angustiado saí em busca de mim no desencontro encontrei-me perdido. desconstruo o que sou permanente em uma eterna construção.
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@psicodeliamodeon
angustiado saí em busca de mim no desencontro encontrei-me perdido. desconstruo o que sou permanente em uma eterna construção.
Experimentar é o caminho a seguir entre os pontos estabelecidos pelo sistema que vivemos. Percorremos: ciganos; nômades; bêbados; hippies; livre por estradas desconhecidas, acontecimentos sem saber o que há. Deixe a luz. Deixe a luz percorrer, sem designar, percorrer, sem nos perder.
Finalmente calmo, dê-me algo. Pois perdido em um caminho, não sabemos o que seguir, tentando se libertar de alguma forma. Sem sabermos o que fazer no meio de bilhões de perdidos, tentando acreditar que somos iguais em todos os continentes. Mas perdidos percebemos que não somos iguais. Atravessamos por uma longa caminhada da vida, sabendo do sentimento de pertencer sem afirmar com certeza.
Lost in translation. Por minutos incessantes.
Vagando como nas longas estradas interestelares,
lunar,
moonlight, sob a luz do luar.
Let there be more light. Sabendo que a resposta (és)tá entre o experimentar - - - você.
Sete bilhões de pessoas
Centenas de bilhões de organismos
Milhares de milhares de sons, de ideias, de viagens.
Teclando pela milionésima vez por uma expansiva tentativa de deixar acontecer.
Perseguido entre as estrelas intergalácticas,
desejo
alucinado
enquanto volta.
Por trás dos problemas, por trás da verdade, tentando espalhar o que não sente. Mil faces de vinte-quatro-anos perdido no espaço, sem saber o que fazer para deixar acontecer.
O controle é uma ilusão?
Passear nas conexões cerebrais sem perder o rumo, sem saber que o rumo alcançado é a ilusão. Imaginar é o que há. Sonhar é o que temos? Velejar sem pestanejar, cair sem desistir. ACID - ENTAL - MENTE insano nos momentos de levitação.
Sentimento de quem só circula, só dá volta.
Só volta.
Só voltar...
Sem perder? Será que perdemos? O que é perdido quando se trata da vida? Perder é experiência? Experienciar é ganhar? Experienciar é perder? O que é um experimento pra você?
Fragmentada mente.
Fragmentadamente.
É como ir. Viver, perder, ganhar sem perceber.
Sentir atrasado o que vivência, sem saber ao certo o que acontece. O que acontece se passa entre o ato de não perceber e o agir, agindo sem perceber, inconscientemente alienado, um estranho involuntário, perdido. Perdido na interpretação, perdido na estação, perdido em um trem fumegante.
Choque de realidade. Transição do "EU"; transformação realizada. A parede da realidade nunca é vista, mas em um momento de automatização das ações agendadas para o cotidiano, desconcentrado, desconcertado, atravessou a linha, confundindo a realidade e o sonho, o estranho momento da perpétua estranheza do ser. Andamos desconectados após artificializar todas nossas relações. Andando desconectado após artificializar todas as relações.
Nos sonhos diários permanece a sensação de estar acordado em uma eterna fantasia. Transmutado em latas ambulantes enquanto a paisagem salta ao olhar. Fones de ouvido, livros, olhos fechados, mentes distantes. Olheiras que denunciam a falta de sono. Gritos de socorro de pessoas que não param de sonhar ecoam.
“Dispa-me, dispa-me!”
Música nova, pessoas novas e paisagem igual. Minutos, horas e vivendo dias a sonhar.
Por que entramos nessa viagem? Como paramos? Sairemos um dia?
“Aceita comprar um doce?”
"Uma doação para instituição de recuperação das drogas?"
"Ouvir a palavra do senhor?”
Passagem de ida para o inferno?
Sonhar acordado é a questão do dia, enfatizada pela noite passada alucinada. Uma versão paralela do ser que busca a rendição. As horas passam mescladas a experiência do ídolo dos anos 60. Vivia a desgraça como um obstáculo que precisava passar, sempre em frente, entretanto sustentando a pilastras da sua própria vida.
Noite alucinada de um coração em processo de revolução após escolhas erradas ao longo dos anos.
noite alucinada,
centralizada
na alma
marcada com a névoa da periferia.
Medo
Podemos dizer que a vida é isso: Medos aleatórios que influenciam nas nossas ações diárias, nossos sonhos e nossos amores. Uma década marcada pelo fervor do capitalismo, onde até os nossos sonhos são fardos enquanto vivemos a trabalhar e nos sustentar. “Existimos” apenas com a intenção de existir no meio urbano, deixamos de viver, deixamos de nos divertir, de aprender e de amar para existir na ilusão que é o nosso estado. Onde deixamos a suavidade das nossas delicadas canções, o nosso Jazz de cada dia, para trabalhar como se fossemos viver para sempre. Mas isto é outra ilusão.
