some sketches
kinda burned out rn but thats okay i guess

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some sketches
kinda burned out rn but thats okay i guess
04.25.2019 General Sun, emerging from exile, presents his own version of the Fish Form, Djem So. The General is famous for his First set of Shii-Cho being the first and most wide read dulon yet invented. This set is built from the teachings from Yu ChengHui, master poet, actor and swordsman. The General has distilled his philosophy of Master Yu’s teaching into a new Dulon set for all practitioners. Similar in nature to his Shii-Cho, The General joins TPLA in wishing all practitioners the opportunity to grow and attain excellence!
[25/06/2026] [FRAGMENTO]
Silêncios que viraram muros,
muros que se tornaram murros,
murros que dei em muros
preservando seu rosto.
Passa o tempo composto,
agora seu murmúrio disposto
não ouço,
não ouço
Ghost notes.
Murmúrios Controle do que quase não soa Pouco Fluxo de ar Baixa Intensidade Quase um segredo Ghost notes
[17/06/2026] [FRAGMENTO]
Colecionadores de reação.
Disfunção social maquiada.
Meu desejo como combustível para a máquina bem lubrificada do seu ego.
Conquistando espaço, simulando amores. O conflito constante entre não sentir culpa e o peso de acreditar que deveria senti-la.
A dúvida: a incapacidade de sentir torna alguém menos humano?
Histórias empilhadas. Pessoas histéricas. Traumas não superados.
O currículo do sucesso afetivo.
Ou a falta dele.
[19/06/2026 8:40] [AUTOFICÇÃO]
Tatuagens desbotadas de cachorro, fotos secretas de garotos interrompidos.
A ressonância da sua passagem pela minha vida.
Lembranças acumuladas. Totens de boa sorte presos a um quadro: uma chave perdida, uma ficha de sinuca, aquela palheta velha, pulseiras verdes de lã, o tsuru que o cara de quem eu gostava dobrou enquanto eu chorava.
"Fica bem."
Espera.
Eu já vivi isso antes.
Mas eu era o cara que dobrava o tsuru e dizia: "Fica bem."
Dezenas de noites criadas apenas para o nosso encontro. Desculpas espalhadas. Arrastávamos amigos das camas e os guiávamos para o bar a qualquer custo, só para roubarmos alguns minutos para nós.
Um quarto de hora por noite.
Um quarto de bala na boca.
Hoje fumo um cigarro atrás do outro. Cometo pequenas transgressões diárias, tentando reproduzir aquela sensação: realizar algo impossível, acreditar que nada poderia nos parar, viver um sonho lúcido ao entrar na vida um do outro.
Conversas sem fim em postos de gasolina depois de fecharmos todos os bares. Olhar fixo, corpo cansado, mas ninguém assumia risco algum.
Explorávamos a possibilidade com a mesma intensidade com que perseguíamos a realização que teimava em não chegar.
Sonhei com você esta noite. Um daqueles sonhos pesados e vívidos que eu só tinha quando andávamos juntos. Parecia que você queria me dizer alguma coisa, mas as palavras se perdiam. Eu não conseguia me apegar a nada do que era dito.
Lembrei de outro sonho.
Eu dirigia um carro com você ao lado. Não sabia para onde ir. Não sabia dirigir. Brigávamos pela falta de destino, mas eu me sentia responsável porque era eu quem estava ao volante.
Talvez aquilo já fosse um aviso.
Meses de silêncio depois, minha fórmula instintiva neo-pagã se repete.
E eu sei que alguma coisa vai acontecer.
It might be soon,
my heart changes with the moon.
[12/06/2026 15:41] [AUTOFICÇÃO]
Novamente me despeço.
Já havia visto nas cartas: meu destino dissolvido na metade de alguma coisa que não foi. Um cão carregando a sua coleira vermelha entre os dentes, sem seu dono pra leva-lo pra casa.
"We Used to Be Friends" — a promessa mais vazia que mudou minha vida. Essa amizade acima de tudo; o doce placebo de acreditar na inocência de existirmos na vida um do outro, independentemente do que acontecesse.
Nunca funcionaria. As circunstâncias, as pessoas, a gente.
Eu me amargurei na arrogância de acreditar que sabia o que era se responsabilizar por algo.
Não foi frieza. Não foi fraqueza.
Um dia você estava lá. No outro, não estava mais.
Eu conheço o seu silêncio. A volta que o mundo deu é que hoje sou mais próximo dele do que de você.
Existe um caminho onde a clareza reina; um lugar de paz, de lembranças amaciadas depois de tanta pancada.
Estranhamente, hoje te vejo como alguém digno de respeito. Alguém que soube se retirar com educação, mesmo sem dizer uma palavra.
Não somos inimigos. Não vivemos em lados opostos.
Se não há nada que funcione em você, e não há nada que funcione em mim, então o nada é o melhor que podemos ter.
E tudo bem.
Mais do que nunca.
[01/2023][REVISTO 06/2026] [MENSAGENS Ñ ENVIADAS]
Você age como se eu fosse um risco iminente.
Em algum momento começou a mentir, omitir, desconversar e me enganar.
Eu não sei quando começou, mas tenho medo de descobrir que foi há muito tempo.
Não consigo entender o que fiz de errado, porque eu não fiz. Você mesmo me disse que, se fizesse assim, eu ficaria triste. Porque o problema não está comigo, está em você.
Mas eu não quero ser tratado como um risco iminente. Não quero ser isolado, poupado.
Eu não sou um risco iminente.
Você é.
Meu maior medo era te causar dano, mas desde que te conheci toda forma que me comportei foi pra te deixar confortável e seguro. Segui suas regras estúpidas até começar a me machucar.
Agora eu vivo exatamente a realidade que tinha mais medo de viver entre nós.
E continuo em frente porque cansei de só sentir medo.
Cada medo em mim reage num estado de coragem, quando corro pra encarar encaro toda ferida que precisa ter o curativo trocado, e o arranco sem sofrer antes.
Você achou que foi era demais. Que não havia como me ter tão vidrado.
Eu arranquei tudo que me fazia arrepiar, tudo que fazia meu coração pular uma batida. Arranquei os sorrisos que dava quando te via se aproximando. Arranquei meu último pensamento antes de dormir.
Foi como destruir algo belo.
Amassar uma flor na mão.
Te socar no rosto.
Eu conquistei um caminho pra te derrubar daquele pedestal.
E continuo nele.
Isso tem me permitido te ver com outros olhos também. Situações que eu ignorava, cada passada de pano, desapareceram.
Agora eu sinto o peso das suas ações.
Minha reação se tornou a natural.
Raivas que não existiam começaram a aparecer.
Eu fico com raiva quando você age como um idiota.
Ou como um covarde.
[06/2022] [NOTAS]
Existe um senso quase inconsciente de que, quando queremos algo de alguém, não pedimos.
Não nos jogamos com honestidade.
A gente persuade.
Incrusta ideias.
Sugere delicadezas.
Faz o outro acreditar que a vontade nasceu nele próprio.
Não parece existir limite quando o objetivo é conseguir o que se quer.
E quando funciona, a sensação é quase química:
dopamina de vencedor de carteado.
Como se eu tivesse desbancado o universo, dobrado a realidade ao meio e submetido tudo à própria vontade.
Tudo isso porque pedir algo diretamente — mesmo sendo o correto, mesmo sendo honesto — cria uma sensação de dívida.
E ninguém quer sentir a balança pendendo para o lado do retorno.
Se pedi ajuda, vou precisar ajudar.
Se pedi afeto, vou precisar devolver afeto.