TEORIA DAS JANELAS QUEBRADAS E TOLERÂNCIA ZERO
Ao contrário do que se é remetido, este nome é dado para uma teoria desenvolvida nos Estados Unidos nos anos de 1960, a partir de uma experiência em Nova York onde duas viaturas de polícia foram abandonadas, uma num bairro pobre e a segunda num bairro de moradores com bom poder aquisitivo. A que ficou no bairro pobre estava com uma janela quebrada e logo foi vandalizada, o que não quebraram levaram embora. Neste mesmo período a viatura que estava no bairro rico não sofreu nenhum dano. Até que quebraram um vidro na experiência, daí desencadeou a mesma situação do bairro pobre. Portanto não tem haver diretamente com vidros de edifício.
Mas a teoria sim, não só com vidros de edifício, como também como qualquer ato de vandalismo e criminalidade realizado em sequência. Vemos que o ato não está condicionado diretamente com a condição econômica do local, mas sim com a condição do ser humano a responder a algo que ele considera válido, no Brasil diríamos: se fulano pode, por que eu não posso. Se quebraram um vidro e ninguém fez nada, por que eu também não posso? Nos Estados Unidos nos anos 80 foram feitos vários testes similares a este com o mesmo resultado. Daí consagrou-se este estudo conhecido com o nome de teoria das janelas quebradas. Podemos ver sua aplicação e exemplificação quando andamos no metrô. Por que é limpo, permanece limpo e as pessoas jogam o lixo na lixeira? A razão é que todos jogam e os poucos que não jogam no local adequado os funcionários do metrô tratam de recolher rapidamente. Imagine se não fosse recolhido em que velocidade estaria tão sujo como tantas avenidas das cidades. Veja aquela senhora que varre todo dia a frente da sua casa, ela recolhe o lixo e o leva para a lixeira. Não joga na frente da casa do vizinho, logo este é compelido a fazer o mesmo. E as pessoas que passam não jogam nada ali. E também os vidros de prédios comerciais. Não trocando um vidro que se parte, logo aparecerão outros, assim como acontece nos atos de vandalismo por pichações (aqui não entro no mérito de ser arte ou não), ou degradação de monumentos e praças. Uma praça que não tem a grama aparada logo fica cheia de lixo e entulho. É como se a grama mau cuidada permitisse a todos os demais atos. A Prefeitura não tira a terra do rio? Então atrai as pessoas que jogam pneus, lixo, sofás, etc.
Se cada ato tem sua continuidade num mesmo bairro, vai crescendo a ideia de que tudo é permitido virando uma verdade área sem lei, aparecendo pequenos furtos, violência e atos totalmente fora da lógica.
Atualmente as cidades estão se deparando com a implantação de bicicletas alugadas que ficam em via pública, e as empresas que estão instalando, mesmo projetando modelos com peças inservíveis para o mercado, já contam que muitas serão vandalizadas e até sumirão. O caso de patinetes elétricos compartilhados implantado em São Paulo corre risco devido o cuidado dos usuários, independentemente de ter que retirar numa estação e devolver em uma estação própria. Esses empreendedores acreditam na insistência para criar um novo comportamento por parte da população. As empresas estão dispostas a investir neste processo de educação, mas o cidadão reconhece seu papel na conservação? Por isto a questão da administração pública em estabelecer tolerância zero, assim como fez nos anos de 1990 o prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, reduzindo os índices delituosos em 50%: pequeno delito é delito também, deve ser punido de acordo com o grau do prejuízo que causou, e não ser assumido como irrelevante e por tanto sem punição ou reparo algum.
E temos o bloqueio de vias de acesso para manifestações, onde milhares, centenas, dezenas, ou uma pessoa, bloqueia a via para ter projeção do seu manifesto, em detrimento de milhares de pessoas que não poderão utilizar aquele acesso. O número de pessoas beneficiadas pelo protesto justifica as prejudicadas pelo bloqueio? Estas são razões para você lembrar-se em quem votou, exigindo não só que hajam leis, mas que sejam aplicadas.
Estas situações desestimulam o cidadão e a autoridade policial. Ver pequenas infrações relevadas.
Portanto, na segurança, lembre-se de ser rigoroso na execução de normas, se não é para ser rigoroso ela não precisa existir, ou precisa ser atualizada. Não somente isto: mantenha a manutenção de máquinas e equipamentos, enfatizando a boa iluminação. E não trata-se só de funcionar, é ter a quantidade certa.