É como uma doce canção dos anos 20:
Se até os animais fazem isso, se até as árvores fazem isso, se até o demônios fazem isso, por que não nos deixamos apaixonar?
Se a única coisa que pode nos proteger, se a única coisa que pode nos guiar, se a única coisa que pode acabar com nossos medos, por que não nos deixar apaixonar?
Existir nos faz ser o que somos hoje, mas o que somos hoje é por conta da existência, porém, o que somos é o reflexo do que tememos, e porque temer? Se nós podemos deixar tudo acontecer naturalmente. O risco que nos envolve todos os dias, nada mais é do que a falta de coragem e a falta de conhecimento sobre o que nós ambicionamos.
O medo da morte nos bloqueia, nos faz não arriscar, o momento de pavor por saber que pode perder tudo, o sentimento de possivelmente estar sozinho nos matam antes mesmo de morrer. Somente os mais corajosos encaram o terror, somente estes estão preparados para a eterna luta contra o maior vilão das nossas vidas, o mundo. Apenas aqueles que amam loucamente, da maneira mais real e pura, são os que não deixam a morte pairar sobre suas mentes. E são estes que são os nossos ídolos, estes são os meus ídolos.
-Texto retirado do mais profundo calabouço, do mais estranho e obscuro ser de toda a existência que pairou nesse atual mundo complexo e absurdo que é a minha vida.
Porque nesta vida atual, tudo que for dito, tudo que for pensado, tudo o que for feito, está ligado ao universo em que vivemos, é óbvio, mas não para todos. Talvez o correto, antes que se machuquem, seja dizer em poucas palavras o que é tão complexo na nossa vida de seres humanos que se relacionam com o mundo: Eu não sei o que pensar, dizer e fazer.
Só não é tão fácil como Paulo Coelho diz, como Nietzsche dizia ou até mesmo como Bukowski falava. Não dá para deixar para lá, não da para ficar assim, e não conseguiremos mudar. Não é pessimismo quando já tentamos e não conseguimos, é saber do que somos capazes, é o ser realista. Aquele que já provou da glória e da derrota, que já viveu no céu e no inferno, o que vive a escuridão e não o amanhecer, e quando raios de luzes aparecem, é curto o bastante até para dizer que foi bom. Mas não há nada a se fazer, a não ser aceitar e tentar ter uma boa noite de sono.
Um semblante enriquecido de felicidade que se perdeu com a distância, causado pela terrível decepção e que se deixou de lado pelo simples receio de dor.
E se eu dissesse que a Lua na verdade é fruto de uma conspiração, planejada pela elementar forma de constituir o maior escândalo inaceitável, utilizando-a para a manipulação da mente dos pobres mortais? E se eu dissesse que na verdade tudo não passa de uma incrível e absurda forma - inexplicável - de transformar as atitudes cotidianas em meros fatos constitucionalistas, causadas pelas ações involuntárias dos humanos? E se eu dissesse que estas ações do cotidiano, que são involuntárias, têm causado um bem disgramado? E se eu dissesse que o fato da Lua estar tão bem alinhada com a posição que estamos, mesmo estando em um total estado de imparcialidade e medo de qualquer atitude que não tenha se pensado minuciosamente cada detalhe, está apenas nos fazendo ter algo completamente perfeito e inesquecível, e que se não bastasse, é bom o suficiente para dizer que estamos até alegre com tal coisa?! Bom, tudo é maluco e confuso de mais para dizer que tudo isto tem sido complexamente bom, mas é certo dizer que tudo está REALMENTE bom, quando se trata disto.
Canções que foram escritas com a derivação de um pensamento inconsequente de uma eloquente transformação mental aparecem com tal forma nos dias, que acabam promovendo uma perfeita sensação de estar bem, mas que o cotidiano alarmado persegue como se todos os dias não passassem de uma fantasia, criada com a finalidade de ocupar um espaço que há meses estava vago. E em um curto espaço de tempo, os olhares se cruzaram e com um olhar puro, pôde-se perceber que podemos encontrar mais de um sentimento que acreditávamos que só existiria UM no mundo. E com este improvável encontro, hoje, conseguiremos viver, e a lunática imaginação da convivência, transforma a união das galáxias corporativas do nosso mundo atual em uma perfeita, alucinada e incompreensível imperfeição dos dia-a-dias dos nobres senhores, com chapéus levemente inclinados e com experiências na compreensão dos enigmáticos modos de expressar seus sentimentos em textos completamente incompreensíveis.
Um beijo, um queijo, e até a próxima descoberta dos segredos dos dias.
