Nos sonhos diários permanece a sensação de estar acordado em uma eterna fantasia. Transmutado em latas ambulantes enquanto a paisagem salta ao olhar. Fones de ouvido, livros, olhos fechados, mentes distantes. Olheiras que denunciam a falta de sono. Gritos de socorro de pessoas que não param de sonhar ecoam.
“Dispa-me, dispa-me!”
Música nova, pessoas novas e paisagem igual. Minutos, horas e vivendo dias a sonhar.
Por que entramos nessa viagem? Como paramos? Sairemos um dia?
“Aceita comprar um doce?”
"Uma doação para instituição de recuperação das drogas?"
"Ouvir a palavra do senhor?”
Passagem de ida para o inferno?














