algo bom – alguém tinha que se dar bem. Daqui vejo o seu rosto de incômodo, sua testa enrugada, ora encarando a tela do celular, ora imaginando o meu rosto cínico, esboçando um leve sorriso, lúcido e sem censurar minha miséria interior. O amor não é aquilo que pensamos, eu acho, quer dizer, nem cheguei a encontra-lo, não posso incluí-lo nesse monte de palavras que vou começar cortar, então, finja que isso é um telegrama mão de vaca. Bebo café às pressas, minha cor favorita agora é verde, estou adepta a e-mails, queria engolir toda essa porra num desses dias quais sento com a xícara e o notebook disposta a escrever uma merda legal. Essas coisas – essas coisas nossas – ficam vindo à tona, mas se eu esqueço e me livro delas como caixotes mofados na calçada prontos para desaparecem das minhas vistas, você vai junto. Sonhei com um dia lindo e a gente rindo de tudo aquilo, é, preciso lembrar de você para outrora te contar desse sonho.
sacudir os trapos, sem massagear-los. eu sou uma escritora de merda, ruim, bem a sobra dos restos dos poucos. ouvindo the pugilist do keaton henson e sigo dias a fundo abismada com essa música. quero chorar todas as vezes com as estranhas apertadas feito um bebê recém chegado e só há o espanto. diga a minha mãe que não estou feliz, mas não estou triste e isso deveria bastar. tanta coisa não basta. coração é um bicho faminto que vagueia por séculos buscando hospedeiros. escute lá, isso não é um poema. nada de campeonatos, meu sepulcro é o cotidiano e a perturbação do cotidiano. sou só pele, artéria pulsante, desejo e revolta. hoje não fui à aula, menti. menti bonito. li que Maria agora despediu-se do mundo e dedica seus dias a cuidar de gatos. não fala com ninguém e eu, com toda eloquência do meu esqueleto, invejei. cada dia aproximo-me mais de Bukowski, benzinho. subitamente tudo arde e se divide. keaton henson gritando DON’T FORGET ME quase convulsivamente, acho que poderia ser eu depois do nó no estômago. nem os heróis escapam dele, benzinho, então, a única possibilidade é um coração vulnerável.
Oii, indico o livro O Filho de Mil Homens do Valter Hugo Mãe e o álbum Twelvefour do The Paper Kites.
Obrigada pela indicação <3 rebloguei, desculpa a demora ♥
Top 3 de lugares que você que ir quando for possível viajar? /+ltn
Ilheus - BA (visitar meu pai), Itacaré - BA (matar saudade da minha praia favorita), Serra Grande - BA (acampar).
/Rebloguei
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Conheça: Projeto Velho Poema e Projeto Verboador;
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pior q nao sei, nada faz mto sentido não
Coloquei no queue
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tá tudo uma grande bagunça, sei que a ansiedade é uma constante, mas, respira fundo até sentir os pulmões tocarem teu peito e conversa com quem for, só não guarda tanto aí dentro enquanto estamos - ainda que onlines - distantes. /+ltn
Que linda mensagem, é exatamente isso. Não estamos sozinhos <3 boa noite, rebloguei.
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