Cabelos cacheados, olhos claros, pele macia, covinhas, um pequeno, discreto e bonito sorriso. A escuridão do carro, ‘bokeh’s’ ao fundo, Clapton cantando Wonderful Tonight. Corações apertados, olhares profundos, sentimentos imprecisos, desconcertos, inalcançáveis. Louca sensação de estar juntos. Pertencimento da alma, pensamentos unidos. Abraços, beijos. Tudo vai ficar bem, tudo está bem. Você está no olhar. Um sorriso, um ‘boa noite’ e ‘wonderful tonight’. Quarta-feira, 01h00, em um carro escuro, em qualquer lugar do mundo... Desde que estejamos juntos.
Embriagar-se é, e tem sido o melhor ingrediente conspiratório contra a ingrata mente. Um remédio que acalma os instintos insatisfeitos com o a cuidadosa imparcialidade de está ou não estar num determinado local no espaço temporal. Talvez seja um método que a supremacia há tempos tentava nos mostrar, mas só agora foi percebida a felicidade da faculdade dos sentidos.
Agora nem importa mais, os problemas facultativos é o que consome. Só nisto que penso. Com o tempo, como dito, tudo se resolve. E se brincar, as paradas ilícitas do sentido inaugural, com o sabor de 30% de um dialeto alienígena, misturado com os bêbados cantando Raul, seja apenas um momento aguçadamente feliz. Com o dane-se ainda ligado, venho vivendo loucamente e inconsequentemente os pequenos momentos.
A história da vida que vivemos é uma interminável e incontrolável sensação de uma completa imperfeição. Não que isso seja exatamente ruim, até porque certos momentos nos fazem querer identificar os seres que nos fazem felizes, ou então objetos, tanto faz. O engraçado disto, é que conforme o tempo passa, tentamos nos controlar, obedecendo as demandas universais para um bom comportamento na convivência existencial. Deixando de lado que o verdadeiro segredo da felicidade não está aí e sim aqui, no agora. Enquanto caminhamos em direção aos nossos trabalhos, pregadores da palavra de Deus vão ao nosso encontro, mas como o foda-se já foi ligado, não nos importamos e falamos: NÃO! E no restante do caminho, pensamos sobre a vida. Decidimos que nós temos o livre-arbítrio para viver, e com isto, partimos do pressuposto que a partir de hoje, não terá mais pensamentos antigos. E sim, a eloquente forma de não se importar com nada, e apenas, viver.
01/01/2012
Deitado em uma inapropriada universalização do ser. Com a quantidade de acontecimentos que vem surgindo, chega uma hora que só deitamos, ouvimos o The Dark Side of the Moon e desistimos de pensar. Simplesmente assim. Nem os malditos vógons merecem se ferrarem tanto. Não é loucura, nem falta de consideração, falta de amor, falta de dedicação, falta de compaixão, não é dor, nem alegria, cansaço... é apenas um foda-se bem utilizado. Maldita onipresença que me meti. No final de tudo é só problema, sempre! E pensar que apesar de toda a pressão imposta por todos, ainda temos que agüentar a maldita segunda feira, o cotidiano que todos amam (não), a fuga de transportes inapropriados, os ensinamentos que não caem nada bem e a falta de comunicação que eu mesmo estabeleci. Sinto muito Sr. Estou fora! Hora de ir para os 30 anos seguintes (que o tal filme disse), pegar a máquina do tempo e teletransportar para o dia 01 de janeiro de 2012.
Sem dó nem piedade, castigavelmente judiado, mas nada pode mudar. A postura que criou é inquebrável e sempre parecerá que és mais forte e implacável que qualquer um. Singelos gestos, sorrisos majestosos e brincadeiras insaciáveis, tornam a imagem a perfeita semelhança da força do mundo.
Quem conheceu o inferno, hoje está bem. Não tem medo de nada. Quem vive no inferno, hoje sofre gloriosamente bem.
A poesia da vida baseada em remédios para dormir e leve doses de uísque, tudo para o embriagamento do cérebro. Este é o método certo de se errar na hora de poematizar a vida.
Merda!
Conectando todos os pontos que eu posso, para que tudo que esteja conectado ao meu cérebro seja demasiado ao extremo da felicidade alucinógena da instantaneidade do ser. Com o colapso do encontro que o mundo esperava, e que eu, principalmente, me preparava impecavelmente para que a segurança corpórea dos órgãos internos, no caso, o órgão controlador do bombeamento de todo o líquido que ferve como se não houvesse amanhã, ficasse tranqüilo e que não saltasse loucamente em seus pés. Talvez a água que hoje bateu em minha cabeça ou as fortes ondas da cachoeira dos deuses, ou ainda, o olhar para o céu que via de baixo das árvores, tenha me deixado focado o suficiente para permanecer firme e forte para viver bem a vida que ninguém sabe viver facilmente. Um doce e abençoado dia de paixão, concentração e força de vontade para estar bem.