Evye não havia ido apenas uma vez ver Lou. Tinha perdido a conta, para dizer a verdade. Não se importava em a garotinha não quer vê-la, só queria se certificar de que ela continuava ali. Queria tocar nas cicatrizes, limpá-las, beijar todo aqueles caos até que se tornasse calmaria. Era isso: queria acalmá-la. Toda vez que ia até a porta do quarto de Lou e via seu corpo tão pequeno e frágil banhado naquele mar de sangue, seus olhos se enchiam de lágrimas e a única coisa que Evye fazia era dizer-lhe um baixo “eu te amo, querida” antes de sair e voltar no outro dia.
Era ainda mais doloroso perceber apenas daquela forma o quanto aquela criança era preciosa para ela. Evye acabara adotando-a como família. Sempre tinha um pote cheio de doces em sua casa esperando pela anjo, Cachorro acaba criando uma afeição absurda por ela, sua casa era a casa dela também e toda a vez que Evye acompanhava Lou até a pensão, doía um pouco. Afinal, era sua criança. Era seu dever cuidar de Lou e, todos podiam ver, ela havia falhado miseravelmente.
Num dia, porém, estava determinada a não sair tão cedo da pensão. Precisava ouvir a voz de sua menina, se certificar de que ela estava bem, lhe dar um abraço, tirá-la daquele mar de snague que virara a sua cama. Precisava fazer alguma coisa, qualquer coisa. Por isso, pegou o pote de doces e o ursinho de pelúcia que, ela sabia, era o preferido de Lou e bateu na porta antes de entrar em seu quarto. “ -- Lou, querida...”
















